Anúncio

Qual a diferença entre DAC e DRGE? | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

O que é Doença arterial coronariana
(DAC)?

Refere-se ao comprometimento da
circulação coronária com alterações na luz das artérias, ou seja, corresponde
às alterações anatômicas das artérias coronárias, levando ou não alterações no
fluxo sanguíneo coronário. Geralmente, a causa é pela aterosclerose. Este diagnóstico
de DAC pode ser: insuficiência coronária, isquemia ou isquemia silenciosa. A
insuficiência coronária se caracteriza por um desequilíbrio entre a oferta de
oxigênio (O2) para miocárdio e o seu respectivo consumo. A isquemia é a
desproporção entre a oferta e demanda de O2, causa exclusivamente pela
incapacidade de aumento proporcional do fluxo sanguíneo. A isquemia silenciosa
é caracteriza pela isquemia sem sintomatologia concomitante.

O que é Doença do refluxo
gastroesofágico (DRGE)?

A doença do refluxo gastroesofágico é uma afecção crônica
decorrente do fluxo retrógrado de parte do conteúdo gastroduodenal para o
esôfago e/ou órgãos adjacentes a ele, acarretando um espectro variável de
sinais e sintomas. Esses sintomas podem ou não estar associados a lesões
teciduais.

Diferenciando os sintomas

Sintomas
da
Doença arterial coronária.

– Angina pectoris: sensação de asfixia e ansiedade. Mas
também, há relatos de “constrição”, “queimação”, “peso” e “aperto”;

– Os locais mais comuns do desconforto
são o retroesternal e o precordial;

– Irradiação para superfície
ulnar do antebraço esquerdo, membro superior direito, dorso, pescoço e,
raramente, acima da mandíbula.

– Um sintoma semelhante a DRGE é a
queixa de somente dor epigástrica, ou então associada a desconforto torácico.

– Se atentar para os chamados “equivalentes anginosos”, como
dispneia, tontura, fadiga e eructações, frequentes em mulheres, idosos e
diabéticos.

Obs1.: tabela de probabilidade de doença arterial coronária:

Tabela 01: Retirado do livro “Clínica Médica – Medicina USP/ HC-FMUSP. Editora Manole. Volume 2, 2016” no dia 20/09/2019, às 16:00 horas.

Obs2.: lembrar que o diagnóstico e possíveis diagnósticos diferenciais são feitos com a ajuda dos exames complementares.

Sintomas
da
doença do refluxo gastroesofágico

– Lembrando que a intensidade e a
frequência dos sintomas são fracos preditores de gravidade, porém, a duração
está associada a aumento do risco de complicações.

– Manifestações:

                –
Pirose

                –
Dor retroesternal

                –
Sintomas que sugerem a origem esofágica: dor durante o sono, ter duração de
horas ou dias, se precipitada por refeições copiosas e por líquidos muito
quentes ou frios; porém, pacientes cardiopatas podem apresentar sintomas
esofágicos concomitantes (lembrar que o uso de nitratos e bloqueadores de
canais cálcio pode favorecer o refluxo esofágico.

                –
Atenção: Pode simular dor anginosa típica, podendo se irradiar-se para pescoço,
mandíbula e membro superior esquerdo, além de poder ocorrer durante esforço
físico e ser precipitada por tensão emocional. Porém, são casos raros, sendo
diagnóstico diferencial após descartar doença arterial coronariana.

Tratamentos

Doença arterial coronária

Baseia-se em cinco aspectos fundamentais:

                – Tratamento
de doenças associadas que possam precipitar ou piorar a angina;

                –
Controle dos fatores de risco;

                –
Mudança no estilo de vida;

                –
Terapia medicamentosa;

                –
Revascularização miocárdica, quando indicada.

Assim, podemos traçar como objetivos fundamentais para o
tratamento da DAC: (1) prevenção do infarto do miocárdio e redução da
mortalidade; (2) redução dos sintomas e da ocorrência da isquemia miocárdica,
propiciando melhor qualidade de vida.

Pensando na terapêutica
medicamentosa, temos que os antiagregantes plaquetários, os hipolipemiantes, em
especial as estatinas, os bloqueadores beta-adrenérgicos após infarto agudo do
miocárdio e Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina I (IECA) reduzem a
incidência de infarto e aumentam a sobrevida, enquanto os nitratos,
antagonistas dos canais de cálcio e trimetazidina reduzem os sintomas e os
episódios de isquemia miocárdica, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Dessa forma, é prioritário e fundamental iniciar o tratamento com medicamentos
que reduzem a morbimortalidade e associar, quando necessário, aos medicamentos
que controlem a angina.

 Doença do refluxo gastroesofágico

O tratamento da DRGE tem como
objetivos principais o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões e a prevenção
de recidivas e complicações. É fundamental que o paciente seja esclarecido da
natureza crônica de sua enfermidade e sobre a necessidade de modificações em
seu estilo de vida para o sucesso do tratamento.

Tratamento clínico

Medidas comportamentais e
dietéticas:
elevar a cabeceira da cama (aproximadamente 15 cm), evitar
líquidos durante a refeição, refeições volumosas e ricas em gorduras; aguardar
1 ou 2 horas após refeições antes de se deitar e cessar o consumo de tabaco;
redução do peso corpóreo.

Tratamento medicamentoso

Inibidores da bomba de prótons (IBP):
drogas
de primeira escolha. O tratamento inicial (Omeprazol, 40mg) deve ser feito em
dose plena, por um período de 4 a 8 semanas. Quando não se observa resposta
satisfatória, deve ser considerado o uso de dose dobrada da medicação. No caso
de recidivas frequentes, recomenda-se a terapia de manutenção com dose mínima
de IBP.

Bloqueadores dos receptores H2 da
histamina (ARH2):
os mais utilizados são ranitidina, famotidina e cimatidina. A
limitação desses medicamentos deve-se à baixa eficácia e ao mecanismo de
tolerância, restringindo sua utilização como terapia de manutenção.

Procinéticos: eleva a
amplitude das contrações peristálticas do corpo esofágico, acelera o
esvaziamento gástrico e eleva a pressão no esfíncter inferior do esôfago. Ex.:
metoclopramida é o agente procinético mais antigo; domperidona tem menores
efeitos colaterais.

Antiácidos, alginatos e sucralfato: usado para alívio sintomático passageiro.

Esquema 1. Retirado do livro “Dani, Renato Gastroenterologia essencial I Renato Dani, Maria do Carmo Friche Passos.- 4. ed.- Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011” no dia 20/09/2019, às 21:30.
Produzido por:

Liga: Liga Acadêmica de Gastroenterologia e Hepatologia

Autores: Pedro Paulo Costa e Silva, Ana Carolina Souza
Santana e Ana Carolina Dias Rasador

Revisor: Larrie Rabelo Laporte

Orientador: Nádia Regina Caldas Ribeiro

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