Resumo de IBPs: inibidores de bomba de prótons | Ligas

Definição
Os IBPs se
ligam à enzima H+/K+-ATPase (bomba de prótons) e suprimem a secreção de íons
hidrogênio para o lúmen gástrico.
Os IBPs
disponíveis incluem dexlansoprazol, esomeprazol, lansoprazol, omeprazol, pantoprazol e rabeprazol.
Apresentação
dos Inibidores de Bomba de Prótons
Os IBPs são
compostos benzoimidazólicos e podem ser associados ao bicarbonato de sódio para
uma maior absorção, como é o caso do omeprazol.
A dose varia
de acordo com a droga utilizada, a natureza da doença e e a gravidade do quadro
clínico. As doses padrão são:
- 20 mg para omeprazol e para rabeprazol
- 30 mg para lansoprazol
- 40 mg para o pantoprazol e
para esomeprazol - Em crianças utiliza-se omeprazol
na dose entre 0,5 mg e 6 mg / kg / dia.
Mecanismos de ação
Esses fármacos tem um revestimento para protegê-lo da
degradação prematura pelo ácido gástrico, pois são estáveis em pH neutro, mas a
acidez gástrica as inativa. O revestimento é removido no meio alcalino do
duodeno, onde é absorvido e ganha a circulação sanguínea. Em seguida, é transportado
às células parietais e difundido para os canalículos secretores. O medicamento,
então, é ionizado, formando ácido sulfênico e sulfenamida, que são a forma
ativa do fármaco. Essas substâncias formam uma ligação covalente estável nos agrupamentos
sulfidrílicos localizados na enzima H+/K+-ATPase, bloqueando-a.
Em dosagem padrão, os IBPs inibem a secreção gástrica
basal e a estimulada em mais de 90%. A secreção ácida só retorna ao normal após
a síntese e inserção de novas moléculas da bomba de prótons na membrana apical
das células parietais. Assim, a inibição da secreção ácida persiste após a
eliminação plasmática das drogas. Com a interrupção de um tratamento adequado,
o reestabelecimento completo da secreção ácida pode levar até 5 dias para
ocorrer.
Farmacocinética e
Farmacodinâmica dos Inibidores de Bomba de Prótons
Todos esses fármacos são eficazes por via oral e, para
obter o efeito máximo, os IBPs devem ser ingeridos de 30 a 60 minutos antes do
desjejum ou da principal (maior) refeição do dia, exceto o dexlansoprazol, que
tem uma formulação de liberação postergada dupla e pode ser ingerido sem
relação com refeições. Esomeprazol, lansoprazol e pantoprazol também estão
disponíveis em formulações de uso IV.
Embora a meia-vida dos IBPs no plasma seja de poucas
horas, eles têm duração e longa ação devido à fixação covalente à enzima
H+/K+-ATPase.
Os metabólitos são excretados na urina e
nas fezes.
Indicações
Muito eficazes no tratamento de úlceras gástricas,
duodenais e esofágicas. São a droga de primeira escolha no tratamento de casos
de DUP e refluxo gastroesofágico e na síndrome de Zollinger-Ellison. Os IBPs
também são as drogas de primeira escolha na supressão ácida indicada em casos
de esôfago de Barrett.
Pode-se utilizar o medicamento para o tratamento da
erradicação de H. pylori associada a úlcera péptica.
Contraindicações
O uso
concomitante de IBPs com clopidogrel
não é recomendado devido aos possíveis riscos de eventos cardiovasculares.
Caso os
pacientes apresentem diarreia por vários dias, é aconselhável interromper o
tratamento com IBP e contatar o médico.
Efeitos adversos
Apesar de
raros, os pacientes que utilizam IBPs podem apresentar alguns efeitos adversos,
como risco aumentado para infecções intestinais (quando em uso de omeprazol); redução
nos níveis séricos de vitamina B12 (após tratamento prolongado com altas doses
de IBPs); hipersecreção ácida por algumas semanas (após a interrupção do uso de
um IBP); e prejuízo na absorção de carbonato de cálcio (pela alcalinização do
pH gástrico).
Interações
medicamentosas
Como o
metabolismo dessas drogas é predominantemente hepático e ocorre interação com o
citocromo P450 in vitro, há um risco
potencial de inibição do metabolismo hepático de outras drogas, como varfarina,
cetoconazol, fenitoína, claritromicina e diazepam.
Autores, revisores e orientadores:
Autor(a): Francisco
Asclépio Barroso Aguiar Filho
Co-autor
(a): Victória Carolina Reis de Oliveira – @vicroliveira
Revisor(a): Gabriel
Martins Nogueira – @lenogs
Orientador(a):
Nadia Caldas – @caldas_nadia
Liga: Liga
Acadêmica de Gastroenterologia e Hepatologia (LAGH) – @laghbahiana
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