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Qual a diferença entre Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica (Doença de Devic)? | Ligas

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O que é Esclerose Múltipla?

A
esclerose múltipla (EM) é uma doença do sistema nervoso central na qual afeta a
bainha de mielina categorizando uma doença desmielinizante (alteração de
substância branca, sendo o sistema nervoso periférico poupado), considerada uma
condição inflamatória autoimune. De forma geral, é uma doença inflamatória
crônica,  de caráter progressivo, e que gosta muito de adulto jovem, na
faixa etária de 20 a 40 anos, em idade fértil. Pouco provável, mas não impossível,
que a doença acometa após os 55 anos. A doença pode originar vários sinais e
sintomas neurológicos, denominados “bagunça neurológica”, pois o acometimento
se dá em algumas dessas estruturas: cérebro, tronco cerebral, cerebelo, nervo
óptico e medula espinhal. A patogênese dessa doença ainda é um mistério, porém
a teoria mais amplamente aceita no momento é que há um  ataque de
linfócitos T contra a bainha de mielina dos axônios nos neurônios do sistema
nervoso central (SNC). O quadro clínico é bem característico de sintomas
neurológicos que acometem o SNC de forma desorganizada (isto é, o exame físico
não permite localizar a doença e depois de um tempo  os sintomas regridem parcialmente). A hipótese
vai ficar mais forte se ocorrerem novas exacerbações seguidas de melhoras.
Apesar de toda essa lesão confusa, lembre-se sempre desta doença quando houver neurite óptica, síndrome piramidal e alteração
sensitiva
.

O que é Neuromielite
Óptica?

Também conhecida anteriormente como doença de
Devic, a neuromielite óptica (NMO) é
considerada por apresentar distúrbios inflamatórios do sistema nervoso central,
caracterizados por desmielinização mediada por imunidade grave e dano axonal,
predominantemente direcionado aos nervos ópticos e medula espinhal. É
considerada a doença das mulheres, pois atinge mais o sexo feminino com idade
média de início de 32 a 40 anos. Bem como também é apontada como uma variante
da esclerose múltipla. Características marcantes da neuromielite ópitca,
incluem ataques agudos de neurite óptica bilateral ou rapidamente sequencial,
levando a perda visual grave, ou mielite transversal, geralmente causando
fraqueza nos membros, paraparesia ou quadriparesia simétrica, sinal de
Lhermitte, perda sensorial e disfunção da bexiga, com um curso tipicamente
recorrente. 

Os ataques
ocorrem com mais frequência ao longo de dias, com graus variáveis ​​de recuperação
de semanas a meses. Pacientes com NMO geralmente apresentam uma maior
extensão da desmielinização da medula espinhal do que pacientes com esclerose
múltipla, que comumente envolve três ou mais segmentos vertebrais na
ressonância magnética (RM), uma condição denominada mielite transversal
longitudinalmente extensa (LETM). LETM representa uma forma inaugural ou
limitada de NMO em uma alta proporção de pacientes. No entanto, uma
minoria de pacientes com NMO apresenta uma menor extensão do comprometimento da
medula espinhal. A justificativa para o tratamento de ataques agudos e
recorrentes na NMO baseia-se em evidências de que a autoimunidade humoral
desempenha um papel na patogênese da NMO e é motivada pela alta incapacidade
relacionada ao ataque, mau prognóstico e alto risco geral de mortalidade em
pacientes não tratados.

Diferenciando os sintomas

Na NMO, a mielite tende a ser transversa, causando
paraparesia ou quadriparesia simétrica. Por outro lado, a mielite na esclerose
múltipla tende a ser incompleta e assimétrica. Há uma maior extensão da
desmielinização espinhal na NMO do que na EM. O quadro de neurite óptica é um
dos pontos-chaves: na NMO é bilateral e na EM é unilateral, em geral.

Sintomas
da
Esclerose Múltipla

Tais sintomas podem
aparecer na EM:

  • Fraqueza dos membros;
  • Espasticidade;
  • Neurite óptica unilateral;
  • Borramento visual;
  • Diplopia;
  • Parestesias;
  • Ataxia;
  • Disfunção vesical.

Sintomas
da
Neuromielite
Óptica

  • Neurite óptica bilateral;
  • Fraqueza nos membros;
  • Sinal de Lhermitte;
  • Perda sensorial;
  • Disfunção vesical.

Tratamentos

Esclerose Múltipla

Em se tratando
da terapia medicamentosa da EM nos ataques agudos, faz-se uso dos
glicocorticoides, metilprednisolona intravenosa, o de uso mais frequente. Em alguns casos, nos
quais os pacientes não respondem a terapia aos glicocorticoides, utiliza-se a
troca de plasma. Por fim, para o tratamento modificador da doença, os
imunomoduladores são escolhidos para esses casos, são eles: alemtuzumab , fumarato de dimetilo , fingolimod , acetato de
glatiramer
.

 Neuromielite Óptica

Ataques agudos: Todos os pacientes
com suspeita de NMO devem ser tratados para ataques agudos. Sugere-se tratamento
inicial com metilprednisolona intravenosa em altas
doses, de acordo com as recomendações do painel de especialistas e com base em
estudos de esclerose múltipla e neurite óptica idiopática. E pacientes graves
que não respondem aos glicocorticoides a melhor forma a se fazer é a troca plasmática
terapêutica realizada em dias alternados. Prevenção
de ataques:
A imunossupressão em longo prazo é indicada para a prevenção de
ataques assim que o diagnóstico é feito.

Produzido por:

Liga: Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia de Campina
Grande (LANNEC-CG)

Autores: Maria Karolayne Oliveira Lima

Revisor: Amanda Maria Lemos da Silva

Orientador: Ednaldo Marques Bezerra Filho

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