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Resumo de IBP + Amoxicilina + Claritromicina | Ligas

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Definição

A combinação de IBP + Amoxicilina
+ Claritromicina é o esquema tríplice de escolha para o tratamento de
erradicação da bactéria Helicobacter pylori, principalmente no contexto
de Doença Ulcerosa Péptica e das Gastrites Crônicas.

O tratamento com o uso de um
único tipo de antimicrobiano não é indicado e está associado ao maior
aparecimento de resistência bacteriana.

Esquemas quádruplos também podem
ser levados em consideração, principalmente em populações que possuem
resistência à Claritromicina e consiste na combinação entre subsalicilato de
bismuto, metronidazol, tetraciclina e IBP.

  • Os IBPs mais utilizados são Omeprazol, Rabeprazol,
    Lansoprazol, Pantoprazol e Esomeprazol.
  • A Amoxicilina é uma penicilina semissintética,
    de amplo espectro, da classe das aminopenicilinas. Pode ser substituída pela Furazolidona
    em casos de alergia.
  • A Claritromicina é um antibiótico de largo
    espectro similar à eritromicina, da qual difere apenas pela metilação da
    Hidroxila no 6º anel macrolídio. Pode ser uma alternativa para os pacientes
    alérgicos à penicilina.

Mecanismos de ação

  • IBP: inibidores de bomba de prótons

Os IBPs se ligam covalentemente à
enzima H+/K+-ATPase e suprimem a secreção de íons hidrogênio para o lúmen
gástrico. Eles possuem um revestimento entérico resistente para evitar a
degradação pelo suco gástrico, pois são inativos em meio ácido. No meio
alcalino do duodeno, esse revestimento é removido e o fármaco é absorvido e
transportado até a célula parietal. A inibição da secreção ácida persiste por
até 18 horas.

  • Amoxicilina:

Seu mecanismo de ação consiste na
inibição da última fase de síntese da parede celular bacteriana, expondo a
membrana e permitindo lise celular. Atua preferencialmente em bactérias
gram-negativas.

  • Claritromicina

Similarmente à Eritromicina, a
Claritromicina inibe a síntese proteica bacteriana pela ligação à subunidade
50s dos ribossomos dos organismos sensíveis. Afeta especialmente as bactérias
gram-positivas, embora também seja eficaz contra algumas gram-negativas.

Farmacocinética e Farmacodinâmica

  • IBP

São disponíveis por via oral e
devem ser administrados preferencialmente até 1 hora antes do desjejum, 1 vez
por dia. Seu metabolismo é predominantemente hepático e seus metabólitos são
excretados via urina e fezes.

  • Amoxicilina

É disponível como preparação
oral, sendo resistente ao suco gástrico. Atinge sua concentração sérica máxima
após 2 horas da administração e possui uma boa absorção no trato
gastrointestinal, atingindo até 95% da dose oral. Após absorção ela se
distribui pelo líquido extracelular e atinge elevadas concentrações na bile e
urina, sendo eliminada rapidamente por secreção renal.

  • Claritromicina

A Claritromicina é bem absorvida
pelo trato gastrointestinal, e sua reduzida biodisponibilidade oral, de 50% a
55%, se deve ao metabolismo de primeira passagem pelo fígado transformando-se
em um metabólito ativo. A Claritromicina se distribui amplamente nos tecidos e alcança
concentrações intracelulares elevadas. É eliminada por via renal e não-renal.

Indicações

Não há consenso bem estabelecido
em relação à indicação de pesquisa de H. pylori em pacientes dispépticos.
Entretanto, a erradicação da H. pylori está indicada em casos de úlceras
duodenais ativas ou cicatrizadas, gastrite histológica intensa, pessoas com
risco de câncer gástrico ou de complicações de doenças ulcerosas e em
indivíduos com linfoma MALT de baixo grau.

  • Os IBPs também têm um grau de importância no
    tratamento de DRGE, esofagite erosiva, úlcera duodenal ativa e condições
    hipersecretoras patológicas, como Síndrome de Zollinger-Ellison.
  • A Amoxicilina, assim como outras penicilinas de
    amplo espectro, é muito utilizada no tratamento de infecções respiratórias e em
    paciente odontológicos de alto risco, para prevenir endocardite bacteriana. Ela
    também é ativa contra alguns bacilos como Haemophilus influenzae,
    Escherichia coli, Proteus mirabilis
    e Salmonella sp.
  • A Claritromicina é indicada contra exacerbações
    agudas de bronquites crônicas, e patógenos de pneumonia, como H. influenzae,
    S. pneumoniae, L. pneumophila e M. Pneumoniae além da Chlamydia
    pneumoniae
    . Também é uma boa alternativa no tratamento de infecções de pele
    e tecidos moles, além de atuar de forma eficaz contra encefalites associadas a
    toxoplasmose e vir ganhando espaço clínico no combate à H. Pylori.        

Efeitos adversos

  • ·        
    IBP

Mesmo em altas doses, os
inibidores de bomba de prótons são bem tolerados. Alguns efeitos adversos são
náuseas, diarreia e cólicas. Efeitos como dor de cabeça, tontura e sonolência
são ainda mais raros. Supressões da secreção ácida por períodos muito prolongados
aumentam o risco de fraturas e podem gerar deficiência de vitamina B12. Maior
incidência de pneumonias e hipomagnesemia podem estar inclusos.

  • Amoxicilina

Em geral, é em tolerada. Seus
efeitos adversos incluem exantema generalizado, que quando acompanhado de
urticária, traduz uma ordem alérgica e suspensão da droga. Pode ocorrer
diarreia por quebra do equilíbrio com microrganismos intestinais, além do risco
de nefrite intersticial aguda- sendo rara.

  • Claritromicina

Os efeitos colaterais mais
comumente observados com o uso da Claritromicina ocorrem ao nível do trato
gastrointestinal, em cerca de 9% dos pacientes, e incluem principalmente
diarreia (3%), náuseas (3%), sabor desagradável (3%), dispepsia (2%) e dor ou
desconforto abdominal. Cefaleia tem sido relatada em cerca de 2% dos pacientes.

.

Interações
medicamentosas

  • IBP

Pode ocorrer interação com o
citocromo P450 no fígado e consequentemente alteração do metabolismo de drogas
como Diazepam, Cetoconazol, Varfarina e Fenitoína.

  • Amoxicilina

Pode reduzir a absorção de
anticoncepcionais orais combinados.

  • Claritromicina

A Claritromicina apresenta
interação com a Teofilina, a Carbamazepina, a Terfenadina e o Astemizol
(Hismanal).

Autores, revisores e orientadores:

Autores(as) :Clara Ferrari
Oliveira Savastano e João Victor Araújo de Oliveira

Revisor(a): Ana Beatriz Nunes
Bomfim – @b_biabomfim

Orientador(a): Nádia Regina
Caldas

Liga: Liga Acadêmica de
Gastroenterologia e Hepatologia – LAGH – @laghbahiana

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