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Resumo de Anatomia da Orelha: parte externa, média, interna, ossículos da audição e mais

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A orelha é o órgão da audição e do equilíbrio; Trata-se de um órgão que anatomicamente se divide em partes externa, média e interna.

As partes externa e média estão relacionadas principalmente com a transferência de som para a orelha interna, que contém o órgão do equilíbrio e também da audição. A membrana timpânica separa a orelha externa da orelha média e a tuba auditiva conecta a orelha média à parte nasal da faringe.

Anatomia

A orelha divide-se em três importantes partes: orelha externa, orelha média e orelha interna.

LEGENDA: representação da anatomia da orelha
FONTE: Anatomia Orientada para a Clínica – Moore – 2018

Orelha externa

A orelha externa é formada pelo pavilhão auricular, que atua de modo semelhante a uma concha, captando o som, e pelo meato acústico externo, que conduz o som até a membrana timpânica.

Pavilhão auricular

O pavilhão é a porção da orelha que se projeta externamente, nas laterais do crânio. Além de funcional, também possui apelo estético sendo importante para a construção do rosto. 

Trata-se de uma porção formada por uma lâmina de cartilagem elástica com formato irregular, coberta por pele fina, com várias depressões e elevações. 

A concha é a depressão mais profunda. A margem elevada da orelha é a hélice. As outras depressões e elevações possui muita importância na auriculoterapia (que se ancora na terapia milenar chinesa).

O trago é uma projeção linguiforme superposta ao poro acústico externo. O lóbulo não cartilaginoso consiste em tecido fibroso, gordura e vasos sanguíneos, sendo o principal local na introdução de piercings. 

Meato acústico externo

É um canal da orelha que segue internamente através da parte timpânica do temporal, da orelha até a membrana timpânica, uma distância de 2 a 3 cm em adultos .

O terço lateral desse canal, que tem formato ligeiramente sigmóide, é cartilaginoso e revestido por pele fina, contínua com a pele da orelha. Os dois terços mediais do meato são ósseos e revestidos por pele fina e contínua com a camada externa da membrana timpânica. 

Contém as glândulas ceruminosas e sebáceas no tecido subcutâneo da parte cartilaginosa, responsáveis pela síntese de cerume (cera de ouvido).

Membrana timpânica

Tem cerca de 1 cm de diâmetro, sendo uma membrana fina, oval e semitransparente na extremidade medial do meato acústico externo. Essa membrana é uma divisória entre este meato e a cavidade timpânica da orelha média. A membrana timpânica é coberta por pele fina externamente e a túnica mucosa da orelha média internamente. 

Quando vista através de um otoscópio, a membrana timpânica tem uma concavidade voltada para o meato acústico externo com uma depressão central cônica rasa, cujo pico é o umbigo da membrana timpânica . 

A membrana timpânica movimenta-se em resposta às vibrações do ar que atravessam o meato acústico externo e chegam até ela. Esses movimentos são transmitidos pelos ossículos da audição através da orelha média até a orelha interna. 

Orelha média: 

A cavidade da orelha média é a câmara estreita e cheia de ar que se insere na parte petrosa do osso temporal. Ela possui duas partes: a cavidade timpânica propriamente dita, o espaço diretamente interno à membrana timpânica, e o recesso epitimpânico, o espaço superior à membrana.

A cavidade timpânica é revestida por túnica mucosa, contínua com o revestimento da tuba auditiva, células mastóideas e antro mastóideo.

O conteúdo da orelha média pode ser resumido e organizado em:

  • Ossículos da audição: formam uma cadeia móvel de pequenos ossos através da  cavidade timpânica, desde a membrana timpânica até a janela do vestíbulo, uma abertura oval na parede labiríntica da cavidade timpânica que conduz ao vestíbulo do labirinto ósseo. São os primeiros ossos a se ossificar por completo durante o desenvolvimento e estão praticamente maduros ao nascimento. Arranjam-se da seguinte maneira: o martelo fixa-se à membrana timpânica e atua como alavanca. A cabeça do martelo articula-se com a bigorna, segundo ossículo, que se articula com o estribo, o menor ossículo. A base do estribo encaixa-se na janela do vestíbulo na parede medial da cavidade timpânica. Ela é muito menor do que a membrana timpânica; consequentemente, a força vibratória do estribo é aumentada em cerca de 10 vezes em relação à da membrana timpânica. Assim, os ossículos da audição aumentam a força, mas diminuem a amplitude das vibrações transmitidas da membrana timpânica através dos ossículos para a orelha interna. 
  • Músculos estapédio e tensor do tímpano: esses dois pequenos músculos amortecem e resistem aos movimentos dos ossículos da audição; além disso, o tensor do tímpano destaca-se por também amortecer os movimentos (vibração) da membrana timpânica, enquanto o estapédio destaca-se por reduzir a amplitude oscilatória e como resultado, impedir o movimento excessivo do estribo.
  • Nervo corda do tímpano: um ramo do nervo craniano VII responsável pela inervação local.
  • Plexo timpânico de nervos.
LEGENDA: vista lateral da orelha média, com foco na articulação dos ossículos, bem como na representação isolada de cada um deles
FONTE: Anatomia Orientada para a Clínica – Moore – 2018 (imagem adaptada)

Tuba auditiva

A tuba auditiva comunica a cavidade timpânica à parte nasal da faringe (parte superior da faringe ou nasofaringe), onde se abre posteriormente ao meato nasal inferior.

O terço posterolateral da tuba é ósseo e o restante é cartilaginoso, sendo revestida por túnica mucosa, contínua posteriormente com a túnica mucosa da cavidade timpânica e anteriormente com a túnica mucosa da parte nasal da faringe. 

A função da tuba auditiva é igualar a pressão na orelha média à pressão atmosférica, permitindo, assim, o livre movimento da membrana timpânica, sem danos ou colapso. Além disso, a tuba permite a entrada e a saída de ar da cavidade timpânica, equilibrando a pressão nos dois lados da membrana. 

A tuba auditiva é aberta por uma combinação de movimentos articulados do músculo levantador do véu palatino quando este se contrai. Como se trata de um músculo do palato mole, a equalização da pressão está comumente associada às atividades de bocejar e deglutir.

Orelha interna

Contém o órgão vestibulococlear, estrutura que está relacionada com a recepção do som e a manutenção do equilíbrio. A orelha interna fica embutida na parte petrosa do osso temporal e é formada por sacos e ductos do labirinto membranáceo. 

Essa parte da orelha é formada por um labirinto membranáceo, que contém endolinfa e que fica suspenso no labirinto ósseo, cheio de perilinfa. Esses líquidos participam da estimulação dos órgãos de equilíbrio e audição, respectivamente.

Referências:

  • Moore, Keith L. Anatomia orientada para a clínica / Keith L. Moore, Arthur F. Dalley, Anne M. R. Agur ; tradução Claudia Lúcia Caetano de Araújo. – 8. ed. – Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2019. : il. Tradução de: Clinically oriented anatomy – ISBN 978-85-277-3459-2

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