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Resumo de articulações sinoviais

Resumo de Articulações Sinoviais - Sanar

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Confira neste resumo tudo o que você precisa saber sobre as articulações sinoviais!

Essenciais para a mobilidade do corpo, elas se destacam entre os três principais tipos de articulações — fibrosas, cartilagíneas e sinoviais — e garantem ampla liberdade de movimento.

O que são articulações?

As articulações são estruturas que conectam dois ou mais ossos ou partes rígidas do esqueleto, desempenhando um papel essencial na sustentação e mobilidade do corpo humano. Elas variam em forma, função e na capacidade de permitir ou restringir movimentos.

De acordo com o grau de mobilidade, as articulações podem ser classificadas em três tipos principais. O primeiro tipo inclui as articulações imóveis, também chamadas de sinartroses, que não permitem qualquer movimento. Um exemplo clássico são as lâminas epifisiais, localizadas entre as epífises e as diáfises dos ossos longos durante o período de crescimento, garantindo estabilidade e alinhamento ósseo.

O segundo tipo abrange as articulações semimóveis, conhecidas como anfiartroses. Essas articulações permitem apenas movimentos limitados, oferecendo certa flexibilidade, mas mantendo estabilidade. Um exemplo disso são as articulações entre os dentes e seus alvéolos, que, apesar de fixas, apresentam uma pequena capacidade de movimento, especialmente durante o processo de mastigação.

Por fim, existem as articulações móveis ou diartroses, que proporcionam ampla liberdade de movimento. São as mais comuns no corpo humano e incluem articulações como a do ombro, que permite movimentos em várias direções, como rotação, elevação e abdução. Esse tipo de articulação é fundamental para a execução de atividades cotidianas que exigem grande amplitude de movimentos.

Articulações sinoviais

As articulações sinoviais realizam a comunicação entre uma extremidade óssea e outra, garantindo-lhe movimento, e são compostas de cartilagem que revestem as extremidades ósseas, ligamentos, líquido sinovial e cápsula articular.

Cápsula articular

Nesse tipo de articulação, os ossos são unidos por uma cápsula articular que reveste a cavidade articular. Essa cápsula articular, formada por uma camada fibrosa externa que é revestida por uma camada serosa, a membrana sinovial.

Então, resumidamente, para que uma articulação seja classificada como sinovial, os dois ossos adjacentes participantes da articulação devem ser revestidos por cartilagem hialina. Além disso, deve estar envolvida por uma capsula articular.

Cavidade articular

A cavidade articular consiste o espaço potencial da articulação que contem um pequeno volume de líquido lubrificante chamada de líquido sinovial, secretado pela membrana sinovial.

Esse líquido ajuda a reduzir o atrito entre as extremidades ósseas onde elas se articulam uma com a outra.

Essa cápsula reforça-se por ligamentos, tendões e músculo esquelético.  Esses ligamentos podem ser acessórios (extrínsecos) ou são espessamento da parte da cápsula articular (intrínsecos). Além disso,  periósteo que reveste os ossos na parte externa à articulação funde-se com a camada fibrosa da cápsula articular.

Articulação Sinovial
Articulação Sinovial
FONTE: Moore

Essas articulações são capazes de uma ampla variedade de movimentos sendo, por esse motivo, mais susceptíveis a luxações. As principais articulações sinoviais estão presentes no ombro, joelho, cotovelo, quadril, entre outros.

Tipos de articulações sinoviais

As articulações sinoviais, responsáveis por proporcionar grande amplitude de movimentos ao corpo humano, são classificadas em seis tipos principais. Essa classificação considera o formato das superfícies articulares e os tipos de movimentos que cada uma permite.

Articulação plana (ou artrodia)

Nesse tipo de articulação, as superfícies ósseas são praticamente planas, permitindo movimentos limitados de deslizamento entre os ossos. Esses movimentos ocorrem no plano das faces articulares, possibilitando pequenos ajustes de posição. Embora o movimento seja restrito, essas articulações são importantes para a estabilidade e acomodação dos ossos.

