A reserva financeira,
também denominada fundo de emergência, é uma monta de dinheiro correspondente
a, no mínimo, 6 meses do custo de vida de uma pessoa e de seus dependentes, que
deve ser aplicada em investimentos de curto prazo e que possibilitem o resgate
imediato.
Desse modo, o dinheiro
não fica parado, mas rendendo enquanto não é necessário. Tem como objetivo ser
usada em situações extraordinárias, como acidentes de carro, pagamento de
custos médicos que o plano de saúde não cobre, reforma emergencial da casa,
manutenção de aparelhos eletrônicos, compra de equipamentos para o trabalho,
desemprego, entre outros. Também é importante para evitar a criação de dívidas
e empréstimos.
Os investimentos mais
recomendados para iniciar a reserva financeira são o Tesouro Direto Selic,
Fundos de renda fixa com prazo de resgate D+0 ou D+1 e/ou CDBs com liquidez
diária e rendimento acima de 100% do CDI. Essas aplicações rendem em torno ou
ligeiramente mais que a taxa básica de juros, a taxa Selic, oscilando conforme
os movimentos da economia e mantendo o poder de compra do investidor.
Você pode estar se
perguntando agora, “mas como começo?”. Segue o passo-a-passo simplificado de como
começar a fazer a reserva financeira:
1- Estimar o custo
mensal médio
O custo mensal médio
de uma família é o dinheiro gasto por uma família durante o período de um mês.
Isso inclui as contas fixas, como água, luz, internet e variáveis, como o carro
e roupas.
2- Definir uma meta
de poupança mensal
Dependendo do prazo
estabelecido para ter a reserva financeira consolidada, a meta de poupança
mensal pode ser maior ou menor. É importante que essa meta seja mensurável,
alcançável, realista e que, principalmente, seja cumprida.
3- Investir em um
produto financeiro preferencial
Basta escolher um
produto financeiro com liquidez diária e aplicar. O mais recomendado para novos
investidores é o Tesouro Selic. Para isso pode ser necessário abrir uma conta
numa corretora, sendo de fundamental importância atentar à taxa de corretagem
da mesma. O ideal é que a taxa seja 0. Confira abaixo as melhores aplicações
para fazer o fundo de emergência:
Tesouro Selic
É um título público de
renda fixa emitido pelo governo. Consiste, basicamente, em um empréstimo do
dinheiro para o governo em prol do financiamento de áreas, como saúde, educação
e infraestrutura. Como regalia, há o recebimento de uma taxa de rentabilidade,
sendo esta a própria taxa selic anualizada. Atualmente esta se encontra em
torno de 4%. Este investimento tem liquidez diária, ou seja, todos os dias há
lucro, mesmo que seja em pouca quantidade. Além disso, como é um investimento
de baixo risco, tem baixa volatilidade, sendo o preço de compra próximo do
preço de venda. Desse modo, se o resgate tiver de ser feito antes do
bencimento, as perdas de dinheiro podem ser pequenas ou nulas. A venda do
título pode ser feita a qualquer momento e é o próprio governo que faz a
recompra. Nesse caso, a liquidação se dá em D+1, isto é, em um dia útil o
dinheiro da venda encontra-se na conta do indivíduo.
CBD com liquidez diária
O CDB (certificado de
depósito interbancário) é uma boa alternativa para a criação do fundo de
emergência, sendo emitido pelos bancos e tendo liquidação no mesmo dia da
venda. Os investimentos estão protegidos pelo FGC (fundo garantidor de crédito)
para valores de atpe 250 mil reais. Desse modo, caso o emissor quebre, o
indivíduo não perde o que investiu, estando o fundo de emergência segundo.
LCI e LCA com liquidez diária
LCI significa letras
de crédito imobiliário e LCA diz respeito a letras de crédito do agronegócio.
Ambos são títulos de renda fixa no setor privado com taxa de rentabilidade
semelhante à do CBD. Uma vantagem é que o rendimento bruto é igual ao líquido,
já que este investimento é isento de imposto de renda. No entanto, é preciso
atentar-se, pois, às vezes, mesmo sendo isento de imposto de renda, o
rendimento líquido pode ser menor do que o potencialmente conseguido pelo CDB,
dependendo do investimento feito.
Fundos de renda fixa
Constituem-se
carteiras que investem, no mínimo, 80% do patrimônio em títulos de renda fixa,
como, por exemplo, o tesouro direto e o CDB. Estes possuem um gestor
profissional que realiza as alocações de ativos e acompanha diariamente as
aplicações, com o objetivo de obter o melhor rendimento. O ideal é que tenham
prazo de liquidação de, no máximo, D+2. Os retornos, normalmente, são próximos
ao CDI, mas não têm garantia pelo FGC. Às vezes, também, há uma taxa de
admissão e pode haver a cobrança de outras taxas. Por isso, é importante a
atenção do investidor no momento da aplicação do seu dinheiro.
Planejamento e
paciência são peças chave na construção do fundo de emergência. E você, já
criou o seu? Deixe suas experiências nos comentários!