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Resumo de Duloxetina: farmacodinâmica, indicações, interações e mais

Resumos Duloxetina - Sanar

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Duloxetina: tudo que você precisa saber para sua prática clínica!

A duloxetina é um fármaco com importante papel antidepressivo, cuja classe farmacológica se sustenta na inibição da recaptação tanto da serotonina – 5-HT (isto é, age como inibidor do transportador de serotonina ou do SERT – receptor) quanto da noradrenalina – NA (ou seja, age como inibidor do transportador de noradrenalina, o NAT).

Sendo assim, trata-se de um fármaco da classe antidepressiva dos Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN).

Hoje, a duloxetina é caracterizada, do ponto de vista farmacológico, por inibição ligeiramente mais potente do SERT do que do NAT, mas essa dualidade nas vias de atuação terapêutica trouxe inúmeros ganhos nos conceitos acerca da depressão e da dor (um diferencial importante dessa classe medicamentosa).

Farmacocinética do medicamento

Dentre as propriedades farmacocinéticas do fármaco, destacam-se:

  1. Absorção: bem absorvido pelo trato gastrointestinal; ocorrendo discreta diminuição na absorção quando a tomada é junto às refeições. O início da ação medicamentosa ocorre 6 horas após a administração do fármaco;
  2. Distribuição: o volume de distribuição aparente é de aproximadamente 1.640 L. Liga-se às proteínas em mais de 90%, principalmente à albumina e à glicoproteína ácida alfa-1;
  3. Metabolismo: ocorre pela via hepática, através do CYP1A2 e CYP2D6; nesse processo, o fármaco forma múltiplos metabólitos (todos inativos);
  4. Eliminação: a meia-vida de eliminação é de 12 horas. A excreção ocorre em 70% através da urina, com 1% da dose total como medicamento inalterado e em cerca de 20 a 30%, através das fezes.

Apresentação do fármaco

No Brasil, as apresentações da duloxetina, comercializadas são:

  • Cápsula de liberação retardada: 30mg e 60 mg.

Mecanismos de ação da Duloxetina

O fármaco atua em duas linhas de ação, que resultam na maior distribuição e disponibilização de serotonina (5-HT) e, secundariamente, de noradrenalina (NA) no sistema nervoso central (SNC). São elas:

  • Bloqueio do transportador responsável pela recaptação de norepinefrina, aumentando assim a neurotransmissão noradrenérgica.
  • Bloqueio do transportador responsável pela recaptação de dopamina, aumentando assim a neurotransmissão dopaminérgica.

Embora sejam comumente denominados agentes de “dupla ação” sobre a serotonina e a noradrenalina, os IRSN exercem, de fato, uma terceira ação sobre a dopamina no córtex pré-frontal, mas não em outras áreas do cérebro.

O efeito da duloxetina no córtex pré-frontal aumenta a concentração de DA. Isso ocorre porque a DA é inativada quando a NA é recaptada na fenda e uma vez esse processo sendo bloqueado, aumenta-se a neurotransmissão de DA nessa região cerebral (rica em receptores dopaminérgicos).

Esse terceiro mecanismo de reforço da neurotransmissão dopaminérgica em uma importante área do cérebro associada a vários sintomas da depressão deve constituir outra vantagem teórica para a farmacologia dos IRSN e sua eficácia no tratamento da depressão maior.

Quando prescrever Duloxetina?

A duloxetina é primariamente indicada para o tratamento da depressão. Os estudos mostram que se trata de uma droga eficaz na manutenção da melhora clínica durante o tratamento contínuo, por até seis meses, em pacientes que apresentaram resposta ao tratamento inicial.

Além disso, é indicado para o tratamento de:

  • Transtorno depressivo maior: como segunda linha de tratamento;
  • Dor neuropática periférica diabética;
  • Fibromialgia (FM) em pacientes com ou sem transtorno depressivo maior (TDM);
  • Estados de dor crônica associados à dor lombar crônica;
  • Estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho (doença articular degenerativa) em pacientes com idade superior a 40 anos;
  • Transtorno de ansiedade generalizada: tanto para quadros agudos quanto para manutenção.