Um exemplo clássico é a articulação acromioclavicular, localizada entre o acrômio da escápula e a clavícula, que auxilia na mobilidade do ombro.

Gínglimos

Permite apenas flexão e extensão sendo, por esse motivo, consideradas uniaxiais, ou seja, só possibilita movimentos em um plano e um eixo.

A cápsula é bem fina e frouxa na porção anterior e posterior, permitindo o movimento. Porém, lateralmente os ossos são unidos por ligamentos colaterais fortes. Ex: Articulação do cotovelo.

Articulações selares

Tem esse nome porque as faces articulares dos ossos têm formato de sela, ou seja, uma concava e uma convexa. Permitem abdução e adução, flexão e extensão (movimentos em dois eixos, sendo então articulações biaxiais).

Esses movimentos, feitos em uma sequência circular, a circundação. Ex: Articulação carpometacarpal do 1º polegar.

Tipos de articulações sinoviais
Tipos de articulações sinoviais
FONTE: Moore

Articulações elipsóideas

As articulações elipsóideas, também conhecidas como articulações condilares, são classificadas como biaxiais, pois permitem movimentos em dois eixos distintos. Essas articulações possibilitam a realização de flexão e extensão, além de abdução e adução, o que proporciona uma ampla gama de movimentos coordenados.

A estrutura dessas articulações é formada por uma superfície articular oval convexa que se encaixa em uma depressão elíptica correspondente no osso adjacente. Essa conformação anatômica facilita os movimentos em dois planos perpendiculares entre si, mas limita a rotação axial, o que contribui para maior estabilidade durante os movimentos.

Um exemplo clássico de articulação elipsóidea é a articulação metacarpofalângica, localizada entre os ossos metacarpais da mão e as falanges proximais dos dedos. Essa articulação permite que os dedos realizem movimentos de flexão e extensão, fundamentais para abrir e fechar a mão, bem como movimentos de abdução e adução, que possibilitam afastar e aproximar os dedos.

Articulações esferóides

As articulações esferóides, também conhecidas como articulações do tipo bola e soquete, são classificadas como multiaxiais, pois permitem movimentos em diversos eixos e planos. Esse tipo de articulação proporciona uma ampla gama de movimentos, incluindo flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial e lateral, além da circundução, que é o movimento circular que combina todos os anteriores.

A estrutura dessas articulações é caracterizada por uma extremidade arredondada de um osso, que se encaixa em uma cavidade profunda e receptora de outro osso. Esse formato anatômico garante uma alta mobilidade, permitindo movimentos livres e amplos em várias direções.

Um exemplo clássico de articulação esferóide é a articulação do quadril, onde a cabeça esférica do fêmur se encaixa no acetábulo da pelve. Essa articulação é fundamental para sustentar o peso corporal e possibilitar movimentos essenciais, como caminhar, correr e se sentar. Outro exemplo importante é a articulação do ombro, que, apesar de mais móvel, é menos estável que a do quadril.

Articulações trocóideas

As articulações trocóideas, também conhecidas como articulações em pivô, classificam-se como uniaxiais, pois permitem movimentos em torno de um único eixo central. O principal movimento realizado por esse tipo de articulação é a rotação, que ocorre quando uma superfície arredondada de um osso gira dentro de um anel formado por outro osso e, em alguns casos, por ligamentos.

Nessas articulações, o formato anatômico é essencial para garantir a estabilidade e a amplitude de movimento necessárias. O osso com uma extremidade arredondada atua como um eixo rotacional, enquanto o anel ósseo ou ligamentar fornece o suporte necessário para que a rotação ocorra de forma controlada e eficiente.

Um exemplo clássico de articulação trocóidea é a articulação atlantoaxial, localizada entre a primeira e a segunda vértebra cervical, conhecidas como atlas e áxis. Nessa articulação, o processo odontóide (dente) do áxis se encaixa em um anel formado pelo arco anterior do atlas e pelo ligamento transverso. Esse arranjo anatômico permite a rotação da cabeça de um lado para o outro, como no movimento de dizer “não”.

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Referências bibliográficas

  • GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
  • MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014.

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