Fazer diagnósticos não é magia. A partir dessa frase, você consegue ter uma dimensão de todo o trabalho que os médicos precisam empenhar para diagnosticar seus pacientes. Para tanto, é preciso que você desenvolva, durante a faculdade, o seu raciocínio diagnóstico.
O diagnóstico é um processo, que deve ser construído a partir dos sinais e sintomas relatados. Além disso, toda a história clínica do paciente é analisada sob a ótica dos conhecimentos técnicos e da experiência clínica do médico para finalizar a construção do diagnóstico.
Assim, todos os estudantes de Medicina devem estar atentos a como construir corretamente esse raciocínio. Então trazemos pra você um conteúdo retirado diretamente do nosso novo livro: Como Fazer Todos os Diagnósticos.
Os médicos reconhecem padrões
Muitas das percepções de um médico em uma consulta são feitas na base da intuição. Assim, o pensamento rápido, lógico e de associação é bem comum. Mas por que isso acontece tanto?
É natural do ser humano definir uma coisa a partir de experiências passadas. Então na Medicina não poderia ser diferente, o médico reconhece o que ele já viu antes, seja estudando ou com outro paciente.
Dessa forma, ao se deparar com um paciente com olhos amarelos, ele não vai hesitar em deduzir que se trata de icterícia, porque reconhece o padrão.
Isso também vale para doenças. Ao se deparar com os sintomas típicos de apendicite, por exemplo, o médico percebe uma relação da clínica do paciente com um padrão pré estabelecido na sua mente. Então, saber esse processo é uma grande parte de entender o raciocínio diagnóstico.
O raciocínio diagnóstico é complexo
A partir do momento em que o médico procura e reconhece padrões, o que fazer quando os padrões se misturam? Quantas doenças diferentes existem com sintoma de dor de cabeça, por exemplo? Rotular é complexo, não serão poucas vezes que você irá ficar confuso entre as opções.
Então é preciso avaliar todos os detalhes da história clínica do paciente, extraindo o que for possível da anmnese e do exame físico, podendo valer-se de exames. Entretanto, é bom frisar que os exames não substituem o raciocínio diagnóstico, você precisa ter suspeitas antes de prescrever.
Para driblar essa dificuldade, os estudantes e médicos buscam facilitar e tornar o processo mais simples. Veja exemplos retirados do livro:

O livro possui centenas de atalhos, porque eles fazem parte da prática médica e são úteis para o dia a dia. Mas esses processos podem ser perigosos, veja como:
Vieses Cognitivos no raciocínio diagnóstico
Todas as frases citadas como exemplo no último tópico podem estar equivocadas. Na Medicina, nem nunca e nem sempre. Então, algumas conclusões precipitadas atrapalham o raciocínio diagnóstico. Veja como essas frases podem estar erradas:
Assim, não descarte os diagnósticos diferenciais muito cedo, isso seria faltar zelo. Então, mais uma vez, fica claro como é importante considerar todos os dados para buscar um padrão mais certeiro e com várias variáveis que apoiem essa conclusão.
Como fazer todos os diagnósticos?
Se você quer ter mais conteúdo sobre a construção do diagnóstico, então você precisa conferir o nosso livro Como Fazer Todos os Diagnósticos. Além de te levar pelas bases desse raciocínio e te dar um fluxo de como diagnosticar, ele conta com mais de 300 fichas clínicas de síndromes e doenças, com uma abordagem baseada em sintomas. Assim, é um material rico para quem quer ter um foco na prática.


