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Reabsorção e Secreção Tubular: entenda tudo!

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Confira um artigo completo que falamos sobre a Reabsorção e Secreção Tubular para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Reabsorção e Secreção Tubular

O rim é um órgão que desempenha diversas funções no organismo, dentre elas o processo de secreção de substâncias em excesso ou tóxicas e o processo de reabsorção de substâncias essenciais. Diferentes partes do néfron participam dos processos de reabsorção e secreção dessas substâncias.

Análise da composição do fluido tubular

A composição do fluido tubular varia a medida que este passa pelos setores tubulares: túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e ducto coletor. A razão entre a concentração no fluido tubular (FT) e a concentração no plasma (P) indica o gradiente de concentração transtubular para cada substância.

Imagem: Razão de concentração no fluido tubular e no plasma (FT/P) de algumas substâncias, ao longo do néfron. Fonte: Adaptado de Aires, 2012.

Observe que logo no início no túbulo contorcido proximal, assim que o fluido glomerular sai do espaço de Bowman, a razão FT/P é igual a 1 para todas as substâncias. Isso demonstra que o filtrado glomerular é um ultrafiltrado que mantém as mesmas concentrações do plasma, mas estas concentrações se modificam ao longo dos túbulos a medida que são reabsorvidas ou secretadas.

Mecanismos de Transporte do Túbulo Contorcido Proximal

O túbulo proximal é responsável pela reabsorção de cerca de 67% do ultrafiltrado glomerular, demonstrando a sua alta permeabilidade, motivo pelo qual seu epitélio é classificado como leaky, assim como o epitélio intestinal e da vesícula biliar.

Em contrapartida, o epitélio do túbulo distal e do ducto coletor é classificado como tight, devido a sua impermeabilidade. A energia que dá origem a esta reabsorção proximal é proveniente da bomba Na+/K+-ATPase que se localiza na membrana basolateral.

Morfologicamente, o túbulo proximal é dividido em três setores: S1, S2 e S3 e a reabsorção é dividida genericamente em duas fases. Na parte inicial, S1, são reabsorvidos glicose, bicarbonato de sódio, aminoácidos e solutos orgânicos. Enquanto na segunda fase (segmentos S2 e S3), há reabsorção principalmente de cloreto de sódio (NaCl). Observe a seguir os mecanismos detalhados de cada fase.

Primeira fase da reabsorção proximal

O filtrado glomerular é composto basicamente por solutos orgânicos (glicose e aminoácidos) e sais de sódio (NaCl, NaHCO3 e outros: acetato, fosfato, citrato, lactato de sódio). Na parte inicial do túbulo proximal, todos estes solutos são transportados para o interior da célula tubular através de carregadores específicos que também se combinam com o sódio.

Observe na figura abaixo os três principais mecanismos de transporte do sódio nesta porção inicial do túbulo proximal: 1) cotransporte eletrogênico de sódio com solutos orgânicos, como açúcares e aminoácidos; 2) contratransporte neutro de Na+/H+, responsável pela reabsorção de bicarbonato pela membrana basolateral; e 3) cotransporte neutro de sódio com ânions orgânicos.

Imagem: Principais mecanismos de transporte do complexo sódio-soluto na parte inicial do túbulo proximal. Fonte: Aires, 2012.

A energia para o complexo sódio-soluto atravessar a membrana luminal é proveniente do gradiente de sódio entre lúmen tubular e interior celular, criado pela Na+/K+-ATPase, localizada na membrana basolateral, como já dito anteriormente.

Assim, o sódio volta para o sangue peritubular pela bomba sódio-potássio, enquanto os demais solutos (glicose, aminoácidos, bicarbonato, fosfato, lactato e outros) voltam por meio de difusão, já que sua concentração intracelular é elevada e, assim, deixam a célula por osmose.

Porém, cerca de 1/3 do sódio reabsorvido pela via transcelular difunde-se de volta para o lúmen tubular pela via paracelular. Isso acontece pelo fato da diferença de potencial (DP) transtubular no início do túbulo proximal ser negativa, fazendo com que o lúmen tubular exerça uma força de atração sobre o sódio (que é um íon positivo).

Ainda em relação a DP transtubular, no início do túbulo proximal o valor desta é de -2 mV, sendo o lúmen tubular negativo em relação ao interstício peritubular. Há dois mecanismos responsáveis por essa negativação: o cotransporte eletrogênico de sódio com solutos orgânicos neutros na membrana luminal e a Na+/K+-ATPase eletrogênica na membrana basolateral, já que nesta há a saída de 3 Na+ e de 2 K+ na célula tubular.

Ademais, o que permite a perpetuação deste valor da DP é a reabsorção de cloreto, uma vez que ele segue o sódio pela via paracelular e a DP permanece baixa, não se tornando mais negativa.

Segunda fase da reabsorção proximal

Nesse segmento tubular a concentração luminal de cloreto é elevada e a de bicarbonato, baixa. O cloreto se concentra no lúmen tubular, pois, no segmento inicial do proximal há a reabsorção preferencial de NaHC03 com água (e não de NaCl). Assim, a segunda fase da reabsorção proximal corresponde, principalmente, a reabsorção de NaCl, devido ao alto gradiente de concentração do cloreto.

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