Off-label, a duloxetina também é vista sendo prescrita nos casos de incontinência urinária (de estresse/esforço), como alternativa em pacientes com dor crônica e em alguns outros transtornos de ansiedade.

Contraindicações

A duloxetina é contraindicada em pacientes, nas seguintes situações:

  • Pacientes alérgicos ou hiperssensíveis ao princípio-ativo ou a qualquer excipiente do medicamento.
  • Não deve ser tomado por pacientes que estejam utilizando uma droga inibidora da monoaminoxidase (IMAO) ou tiverem parado de tomar um IMAO nos últimos 14 dias. O uso de cloridrato de duloxetina com um IMAO pode causar efeitos colaterais graves ou provocar risco à vida.
  • Não tomar um IMAO por, pelo menos, 5 dias após a interrupção do tratamento com cloridrato de duloxetina.
  • Atenção especial aos pacientes diabéticos, pois o fármaco contém açúcar.
  • Menores de 18 anos.
  • Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Quais efeitos adversos desse medicamento?

Os principais efeitos colaterais, secundários ao uso de duloxetina são: xerostomia (sensação de boca seca), náusea, cefaleia, taquicardia, diarreia, vômito, sintomas dispépticos, hiporexia (diminuição do apetite), perda de peso, fadiga, risco aumentado de quedas, rigidez muscular, tontura, sonolência, tremor e visão borrada.

Além disso, o paciente pode reclamar de:

  • Diminuição da libido
  • Ansiedade
  • Distúrbio da ejaculação
  • Disfunção erétil
  • Retardo na ejaculação
  • Hiperidrose
  • Suor noturno
  • Constipação
  • Flatulência
  • Dor abdominal
  • Dor musculoesquelética
  • Espasmo muscular
  • Parestesia
  • Insônia
  • Alteração do orgasmo,
  • Agitação
  • Inquietude
  • Prurido
  • Dor orofaríngea.

Interações medicamentosas da Duloxetina

O uso de duloxetina deve ser feito com cautela em pacientes que estiverem sob tratamento com qualquer um dos medicamentos a seguir:

  • Antidepressivos tricíclicos (podendo aumentar o efeito),
  • Inibidores da enzima CYP1A2 (por exemplo: fluvoxamina),
  • Medicamentos metabolizados pela enzima CYP2D6 (por exemplo: desipramina e tolterodina) e
  • Inibidores da enzima CYP2D6 (por exemplo: paroxetina).

Além disso, deve ser evitado o uso concomitante com medicamentos com atividade serotoninérgica (por exemplo: inibidores seletivos da recaptação de serotonina, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, triptanos ou tramadol), pelo risco de síndrome serotoninérgica.

A duloxetina quando usada, juntamente com anticoagulantes, pode predispor o paciente a sangramentos. Cabe ao médico fornecer essas orientações após uma coleta de anamnese bem-feita.

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Referências bibliográficas

  • Stahl, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações práticas / Stephen M. Stahl; tradução Patricia Lydie Voeux; revisão técnica Irismar Reis de Oliveira. – 4. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
  • Farmacologia básica e clínica [recurso eletrônico] / Organizador, Bertram G. Katzung ; Organizador Associado, Anthony J. Trevor ; [tradução: Ademar Valadares Fonseca … et al. ; revisão técnica: Almir Lourenço da Fonseca]. – 13. ed. – Porto Alegre : AMGH, 2017.
  • Stahl, Stephen M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl : guia de prescrição [recurso eletrônico] / Stephen M. Stahl ; tradução: Sandra Maria Mallmann da Rosa ; revisão técnica: Gustavo Schestatsky. – 6. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019.

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