Azitromicina: entenda mais sobre mecanismo de ação e indicações dessa droga na sua prática clínica!
A azitromicina, é um antibiótico da classe dos macrolídeos, assim denominados por conterem um anel de lactona de muitos membros (15 membros para a azitromicina), ao qual se ligam à um ou mais desoxiaçúcares. Sua reorganização estrutural confere características farmacocinéticas e microbiológicas diferenciais, podendo ser absorvido por via oral e parenteral, em dose única diária ou em ciclos de tratamentos curtos.
Além disso, ela possui um amplo espectro de ação apresentando atividade contra bactérias gram-positivas e uma gama de bactérias gram-negativas. Dessa forma, a azitromicina é menos ativa em relação a outros integrantes da classe dos macrolídeos, contra os microrganismos Gram-positivos (Streptococcus ssp. e enterococos). Entretanto, é muito ativa contra M. catarrhalis, P. multocida, Chlamydia ssp., M. pneumoniae, L. pneuophila, B. burgdorferi, Fusobacterium ssp. e N. gonorrhoeae. Ela também é uma ótima escolha de fármaco contra alguns protozoários, como no tratamento da Leishmania amazonenses.
Apresentação do fármaco
Denominada genericamente como azitromicina di-hidratada e comercialmente por Zitromax®. Apresenta-se na forma de comprimido revestido de 500 mg, o conteúdo varia no padrão de três a cinco comprimidos e embalagem fracionável com 60 comprimidos.
Nome IUPAC: 9-deoxy-9α-aza-9α-methyl-9α-homoerythromycin A, de fórmula C38H72N2O12.
Mecanismos de ação
Os macrolídeos são agentes bacteriostáticos que inibem a síntese de proteínas através de sua ligação reversível a subunidade ribossômica 50 S de microrganismos sensíveis e dessa forma impedem a tradução de RNAm sem afetar a síntese de ácidos nucleicos e reduzindo a produção de biofilme bacteriano e o quorum-sensing (forma qual a bactéria controla a expressão de genes que podem ser favoráveis para determinada situação, possibilitando o contorno de barreiras ambientais). Processado no fígado, tem maior atividade antimicrobiana em pH alcalino, pois as células se tornam consideravelmente mais permeáveis quando o fármaco está na forma não-ionizada.
A resistência adquirida aos antibióticos macrolídeos geralmente resultam de um dos três mecanismos:
- Efluxo do fármaco por um mecanismo ativo da bomba;
- Produção induzível ou constitutiva de uma enzima metilase que modifica o
alvo ribossômico, levando a uma redução de ligação do fármaco, constituindo a
denominada proteção ribossômica mediada pela expressão de ermA, ermB e ermC; - Hidrólise dos macrolídeos por esterases sintetizadas pelas Enterobacteriaceae.
Farmacocinética e farmacodinâmica da Azitromicina
Em sua absorção, a azitromicina administrada por via oral é assimilada rapidamente e distribui-se extensamente por todo o organismo, com exceção do líquido cefalorraquidiano que não é atingido. A administração concomitante de antiácidos contendo hidróxido de alumínio e de magnésio diminui as concentrações séricas máximas do fármaco, mas não a sua biodisponibilidade global; entretanto, a azitromicina não deve ser administrada com alimento. Além disso, sobre sua distribuição, a azitromicina, tem uma extensa disseminação tecidual e a presença de altas concentrações do fármaco no interior das células (incluindo os fagócitos), resultando em concentrações muito mais elevadas do fármaco nos tecidos ou nas secreções em comparação com as concentrações séricas determinadas simultaneamente.
Os fibroblastos teciduais atuam como reservatórios naturais para o fármaco in vivo e a transferência do fármaco para os fagócitos é facilmente realizada. A ligação às proteínas é baixa e parece depender da concentração do fármaco, diminuindo com concentrações crescentes. Para a sua eliminação, a maneira a qual sua bioeliminação é operada ainda está sendo elucidada. O fármaco sofre metabolismo hepático em metabólitos inativos, mas a excreção biliar constitui a principal via de eliminação. Apenas 12% do fármaco é excretado em sua forma inalterada na urina. Assim, a meia-vida de eliminação de dose única é entre onze a catorze horas, caso administre-se múltiplas doses ela passa a ser entre quarente e sessenta e oito horas; prolongada devido aos extensos sequestros e ligações teciduais.
Indicações
Em sua absorção, a azitromicina administrada por via oral é assimilada rapidamente e distribui-se extensamente por todo o organismo, com exceção do líquido cefalorraquidiano que não é atingido. A administração concomitante de antiácidos contendo hidróxido de alumínio e de magnésio diminui as concentrações séricas máximas do fármaco, mas não a sua biodisponibilidade global; entretanto, a azitromicina não deve ser administrada com alimento.
