O
Diabetes Mellitus (DM) é um problema de saúde comum na população brasileira e
sua prevalência – que, no ano de 2013, em duas pesquisas nacionais, alcançou as
marcas de 6,2% (Pesquisa Nacional de Saúde 2013) e 6,9% (VIGITEL 2013) – vem
aumentando nos últimos anos (BRASIL, 2013; 2014a; 2014b). Entre as complicações
crônicas do DM, a ulceração e a amputação de extremidades – complicações estas
do Pé Diabético – são algumas das mais graves e de maior impacto
socioeconômico, sendo, infelizmente, ainda frequentes na nossa população
(BRASIL, 2013; SCHIMID et al., 2003; GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE PÉ
DIABÉTICO, 2001). Alguns números sobre DM e Pé Diabético: • Pessoas com DM apresentam
uma incidência anual de úlceras nos pés de 2% e um risco de 25% em
desenvolvê-las ao longo da vida.
• Aproximadamente 20% das internações de
indivíduos com DM são decorrentes de lesões nos membros inferiores.
• Complicações do Pé Diabético são
responsáveis por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros
inferiores na população geral.
• 85% das amputações de membros inferiores em
pessoas com DM são precedidas de ulcerações, sendo os seus principais fatores
de risco a neuropatia periférica, as deformidades no pé e os traumatismos.
Afinal, o que é um
pé diabético?
O pé diabético é a
expressão que resume o conjunto de complicações nos pés, incluindo as
ulcerações. A úlcera do pé diabético pode ter várias origens:
- Neuropática,
quando ocorrem alterações em nervos que resultam na redução da
sensibilidade à dor. A úlcera deste tipo localiza-se mais na planta dos
pés, onde incide maior pressão. - Vascular ou
isquêmica, quando ocorrem problemas
circulatórios nas extremidades dos membros inferiores. A mais incidente
deste tipo é a úlcera venosa, que surge próxima aos maléolos mediais,
neste caso a oxigenação dos tecidos é reduzida, por conta de níveis altos
de glicemia. - Neurovascular,
quando ocorre a combinação das complicações neuropáticas, vasculares e
infecciosas.
Sintomas
Os sintomas do pé
diabético variam conforme as origens das complicações.
- Origem neuropática: há sensação de
formigamento, queimação ou dormência. - Origem vascular: os pés ficam frios,
pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar
inchados. - Pés infecciosos: os sintomas incluem
vermelhidão (edema), dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.
Como tratar um pé
diabético?
O tratamento do pé
diabético deve ser feito com a orientação de um médico especialista, que irá
definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão. O tratamento
pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais
graves, cirurgias. O grau de gravidade é determinado pela dificuldade na
cicatrização.
Além de fazer o
tratamento adequado, o diabético deve tomar alguns cuidados:
- Cortar as unhas dos pés
- Escolher sapatos confortáveis (evitar
sapatos com pontas finas e apertados). - Manter os pés sempre aquecidos
- Evitar andar descalço e não retirar
calos ou cutículas
Como prevenir um pé diabético?
Com pequenos cuidados de
higiene diários podemos prevenir a formação de ulcerações, são eles:
- Lavar os pés diariamente com água
morna e sabonete neutro, secando-os bem com uma toalha macia antes de
vestir meias ou sapatos. Não esqueça de secar entre os dedos! - Mantenha os pés sempre hidratados
- Monitore a glicemia, porque os níveis
altos fazem o sangue ter mais dificuldade de chegar às extremidades do
corpo, inclusive os pés. - Mantenha o peso ideal
- Tenha uma rotina diária de exercícios
para as pernas como elevações, fortalecimento da panturrilha e caminhadas
As meias de compressão de grau
médico podem ser aliadas à prevenção e ao tratamento dos pés diabéticos, já que
elas amenizam a sensação de pernas cansadas e doloridas, previnem problemas
circulatórios e reduzem o inchaço. O médico especialista é quem deve determinar
o grau de compressão das meias para que o resultado do tratamento seja
eficaz.
As meias VenoTrain Micro da Bauerfeind proporcionam a compressão na medida
certa, cobrem todas as áreas de aplicação do tratamento de compressão e
distinguem-se através da eficácia. São indicadas para o uso de medidas
preventivas nos casos flebológicos padrão, nos problemas venosos graves,
tratamento de úlceras venosas e ou no tratamento de linfedemas. Medicamente
comprovada, as meias de compressão médica VenoTrain apresentam características
únicas de material e design moderno ajustado ao paciente.
É importante o paciente
está sempre bem informado sobre as complicações de um diabetes descompensado,
os profissionais: precisam determinar um programa educacional para os clientes
diabéticos; devem sensibilizar esses clientes para os benefícios da adoção de
medidas de autocuidado com os pés, para a diminuição da ocorrência de lesões;
e orientar a continuidade do autocuidado
do cliente, caso surja uma lesão, orientá-lo para que ele procure um serviço de
saúde para assim reduzir o risco de disseminação de infecção e a possibilidade
de amputações futuras.

