Saiba neste artigo tudo que você precisa saber sobre a proibição do PMMA em preenchimentos.
O uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchimento estético foi, por muitos anos, uma prática comum na medicina, principalmente pela sua durabilidade e custo acessível.
No entanto, o aumento de complicações e os riscos associados ao seu uso levaram à classificação dessa substância em procedimentos estéticos no Brasil.
Essa decisão traz implicações significativas para médicos que atuam na área, seja na estética ou em reconstruções, além de gerar questionamentos sobre alternativas mais seguras e o manejo de pacientes que já utilizam
O objetivo deste artigo é discutir as razões por trás da proibição do PMMA, os impactos que ela traz para a prática médica e como os profissionais podem se adaptar a esse novo cenário. Acompanhe!
Como funciona a proibição de procedimentos?
Para a decisão final de proibição de procedimentos, algumas etapas de processo regulatório estabelecido por órgãos de vigilância sanitária e conselhos profissionais são seguidos.
Desse modo, no Brasil, quem fica responsável por essa avaliação e regulamentação é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Já o Conselho Federal de Medicina (CFM) estebelece as diretrizes éticas e técnicas.
As etapas seguidas para a decisão são:
- Monitoramento e notificação de riscos;
- Avaliação científica;
- Decisão regulamentar; e
- Comunicação e fiscalização.
É comum que os medicamentos sejam proibidos devido riscos à saúde, uso indevido, evidências de ineficácias e semelhantes.
Alerta sobre o PMMA
Compreendendo sobre como funciona a proibição de medicamentos e procedimentos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se reuniu com a ANVISA no dia 21 de janeiro de 2025 e realizou a solicitação oficial para o banimento do uso do polimetilmetacrilato como preenchimento.
O alerta ocorre há alguns anos, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica enfatizou os possíveis riscos da forma injetável da substância.
A relação entre regulamentação e segurança do paciente
É fundamental ressaltar que, apesar de ser liberado pela ANVISA, o uso do polimetilmetacrilato deve ser utilizado por profissionais especializados (médicos e odontológicos) para garantir a segurança do uso.
Além disso, existem casos específicos sobre correções volumétricas em que o uso é permitido. Saiba mais sobre neste artigo.
O que os estudos científicos dizem sobre o PMMA?
Sobre a segurança do paciente, os estudos científicos destacam tanto seus benefícios quanto os riscos associados ao seu uso.
No entanto, os estudos recomendam cautela, especialmente em regiões de alta mobilidade ou em casos que demandem grandes volumes do material.
Casos
Em janeiro de 2025, uma mulher foi encontrada morta no banheiro de sua casa no dia seguinte de realizar um procedimento de harmonização na região glútea, conhecida popularmente como “harmonização do bumbum”, com o PMMA.
O caso está em investigação com a Polícia Civil e o Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco). Porém, de acordo com o médico que realizou procedimento, não só foi uma fatalidade, como também não houve falhas durante o processo.
No entanto, a família alega que a paciente (Adriana) se queixou de dores no corpo após o procedimento.
Com o caso recente, além de outros como o de uma influenciadora que também veio a óbito, tornou-se evidente a importância de se qualificar cada vez mais profissionalmente para compreender possíveis complicações e infecções.
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Papel dos médicos diante da proibição do PMMA
De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), entre os 3.532 cursos de estética registrados no Sistema de Regulação do Ensino Superior (e-MEC) do Ministério da Educação, 98% não requerem formação médica dos participantes.
Dessa forma, para gerar mais segurança ao seu paciente, é de responsabilidade médica:
- Orientar e educar o paciente;
- Cumprir as normas regulamentares;
- Avaliar adequadamente o paciente;
- Atualização contínua; e
- Responsabilidade profissional.
Alternativas seguras ao PMMA em preenchimentos
Para muitos especialistas, opções menos permanentes, como o ácido hialurônico, são preferíveis em situações onde os riscos do PMMA superam seus benefícios.
Além do ácido hialurônico como alternativa, existe também:
- Hidroxiapatita de cálcio;
- Poliacrilamida;
- Enxerto de Gordura;
- Ácido Polilático (PLLA).
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