Ao escolher a profissão médica, além da graduação é preciso optar por uma especialização ao final dessa jornada ou decidir seguir como clínico geral. Seja qual for a sua escolha, ela deve ser baseada em muita pesquisa e reflexão sobre o que te faz mais feliz e com o que gostaria de trabalhar pelos próximos anos da sua vida.
E essa não é uma tarefa fácil! Para ajudar você nessa decisão, a médica Nadia Bertechini Soler Lopes, natural do interior de São Paulo, Birigui, relatou como está sendo essa nova experiência que ela está vivendo e quais foram seus maiores desafios ao ingressar na Residência em pediatria.
Ela também conta um pouquinho sobre a rotina do serviço que ela integra. Confira:
“Faço residência em pediatria no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, o qual faz parte da décima Regional de Saúde do estado do Paraná, sendo o hospital de referência para 25 municípios, portanto, o fluxo de pacientes é grande.
Os desafios iniciais que encontrei na residência foram saber lidar com a pressão e responsabilidade que, de repente, temos em mãos como recém-formados, além de ter que me adequar a uma carga horária extensa (que muitas vezes não tem fim, rsrsrs).
Entretanto, apesar de inicialmente termos a sensação de que não sabemos o suficiente, com o passar do tempo olhamos para trás e vemos o quanto crescemos a cada dia dentro do hospital, tanto no sentido acadêmico quanto no sentido pessoal e é muito gratificante ver nossa evolução, a qual influencia no desfecho clínico satisfatório e na relação médico-paciente que estamos construindo.
Não lembro
exatamente o dia em que decidi que queria ser médica, mas sei exatamente o dia
que me tornei uma – não foi quando recebi o diploma e nem quando tive meu CRM
em mãos – foi quando eu pude iniciar a residência na área que eu gosto e ver
que apesar de todo o cansaço, consigo fazer tudo com amor.
Sobre a rotina:
No R1, nós temos a carga horária de 12 horas diárias de segunda à sexta-feira e rodízio de escala de plantão nos finais de semana (resultando em aproximadamente 24h de plantão por semana).
No R2, a gente consegue dar uma “respirada”! Temos 12 horas diárias de segunda à sexta-feira e 1 plantão noturno de 12 horas por semana. Sempre rodamos 2 meses em cada setor (enfermaria pediátrica, UTI pediátrica, UTI neonatal, UCI neonatal, centro obstétrico e pronto socorro).
Além de atuar no ambulatório/puericultura. Paralelo a isso (exceto agora durante a pandemia), temos por volta de 4 aulas semanais com discussão de casos clínicos, discussão de artigos e aulas teóricas das especialidades pediátricas”.
Este foi o relato
da médica Nadia Bertechini Soler Lopes, formada pela Universidade Estadual do
Oeste do Paraná – UNIOESTE, campus de Francisco Beltrão e atualmente residente em
pediatria do Hospital Universitário do Oeste do Paraná.