Resumo de IBPs: inibidores de bomba de prótons | Ligas

  • outubro 9, 2020
  • 4 min read
[addtoany]
Resumo de IBPs: inibidores de bomba de prótons | Ligas

Definição

Os IBPs se
ligam à enzima H+/K+-ATPase (bomba de prótons) e suprimem a secreção de íons
hidrogênio para o lúmen gástrico.

Os IBPs
disponíveis incluem dexlansoprazol, esomeprazol, lansoprazol, omeprazol, pantoprazol e rabeprazol.

Apresentação
dos Inibidores de Bomba de Prótons

Os IBPs são
compostos benzoimidazólicos e podem ser associados ao bicarbonato de sódio para
uma maior absorção, como é o caso do omeprazol.

A dose varia
de acordo com a droga utilizada, a natureza da doença e e a gravidade do quadro
clínico. As doses padrão são:

  1. 20 mg para omeprazol e para rabeprazol
  2. 30 mg para lansoprazol
  3. 40 mg para o pantoprazol e
    para esomeprazol
  4. Em crianças utiliza-se omeprazol
    na dose entre 0,5 mg e 6 mg / kg / dia.

Mecanismos de ação

Esses fármacos tem um revestimento para protegê-lo da
degradação prematura pelo ácido gástrico, pois são estáveis em pH neutro, mas a
acidez gástrica as inativa. O revestimento é removido no meio alcalino do
duodeno, onde é absorvido e ganha a circulação sanguínea. Em seguida, é transportado
às células parietais e difundido para os canalículos secretores. O medicamento,
então, é ionizado, formando ácido sulfênico e sulfenamida, que são a forma
ativa do fármaco. Essas substâncias formam uma ligação covalente estável nos agrupamentos
sulfidrílicos localizados na enzima H+/K+-ATPase, bloqueando-a.  

Em dosagem padrão, os IBPs inibem a secreção gástrica
basal e a estimulada em mais de 90%. A secreção ácida só retorna ao normal após
a síntese e inserção de novas moléculas da bomba de prótons na membrana apical
das células parietais. Assim, a inibição da secreção ácida persiste após a
eliminação plasmática das drogas. Com a interrupção de um tratamento adequado,
o reestabelecimento completo da secreção ácida pode levar até 5 dias para
ocorrer.

Farmacocinética e
Farmacodinâmica dos Inibidores de Bomba de Prótons

Todos esses fármacos são eficazes por via oral e, para
obter o efeito máximo, os IBPs devem ser ingeridos de 30 a 60 minutos antes do
desjejum ou da principal (maior) refeição do dia, exceto o dexlansoprazol, que
tem uma formulação de liberação postergada dupla e pode ser ingerido sem
relação com refeições. Esomeprazol, lansoprazol e pantoprazol também estão
disponíveis em formulações de uso IV.

Embora a meia-vida dos IBPs no plasma seja de poucas
horas, eles têm duração e longa ação devido à fixação covalente à enzima
H+/K+-ATPase.

Os metabólitos são excretados na urina e
nas fezes.

Indicações

Muito eficazes no tratamento de úlceras gástricas,
duodenais e esofágicas. São a droga de primeira escolha no tratamento de casos
de DUP e refluxo gastroesofágico e na síndrome de Zollinger-Ellison. Os IBPs
também são as drogas de primeira escolha na supressão ácida indicada em casos
de esôfago de Barrett.

Pode-se utilizar o medicamento para o tratamento da
erradicação de H. pylori associada a úlcera péptica.

Contraindicações    

O uso
concomitante de IBPs com clopidogrel
não é recomendado devido aos possíveis riscos de eventos cardiovasculares.

Caso os
pacientes apresentem diarreia por vários dias, é aconselhável interromper o
tratamento com IBP e contatar o médico.

Efeitos adversos

Apesar de
raros, os pacientes que utilizam IBPs podem apresentar alguns efeitos adversos,
como risco aumentado para infecções intestinais (quando em uso de omeprazol); redução
nos níveis séricos de vitamina B12 (após tratamento prolongado com altas doses
de IBPs); hipersecreção ácida por algumas semanas (após a interrupção do uso de
um IBP); e prejuízo na absorção de carbonato de cálcio (pela alcalinização do
pH gástrico).

Interações
medicamentosas

Como o
metabolismo dessas drogas é predominantemente hepático e ocorre interação com o
citocromo P450 in vitro, há um risco
potencial de inibição do metabolismo hepático de outras drogas, como varfarina,
cetoconazol, fenitoína, claritromicina e diazepam.

Autores, revisores e orientadores:

Autor(a): Francisco
Asclépio Barroso Aguiar Filho

Co-autor
(a): Victória Carolina Reis de Oliveira – @vicroliveira

Revisor(a): Gabriel
Martins Nogueira – @lenogs

Orientador(a):
Nadia Caldas – @caldas_nadia

Liga: Liga
Acadêmica de Gastroenterologia e Hepatologia (LAGH) – @laghbahiana

Posts
relacionados:

Caso clínico de doença do refluxo
gastresofágico

Caso clinico de diarreia

Resumo sobre gastrite crônica

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