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Pneumotórax: epidemiologia, diagnóstico e mais | Colunistas

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Pneumotórax significa a presença ou acúmulo de ar na cavidade pleural, como consequência da solução de continuidade da integridade das pleuras. O espaço pleural, primariamente virtual, que se situa entre o pulmão e a parede torácica, mais precisamente entre os folhetos pleurais, visceral e parietal,  devido à interposição gasosa.  

Epidemiologia do pneumotórax

A incidência do pneumotórax espontâneo secundário é semelhante à do primário, sendo mais frequente em pacientes acima dos 60 anos de idade. Atualmente a incidência de pneumotórax espontâneo é de 2 a 7 casos em mulheres e 14 a 22 casos em homens por 100 mil habitantes/ano. Ocorre normalmente em homens jovens atletas, principalmente aqueles com histórico familiar sugestivo. A maior incidência do tipo secundário é em pacientes portadores da DPOC (50 a 75%), seguidos pelos portadores de  neoplasias malignas ou metástases (15%), fibrose cística (3 a 4%) e tuberculose (2%). Apesar de pneumotórax não ser uma entidade clínica delimitada a certo grupo, ela se torna mais frequente em pacientes tabagistas e do sexo masculino.

Já o pneumotórax traumático surge como consequência de um trauma de tórax aberto ou fechado, bem como consequência de procedimentos intervencionistas com finalidade terapêutica ou diagnóstica, sendo estes casos, frequentemente, rotulados como pneumotórax iatrogênico.

Pneumotórax Hipertensivo

Figura 7. Pneumotórax à esquerda. Observe a ponta do coração e o mediastino afastando-se do pneumotórax hipertensivo.
Fonte: slide share

O pneumotórax é classificado em espontâneo (primário ou secundário) e não espontâneo ou adquirido (traumático). O pneumotórax espontâneo primário ocorre em pacientes sem doença pulmonar subjacente ou evidente, enquanto o secundário surge como complicação de doença pulmonar previamente conhecida. Tanto no primeiro caso como no segundo caso, não deve existir nenhum fator ou agente causal que estejam diretamente relacionado ao aparecimento do pneumotórax.

O pneumotórax adquirido ou traumático ocorre em aproximadamente 20% dos pacientes que sofreram trauma de tórax, podendo ainda levar ao  hemo-pneumotórax, sendo indicado o tratamento pela drenagem pleural (DP). Em casos selecionados, quando o pneumotórax é de pequeno volume, sem repercussão clínica e sem necessidade de VM, existe a possibilidade de manter o paciente sem a drenagem pleural, internado e sob observação. Por outro lado, a cirurgia deve ser indicação nos casos de vazamentos de ar prolongados ou na ausência de expansão pulmonar total.  

Diagnóstico do pneumotórax

Baseia-se na história clínica, no exame físico e na análise dos exames radiológicos. O tipo espontâneo normalmente ocorre com o paciente em repouso e sono noturno, ocasionalmente, durante o exercício físico em pessoas com história clínica de dor torácica ventilatório-dependente associada à dispneia de início súbito em paciente jovem, do tipo longilíneo e preferencialmente fumante. Os principais sintomas são a dor torácica, de início agudo e de localização ipsilateral, e a dispneia.

A dispneia é proporcional à magnitude do pneumotórax, a velocidade do acúmulo do ar, ao grau de colapso pulmonar e da reserva cardiopulmonar do paciente. É o principal sintoma em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica devido à limitação funcional ocasionada pela doença adjacente, fazendo com que, mesmo um pneumotórax de pequenas proporções, ocasione um quadro de franca insuficiência respiratória, com retenção de gás carbônico e queda da PaO2.

TRATAMENTO

A escolha do tratamento não segue uma regra específica e dependerá da intensidade dos sintomas, repercussões clínicas e comorbidades associadas.

O principal objetivo é eliminar o ar contido no espaço pleural, na tentativa de reestabelecer expansibilidade pulmonar e reduzir a chance de recidiva . esta etapa de tratamento de pacientes com pneumotórax é muito variável, incluindo procedimentos como repouso e observação, oxigenoterapia suplementar, aspiração simples, drenagem pleural fechada com ou sem instilação de agentes esclerosantes, videotoracoscopia ou toracotomia aberta com abordagem das bolhas, abrasão pleural e pleurectomia.

A escolha da melhor opção vai depender de fatores como a intensidade dos sintomas e repercussão clínica, magnitude, provável etiologia, comorbidades pleurais associadas, doença pulmonar subjacente e persistência ou recorrência do pneumotórax. Os principais objetivos são: livrar o espaço pleural do ar contido, restabelecendo a função pulmonar, e diminuir a probabilidade de recorrência.

CONCLUSÃO

O pneumotórax consiste em uma situação que leva ao acúmulo de ar entre as pleuras, como consequência de um rompimento em sua estrutura. Pode ter causas patológicas e traumáticas.

Leva a alterações no raio x, dispneia, colabamento do pulmão afetado, dor torácica, desvio da traqueia para o lado oposto, insuficiência respiratória, entre outros. A drenagem de tórax está indicada em alguns casos para reestabelecer o gradiente de pressão e a reexpansão pulmonar.

Autor: Gabriel Lino Ribas Sousa

Instagram: @gabriel.ribas.17


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

  1. Clínica médica, volume 2: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. – 2. ed. – Barueri, SP: Manole, 2016. – (Clínica médica).
  2. Gismondi, R. ATLS 10: Novidades sobre o Trauma Torácico. Pedbmed. Disponivel em:  https://pebmed.com.br/atls-10-veja-novidades-sobre-trauma-toracico-na-avaliacao-primaria/  Acesso em 16/05/2021.
  3. Gomes, C. A. Pneumotórax. Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica.
  4. PORTH, Carol Mattson; MATFIN, Glenn. Fisiopatologia. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
  5. Robbins, patologia básica / Vinay Kumar… [et al] ; [tradução de Claudia Coana… et al.]. – Rio de Janeiro : Elsevier, 2013. 928 p. : il. ; 28 cm.

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