Neste artigo você entenderá tudo sobre o uso do fenol e a proibição, feita pela Anvisa, para tratamentos de saúde e estéticos.
Você provavelmente já leu algo sobre o assunto em alguma rede social, porém é sempre complicado saber o que pode ser verídico ou não.
A preocupação com a beleza sempre foi uma prioridade para o brasileiro e procedimentos estéticos se tornaram cada vez mais comuns.
O peeling de fenol é um desses famosos procedimentos estéticos com o intuito de rejuvenescer o indivíduo, mas até qual ponto ele pode ser seguro?
O objetivo deste artigo é tirar todas as suas dúvidas sobre o peeling de fenol, sua funcionalidade e as contraindicações.
O que é o fenol?
O fenol é um desnaturante de proteínas, utilizado principalmente para peelings mais profundos e podem levar a bons resultados.
Como por exemplo, os peelings químicos profundos podem levar a melhorias em rugas profundas e cicatrizes profundas de acne.
Normalmente, as formulações usadas no peeling de fenol incluem:
- Fenol;
- Óleo de cróton;
- Água; e
- Hexaclorofeno.
O que é peeling de fenol?
O peeling de fenol é um procedimento estético responsável por rejuvenescer através de uma esfoliação controlada que ocorre na pele. Os peelings de fenol causam a desnaturação das proteínas, alcançando a derme reticular.
A principal vantagem destes peelings em relação aos mais superficiais é a forte indução da neocolagênese dérmica.
Contudo, devido à rápida penetração do fenol na pele, ele é um agente difícil de controlar complicações graves potenciais que incluem cicatrizes e arritmia cardíaca.
O peeling de fenol está proibido?
De acordo com decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está proibida a venda de produtos que são à base de fenol.
Além disso, o uso de procedimentos de saúde em geral ou estéticos no Brasil, também se tornou ilegal. Essas ações foram publicadas, através da Resolução nº 2.384/2024, no Diário Oficial da União (DOU).
A resolução saiu no dia 25/06/2024 e está válida enquanto realizam investigações sobre os danos que podem ser causados com o uso da substância química.
Por que o peeling de fenol está proibido?
Após a morte de Henrique Silva Chagas, de 27 anos, que realizou o procedimento, a Anvisa tomou a decisão sobre a proibição do peeling de fenol.
Além disso, uma idosa de 64 anos sofreu queimaduras sérias no rosto após ter se submetido ao procedimento de peeling de fenol, o que gerou mais dúvidas sobre o perigo do uso.
Dessa maneira, houve um questionamento indicado a investigações acerca do procedimento.
Isso ocorre afim de compreender sobre os riscos consideráveis, principalmente quando são realizados fora de um ambiente controlado.
Quais profissionais podem realizar o procedimento?
Apesar de ser um procedimento estético, nem todos os profissionais da estética podem realizá-lo. Assim, antes da proibição, profissionais específicos poderiam realizar o procedimento.
Médicos especializados em Dermatologia possuíam autorização para realizar peeling de fenol, devido aos seus potenciais riscos.
Além deles, a Resolução n° 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia permitia que farmacêuticos realizassem peelings químicos e outros procedimentos estéticos.
Bem como os biomédicos, que possuíam autorização, conforme a Resolução n° 197/2011 do Conselho Federal de Biomedicina. Contudo, os profissionais precisavam ter especialização em estética, os procedimentos não poderiam ser não invasivos, nem envolver órgãos internos.
Quais são as indicações para o uso?
Existem algumas indicações para o tratamento com peeling de fenol. As principais delas são:
- Fotodanos;
- Rítides;
- Cicatrizes de acne;
- Xantelasma;
- Ceratoses actínicas;
- Quelite actínica; e
- Aumento e eversão labial.
Contra-indicações dos peelings profundos
Os peelings são acompanhados de contraindicações que devem ser entendidas e sinalizadas à quem vai realizar o procedimento.
Assim, existem contraindicações relativas e absolutas.
- Relativas: possuem alguma doença que leva a uma limitação ao uso da medicação/procedimento.
- Absolutas: Não pode fazer a utilização.
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