Sobre sua distribuição, a azitromicina, tem uma extensa disseminação tecidual e a presença de altas concentrações do fármaco no interior das células (incluindo os fagócitos), resultando em concentrações muito mais elevadas do fármaco nos tecidos ou nas secreções em comparação com as concentrações séricas determinadas simultaneamente. Dessa forma, os fibroblastos teciduais atuam como reservatórios naturais para o fármaco in vivo e a transferência do fármaco para os fagócitos é facilmente realizada. Portanto, a ligação às proteínas é baixa e parece depender da concentração do fármaco, diminuindo com concentrações crescentes.
Para a sua eliminação, a maneira a qual sua bioeliminação é operada ainda está sendo elucidada. O fármaco sofre metabolismo hepático em metabólitos inativos, mas a excreção biliar constitui a principal via de eliminação. Apenas 12% do fármaco é excretado em sua forma inalterada na urina. Assim, a meia-vida de eliminação de dose única é entre onze a catorze horas, caso administre-se múltiplas doses ela passa a ser entre quarente e sessenta e oito horas; prolongada devido aos extensos sequestros e ligações teciduais.
Contraindicações da azitromicina
É contraindicada em caso de história prévia de hipersensibilidade à azitromicina, eritromicina ou qualquer outro fármaco do grupo macrolídeo, cetolídeo ou a qualquer componente da fórmula.
Deve-se atentar para:
- Pacientes diabéticos (principalmente descompensados)
- Pacientes com problemas graves no fígado – com história patológica pregressa de colestase e demais disfunções hepáticas associadas com uso passado de azitromicina – e rins.
Efeitos adversos
Os principais efeitos adversos causadas pelo uso da azitromicina ocorrem devido há alergia pelo fármaco, e se apresentam como cefaleia, vômitos, diarreia, bem como fezes amolecidas, redução das células de defesa ou plaquetas (causando alterações nos valores do exame de sangue), pode ocorrer diminuição da pressão arterial, alteração na frequência cardíaca, tontura, e até perda da audição devido a toxicidade nos ouvidos.
Adulto
Relativo à quantidade de doses administradas. Além disso, caso adote-se o regime das múltiplas doses, serão mais frequentes os sinais e sintomas gastrointestinais com diarreia, náuseas e dor abdominal.
Porém, podem ocorrer complicações infrequentes relacionadas aos aparelhos de forma geral, como:
- Palpitações
- Angina
- Colestase
- Dispepsia
- Flatulências
- Melena
- Nefrite
- Tonturas
- Cefaleia
- Vertigem
- Sonolência
- Fadiga
- E reações alérgicas nos exemplos da fotosensitividade, rash, pruridos e angioedemas.
Aqueles seguindo o regime de dose única, os sinais e sintomas são mais frequentes em comparação aos de dose múltipla, relatando diarreia, vômitos, dor abdominal, vaginite, dispepsia bem como náuseas.
Crianças
Semelhante aos do adultos, sendo mais frequentes àqueles males do aparelho gastrointestinal, mais ainda podendo ocorrer (com menor regularidade):
- Angina
- Dispepsia
- Constipação
- Anorexia
- Enterite
- Flatulências
- Gastrite
- Icterícia
- Monilíase
- Anemia
- Leucopenia
- Dor de cabeça por influência da dose de tratamento
- Tonturas, a
- Agitação
- Nervosismo
- Insônia
- Febre
- Edema facial
- Suscetibilidade a infecção fúngica
- Alergia cutânea
- Tosse
- Faringite
- Efusão pleural, r
- Rinite
- Eczema
- Prurido
- Sudorese
- Urticaria
- E, finalmente, conjuntivite.
Interações medicamentosas
Com certa atenção as drogas Nelfinavir e Varfarina. Assim, sobre a primeira, ao associá-la com azitromicina, deve-se realizar monitoração cautelosa devido as reações adversas envolvendo anormalidades funcionais das enzimas hepáticas.
Já a relação com a Varfarina, pode causar aumento do tempo de coagulação, levando a supervisão dos tempos de protrombina.
Autores, revisores e orientadores
Autores: Alexandre Gomes do Nascimento- @alexandrecunh_a; Pedro Henrique Magalhães Fachetti- @pedrofachetti
Revisor(a): Matheus Siqueira Dodô Ferrais Gomes – @matheussdfg
Orientador(a): Ricardo Russi Blois – @rrblois
Liga: Liga de Medicina Legal- LML- @ medicinalegalitpac
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