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Pneumonia na Pediatria: conceito e agente etiológico

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Nesse artigo, entenda o que acontece na Pneumonia na Pediatria e tire todas as suas dúvidas sobre o tema. Boa leitura!

Pneumonia na Pediatria

As infecções respiratórias agudas (IRA) são consideradas causas comuns de morbimortalidade na faixa pediátrica, principalmente nas crianças menores de 5 anos.

A prevalência de IRA nos primeiros 5 anos é semelhante ao redor do mundo, de cerca de 4 a 8 episódios por ano. Dentre as causas de IRA, a pneumonia é avaliada como a mais grave, sendo responsável por 2-3% dos casos.

Conceito de Pneumonia

A pneumonia é uma síndrome clínica caracterizada pela inflamação do parênquima pulmonar.

A pneumonia é responsável por 20% da mortalidade em menores de 5 anos ao redor do mundo. No Brasil, ocorrem em torno de 4 milhões de casos anuais. Em 2016, foram registrados 886 óbitos em pediatria decorrentes de pneumonia.

Fatores de risco para pneumonia
Menor de 5 anos
Desnutrição
Comorbidades
Prematuridade
Baixo peso ao nascer
Permanência em creche
Sibilo ou pneumonia prévia
Ausência de aleitamento materno
Desmame precoce
Vacinação incompleta
Tabagismo domiciliar

Agente Etiológico da Pneumonia

O isolamento do agente etiológico da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é de difícil realização. As técnicas diagnósticas são de difícil acesso, tem baixa sensibilidade e apresentam um custo elevado, por isso, são pouco utilizadas na prática clínica.

Uma diversidade de estudos aponta que a pneumonia é causada na maioria das vezes por um agente viral, principalmente nas crianças menores de 5 anos (excluindo-se os neonatos).

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o agente mais frequente nas pneumonias, seguido pela influenza, parainfluenza, adenovirus e rinovirus. Os vírus são responsáveis por cerca de 90% dos casos de pneumonia em menores de 1 ano e 50% em escolares.

Apesar da maior parte dos casos serem virais, uma pneumonia de etiologia bacteriana tende a ser mais grave e ter uma maior mortalidade. O Streptococcus pneumoniae é a principal entre as bactérias. Outros agentes bacterianos são Estreptococos do Grupo A, Hemofilus influenza e Moraxela catarralis.

Estreptococo do grupo B e Gram negativos têm grande incidência em recém-nascidos por infecção pré-natal ou intra-parto e, normalmente, estão associados a um quadro de sepse neonatal.

O Staphylococcus aureus também acomete principalmente os neonatos, porém de forma mais tardia, a partir do 3 dia de vida. Geralmente, está associado a uma infecção cutânea e maior gravidade. Está mais associado a quadros de pneumonia complicada, evoluindo com empiema pleural.

As pneumonias por bactérias atípicas apresentam um quadro mais leve, porém mais arrastado. O principal agente é o Mycoplasma pneumoniae. Acomete principalmente maiores de 5 anos e responde por cerca de 10-40% dos casos.

Além de acometer neonatos, o Staphylococcus aureus, juntamente com as enterobactérias são os principais responsáveis por pneumonias nosocomiais, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou com suporte de ventilação mecânica.

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