O uso de Cannabis medicial vive um acelerado crescimento no Brasil. De acordo com a Anvisa, entre janeiro e 11 de novembro deste ano, foram 33.793 pedidos de importação de medicamentos à base de cannabis. Esse número foi de 19.120 no ano anterior.
A Cannabis Medicinal auxilia no tratamento de algumas doenças, principalmente no alívio da dor. Entre elas: câncer, glaucoma e epilepsia s
A principal substância utilizada e o canabidiol (CBD), um fitocanabinóide sem efeito psicoativo, por suas propriedades analgésicas e relaxantes.
Cannabis Medicinal: o que precisa para fazer solicitação?
Atualmente, segundo a Anvisa, há 2.100 profissionais prescritores de derivados de canabinoides no Brasil. Em 2015, órgão só tinha registro de 321 profissionais. Isso significa que houve um crescimento de 554,2%.
Todo médico pode fazer a prescrição do cannabidiol no Brasil. Devendo apenas seguir as regras para prescrição de medicamentos controlados. Receita em duas vias e com cópia enviada para a Anvisa.
A prescrição deve acontecer após o paciente ser examinado. O profissional deve levar em consideração o quadro clínico e outros tratamentos que já foram realizados.
Os produtos devem possuir predominância de CBD e não mais que 0,2% de THC, salvo em casos específicos (pacientes sem alternativas de tratamento ou terminais).
O paciente ou representante legal deve assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Declarando ciência das informações sobre o produto à base de Cannabis.
O TCLE deve ser feito em duas vias. Uma retida pelo paciente ou seu representante legal e outra arquivada pelo médico assistente.
Formas de uso
Os substratos da Cannabis podem ser administrados por muitas vias, a principal é por via oral ou sublingual ingerido na forma de óleo.
Além disso, podem ser ingeridos na forma de chá, capsulas, produtos de uso tópico como cremes, pomadas, óleos de massagem e adesivos transdérmicos, supositórios e vaporizadores.
Cenário atual de prescrição de cannabis medicinal no Brasil
Desde 2014, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) admite o uso compassivo desses medicamentos quando outros métodos considerados convencionais já foram testados e não tiveram resultados positivos.
Apesar das muitas evidências científicas acerca do potencial da cannabis medicinal para a saúde e de não ter restrição quanto a especialidade médica, muitos médicos ainda não se sentem seguros para realizar a prescrição. O conhecimento sobre o tema ainda não é difundido nas faculdades e especializações. A busca por uma formação técnica nessa área deve aumentar.