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Por que devemos ter os dois pés na tecnologia? | Colunistas

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Inovações
como próteses robóticas, prontuários eletrônicos, cirurgias robóticas, e até
mesmo mídias sociais para publicidade são alguns dos motivos pelos quais o
futuro médico deve procurar se manter sempre atualizado quando o assunto é o
futuro da medicina. Trata-se de ter em mente como os avanços tecnológicos contribuem
para saúde, para que, assim, haja sentido em estarmos em constante atualização.

  1. Prótese
    robótica:
    esse tipo de equipamento pode ser muito útil para
    pacientes que sofreram amputação de membros, podendo proporcionar uma melhor
    qualidade de vida e maior amplitude e precisão de movimentos.
  2. Prontuário
    eletrônico:
    por que tão importante? Mesmo não sendo
    disponibilizado em todas as instituições de saúde, ter domínio sobre o uso
    desse meio é de extrema relevância. Um prontuário convencional tem menor
    segurança, pode sofrer danos do tempo e ambiente de armazenamento, como também
    pode ser perdido facilmente. Por outro lado, o meio virtual apresenta fácil
    acesso e maior segurança para o médico e para o paciente.
  3. Cirurgia
    robótica:
    o procedimento que facilita o ato cirúrgico. A principal
    desvantagem é seu custo elevado, porém há inúmeros benefícios que levam cirurgiões
    e pacientes a optarem por essa abordagem. Dentre as vantagens estão: redução do
    sangramento, o que diminui a necessidade de transfusão sanguínea; menor tempo
    para cicatrização, o que acarreta menor tempo de pós-operatório, ou seja,
    retorno mais rápido para atividades cotidianas.
  4. Mídias
    sociais:
    a diferença entre marketing e informação de saúde.
    Um exemplo fácil de marketing é com publicações mostrando “antes x
    depois”, o que demonstra autopromoção e promessa de resultado. Já um alerta à
    saúde pode ser visualizado quando o médico publica uma orientação sobre alguma
    doença e métodos de prevenção, porém sem prescrever medicamentos.
  5. Aplicativos
    sobre medicina:
    esses meios podem ser usados em computadores e
    smartphones com infinitas opções, tanto para uso de pacientes, quanto de
    acadêmicos de medicina e médicos. Podem ser uma excelente forma de confirmar um
    diagnóstico ou de saber quando deve-se procurar um profissional da área da
    saúde.

A
questão abordada tange a possível transformação do papel do médico diante de
inovações como a inteligência artificial. Atualmente, o que um médico precisa
para estar de mãos dadas às mudanças é usar a tecnologia a seu favor e em prol
de seus pacientes, sempre de forma complementar, sem abdicar de seus
conhecimentos científicos.

Todo esse assunto de tecnologia não se baseia apenas em materiais eletrônicos, mas também em campos da ciência da computação, você com certeza já ouvir falar em Inteligência Artificial.

A inteligência artificial (IA) é dividida em quatro tipos: a que pensa como ser humano, atuam como ser humano, pensam racionalmente e atuam racionalmente. Ela é capaz de sistematizar e automatizar tarefas intelectuais, possui capacidade de aprendizado e percepção

(GOMES, 2010).

Nesse cenário, precisa-se delimitar qual função essa ferramenta tem e como pode ser útil aplicando-a na medicina. A Inteligência Artificial tem sido usada no campo médico, principalmente, para aprimorar técnicas de diagnóstico, prognóstico e tratamento em múltiplas áreas, como cardiologia, dermatologia, doenças autoimunes, saúde mental, radiologia, oncologia e neurologia.

Na medicina, através de computadores, armazena-se um grande volume de casos com esquema diagnóstico, tratamentos prescritos e resultados obtidos, que posteriormente são convertidos em algoritmos que definem a probabilidade de determinado diagnóstico e, assim, possibilitam que sejam propostas soluções aos problemas apresentados, permitindo um diagnóstico e reduzindo a probabilidade de erros médicos. A área da saúde mental é uma das mais desenvolvidas e pesquisadas por tecnólogos

(LOBO, 2017).

Revelando, dessa forma, inúmeras
vantagens para a saúde humana quando se trata de proporcionar uma maior
precisão nas previsões da evolução da doença, na manutenção do desempenho dos
tratamentos e nos menores riscos para o paciente. Tudo isso representa o
quadro atual da evolução tecnológica atual, mas o que devemos esperar daqui
algumas décadas?

Como prosseguir para
preservar o cuidado da relação médico-paciente? Assim como citado
anteriormente, torna-se certo que a incorporação da informática tecnológica na
prática médica trouxe mudanças importantes em áreas como diagnósticos,
monitoramento e no apoio á conduta terapêutica. É possível ter o processamento
de dados do paciente por algoritmos e hipóteses diagnósticas que estão a cada
dia sendo mais assertivas, o que implica mudanças de condutas com o paciente.

Nesse contexto, como é
possível abordar a boa prática médica e a relação médico-paciente? Ainda que os
avanços não parem e as ferramentas da inteligência artificial norteiem cada
passo com o doente, sabe-se que o médico deve ter fortemente estabelecido em si
os princípios básicos da bioética: beneficência, não-maleficência, justiça e
autonomia.

Estudos científicos
demonstram que uma boa e estabelecida relação médico-paciente explora as quatro
seguintes variáveis: a anamnese, o exame físico, a solicitação de exames
subsidiários e a prescrição do tratamento. Porém, para que isso ocorra, essas
habilidades devem ser mescladas juntamente a habilidades pessoais e
particulares do profissional médico. Por outro lado, a empatia é fator
fundamental para melhor desfecho clínico.

Onde entra o fator humano? Baseando-se em Milton M. Osaki (2018), a assistência e atenção ao paciente continuará prescindindo do médico. O computador, assim como suas ferramentas inovadoras, pode fornecer todas as informações possíveis sobre a doença, passando pelas hipóteses diagnósticas, propostas de tratamento e prognósticos, mas sempre caberá ao médico decidir a melhor conduta, de forma individualizada, ao seu paciente. Neste último, o desempenho do médico ocupa protagonismo como importante agente terapêutico em que a interação médico-paciente através da empatia permite contribuir para alívio de tensões e necessidades do paciente. Assim, os médicos não serão substituídos por máquinas. Sempre faltará aos computadores o humanismo, importante condição para permitir ajuda no alívio das ansiedades, angústias e incertezas do paciente. O médico deve sim manter os dois pés firmados na tecnologia, porém, antes, muito bem estabelecidos em sua humanidade.


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