As
diferenças entre estas áreas são inúmeras, a começar pela formação. O psicólogo
cursa psicologia e sua formação tem duração de cinco anos, ele pode escolher
sua área de atuação, a depender de sua vocação, podendo atuar na área clínica,
escolar, empresarial, hospitalar e acadêmica. Já o psiquiatra precisa cursar
medicina e, em seguida, fazer a residência em psiquiatria, que é de acesso
direto e tem duração de três anos, o que o torna apto para diagnosticar e
tratar as desordens psíquicas.
Psicologia
O objetivo da psicologia é compreender o
comportamento em diferentes contextos e sociedades, e tem como fundamento de
estudo entender a memória e personalidade dos pacientes. O profissional formado
em psicologia deve atuar com técnicas que colaboram com o autoconhecimento do
paciente a fim de que este consiga resolver os conflitos internos. Ele observa
os atos, sentimentos e mecanismos mentais a fim de identificar as causas das
questões do paciente e rever suas atitudes.
Adjacente a isso, o profissional formado em
psicologia não deve conferir laudo, nem medicar o paciente, pois a sua formação
não compreende o estudo de medicamentos. Portanto, sua principal forma de
trabalho é a psicoterapia, que é uma forma de utilizar o diálogo para ajudar as
pessoas com dificuldades emocionais. Existem inúmeras abordagens para esse
método, incluindo o cognitivo-comportamental e interpessoal.
O tempo de tratamento é prolongado, tendo em
vista que não busca a redução imediata dos sintomas, e sim o entendimento das
causas. O psicólogo trata transtornos
psicológicos e seu auxílio deve ser solicitado em situações como crises nos
ciclos da vida, a exemplo de luto, depressão, perda de emprego e ansiedade. O
tratamento psicológico também é indicado quando o paciente objetiva uma
melhoria nas suas relações interpessoais. Além disso, este profissional também
é apto a aplicar teste vocacional.
Psiquiatria
O
psiquiatra possui um vasto conhecimento sobre a parte biológica e física do
paciente, portanto, deve diagnosticar disfunções e transtornos mentais, tais
como depressão, esquizofrenia bipolaridade e ansiedade. Este profissional confere
laudo e é também seu dever prescrever os medicamentos adequados para a queixa
do paciente, tendo em vista o amplo conhecimento sobre medicações e seus
respectivos efeitos que é adquirido durante a sua formação.
A
forma de intervenção comumente utilizada por psiquiatras é a prescrição de
medicamentos, embora também utilizem a terapia como forma de tratamento. O
tratamento psiquiátrico é recomendado para pacientes com desordens mentais mais
severas, como a esquizofrenia, transtornos de humor, dependência química,
transtorno obsessivo compulsivo (TOC), depressão, bipolaridade e ansiedade. O
tratamento instituído tem menor duração, pois objetiva a redução dos sintomas
bem como a melhoria da qualidade de vida do paciente a curto e médio prazo.
É válido ressaltar que, apesar de tais áreas serem distintas, são complementares. O tratamento realizado por um psiquiatra e um psicólogo em conjunto é efetivo, tendo em vista a importância de um tratamento multiprofissional aliado, possibilitando a discussão dos casos clínicos com o objetivo de instituir uma terapêutica adequada e eficiente aos diversos quadros que são atendidos diariamente, assim como a melhoria e bem estar daquele que deve ser o mais importante para ambos os profissionais: o paciente.