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Resumo de colecistite aguda (completo) | Ligas

Mapa mental de colecistite aguda - Sanar

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A colecistite é um processo inflamatório da vesícula biliar que pode ocorrer devido a uma  oclusão do ducto cístico.

A sua principal causa é a litíase, ou seja, colecistite aguda calculosa, que é responsável por 90% dos casos.

Contudo, outras causas podem contribuir para o desenvolvimento da colecistite, como processos neoplásicos, estenose fibrosa, ascaridíase, compressão por linfonodos dilatados, aderências, nutrição parenteral por longo período, má perfusão tecidual, entre outros, sendo assim causas de colecistite acalculosa.  

Epidemiologia

Em relação a sua epidemiologia, a colecistite é mais frequente no sexo feminino. Porém, com o avançar da idade os números relacionados ao sexo masculino chegam a aumentar 30% após 65 anos.

É válido ressaltar que, a colecistite é uma emergência cirúrgica , que necessita  de hospitalização para ser tratada e que requer maior atenção quando acometidas em idosos, já que estes possuem maior morbimortalidade.

Fisiopatologia de colecistite

A fisiopatologia da colecistite consiste na obstrução do ducto cístico. No caso da colecistite calculosa essa obstrução decorre da presença de um cálculo no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto, levando assim a distensão do órgão e como consequência a sua contração, que se manifesta clinicamente como cólicas.

Devido á isso, ocorrem alterações locais como edema e ulcerações. Além disso, a parede da vesícula biliar produz substâncias como a Fosfolipase A, que age com a bile produzindo substâncias irritativas a mucosa, e prostaglandinas, que provoca o processo inflamatório.

Como consequência desse processo inflamatório a circulação venosa e linfática é comprimida corroborando para o aumento do edema e para possíveis complicações.

Além do mais, a  distensão biliar pode levar a isquemia tecidual ocasionando gangrena e, eventualmente, uma perfuração causando uma peritonite.

Ademais, infecções secundárias podem ocorrer, chegando a 80% dos casos que estão relacionados com gangrena. Dentre os principais microrganismos relacionados com esse processo infeccioso são os microrganismos aeróbios, como E. coli, Klebsiella, Proteus e S. faecalis e os microrganismos anaeróbios, como Peptostreptococcus, C. perfringens e B. fragilis

Quadro clínico de colecistite aguda

O quadro clínico de colecistite aguda é caracterizado por dor intensa ou desconforto no hipocôndrio direito ou epigástrio, que pode estar associada náuseas e vômitos, e febre.

A dor pode ser precedida de ingestão em grandes quantidades de alimentos gordurosos principalmente na forma calculosa e pode irradiar para escápula, precórdio ou dorso.

Esta inicia-se subitamente e tem caráter contínuo, cede em cerca de 12 a 18 horas. Os episódios de vômito podem ou não melhorar os sintomas. Ainda é possível que o paciente apresente vesícula palpável, febre, icterícia e sinal de Murphy  presente que seria  desconforto subcostal direito durante inspiração mantida.

O paciente pode cursar com complicações como colangite, gangrena da vesícula biliar e colecistite crônica.

Diagnóstico de colecistite aguda

O diagnóstico da colecistite aguda  é realizado a partir dos aspectos clínicos e de um exame de imagem compatível.

Exames de imagem como a ultrassom abdominal, além de evidenciar os cálculos pode mostrar as paredes espessadas da vesícula biliar decorrente da inflamação e tem alta sensibilidade para detectar a colecistite aguda.

Entretanto a tomografia computadorizada além de observar paredes espessadas com mais de 4mm , evidência líquido pericolecístico, edema subseroso quando a ascite não está presente e  gás intramural.

Pode-se lançar mão também da cintilografia hepatobiliar marcada com tecnécio pois mostra se há obstrução do ducto cístico.  No caso da colecistite acalculosa o exame mais utilizado para diagnóstico é a ultrassom e tomografia computadorizada.

Vale ressaltar que durante a realização do ultrassom pode-se realizar o sinal do Murphy ultrassonográfico.

Exames laboratoriais também são importantes pois no hemograma é possível observar leucocitose , têm-se também aumento da bilirrubina que pode estar presente mesmo sem que haja a obstrução do ducto biliar comum. Aminotransferases, fosfatase alcalina, amilase e proteína C reativa podem estar elevadas , mesmo que moderadamente.

Alguns destes exames complementares são necessários para exclusão de outros possíveis diagnósticos diferenciais em caso de dúvida.

Tratamento de colecistite aguda

Cerca de 50% dos casos tem resolução espontânea em um período de 7 a 10 dias sem cirurgia. Alguns casos tem complicações como perfuração e/ou peritonite localizada.

O quadro da colecistite aguda calculosa tende a ceder com jejum, analgesia, hidratação venosa, e antibióticos com espectro para Gram-negativos. Para evitar a recidiva recomenda-se a colecistectomia em geral laparoscópica.

Em pacientes que não podem realizar a cirurgia pode-se lançar mão da aspiração por agulha fina guiada por ultrassom ou a colecistostomia percutânea.

Quando ocorre gangrena ou perfuração a realização da colecistectomia é mandatória. Deve-se também realizar a exploração do ducto biliar comum para remoção de cálculos casos sejam evidenciados.

Tanto na colecistite acalculosa como na calculosa recomenda-se que o tratamento deve ser cirúrgico através da colecistectomia de urgência na fase aguda, sempre que possível.

Mapa mental

Mapa mental de colecistite aguda - Sanar

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Autores, revisores e orientadores:

  • Autor(a) : Thaiane Cirqueira Moreira – @thaicirq
  • Coautor(a) : Ana Elisa Vasconcelos Muniz – @anaelisavm
  • Revisora: Lara Torres Cardoso – @laracardoso40 Orientadora: Lara Torres Cardoso – @laracardoso40

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