Confira um artigo completo que falamos sobre o Refluxo Gastroesofágico Fisiológico do Lactente para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.
Boa leitura!
Introdução
Refluxo Gastroesofágico (RGE) refere-se a passagem retrógrada do conteúdo gástrico para o esôfago. Às vezes, pode chegar a atingir a faringe e a boca, podendo ser acompanhado ou não de regurgitação e/ou vômito.

Imagem: Ilustração comparativa entre situação com mecanismos antirrefluxo funcionantes (A) e o movimento retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, caracterizando assim o refluxo gastroesofágico (B). Fonte: retirado de http://www.smart.servier.com
Regurgitação X vômito
Apesar de muitas vezes serem usados como sinônimos, regurgitação e vômito são sintomas distintos. Regurgitação é a passagem do conteúdo do estômago para a boca de forma involuntária, isto é, sem esforço e sem ejeção. Já o vômito é uma resposta voluntária e coordenada que visa a expulsão forçada do alimento.
O vômito costuma vir acompanhado de náuseas e tosse. Vale destacar que a regurgitação pode ocasionalmente deflagrar vômitos pelo estímulo que o conteúdo regurgitado gera na faringe.
Refluxo Gastroesofágico Fisiológico do Lactente
O RGE pode ser considerado normal, nos casos de Refluxo Gastroesofágico Fisiológico do Lactente, ou patológico, configurando a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). A diferenciação entre ambas situações se faz muito importante, dado que a conduta médica é distinta para cada uma.
O Refluxo Gastroesofágico Fisiológico é aquele que ocasiona poucos ou nenhum sintoma. Ocorre várias vezes ao dia em lactentes, crianças, adolescentes e adultos.
Sintomas do Refluxo Gastroesofágico Fisiológico do Lactente
O refluxo gastroesofágico representa uma doença, a DRGE, quando causa sintomas e/ou complicações, como esofagite e estreitamento esofágico, sendo assim uma morbidade importante. Nos lactentes, os sinais e sintomas mais comuns são: deficiente ganho de peso, recusa alimentar, irritabilidade e regurgitação.
Quanto mais novo o lactente, mais frequentes são as condições que favorecem o RGE fisiológico, como será discutido mais a frente. Desta forma, é mais difícil definir o refluxo como patológico. Quando se diagnostica exageradamente a DRGE, isto é, define-se como doença aquilo que é fisiológico, observa-se a má utilização de exames invasivos e de tratamentos desnecessários.
Tabela: Comparação entre RGE fisiológico e DRGE.

Epidemiologia do Refluxo Gastroesofágico Fisiológico
Aproximadamente 60% dos lactentes são afetados por RGE. Como será analisado mais a frente, características fisiológicas do período neonatal contribuem para essa grande incidência.
A frequência de regurgitações pode variar de duas até seis ou mais vezes por dia. O número e o volume das regurgitações aumentam até o quarto mês de vida, com pico de incidência entre o quarto e o quinto mês, reduzindo-se posteriormente, sendo que a grande maioria dos casos se resolve espontaneamente até o primeiro ano de idade.
Gráfico: Prevalência da ocorrência de pelo menos 1 episódio de regurgitação/dia. Fonte: Boletim da Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2018.

Fisiologia
Em recém-nascidos, o refluxo é usualmente um processo benigno, fazendo parte da fisiologia e da maturação do trato gastrointestinal. A maior incidência de RGE nessa população acontece devido a união de dois fatores: a imaturidade funcional do aparelho digestivo e os hábitos e fatores posturais dos bebês.
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