Um estudo realizado pelo Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria evidenciou que houve 5-6 mortes de neonatos com peso ≥ 2500g sem malformações congênitas por dia entre os anos de 2005 e 2010, principalmente associadas à asfixia neonatal e síndrome de aspiração do mecônio.
As principais ações que visam diminuir a morbimortalidade nesses casos são o acompanhamento pré-natal capaz de identificar fatores de risco e equipe capaz de realizar reanimação neonatal na sala de parto.
Parto cesárea entre 37 e 39 semanas, prematuridade e baixo peso são fatores de risco para reanimação neonatal. Estima-se que 1 em 10 crianças precisa de ajuda para alcançar a respiração efetiva, 1 em 100 precisa de intubação orotraqueal e 1 em 1000 requer massagem cardíaca.
SE LIGA! Estamos falando da reanimação de um RN com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas.
Reanimação Neonatal: preparação
Antes do nascimento do RN, é necessário colher a anamnese materna com o objetivo de identificar fatores de risco para a necessidade da reanimação. Deve-se preparar e testar o material necessário para reanimação antes do parto.
Em toda sala de parto, um profissional de saúde capaz de realizar os passos iniciais e a ventilação com pressão positiva com máscara facial no RN deve estar presente.
Se houver algum fator de risco para reanimação, 2 ou 3 profissionais capacitados para fazer a reanimação devem estar presentes, sendo um deles, obrigatoriamente, um médico, de preferência um pediatra, capaz de intubar e iniciar compressão cardíaca.
Também antes do nascimento de todos os bebês é necessário que todos os materiais que podem ser utilizados durante a reanimação sejam preparados e testados. Assim, durante a reanimação, não haverá tempo perdido para busca ou troca de utensílios.
SE LIGA! Os materiais precisam estar prontos para todos os RN, não somente para os que apresentam fatores de risco.

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