Deve-se fazer rastreamento de nódulos tireoidianos com USG cervical de rotina. NÃO! Nódulos de tireoide são muito frequentes (até 50% da população em mulheres acima de 50 anos), a maioria benigna. Não há evidência científica para o rastreamento na população geral.
Todo nódulo de tireoide deve ser investigado com PAAF.
NÃO! A punção é indicada para nódulos frios e suspeitos ao USG.
Hipertireoidismo sem controle clínico é indicação de tireoidectomia.
NÃO! Nunca operamos um hipertireoidismo mal controlado clinicamente, pelo risco de crise tireotóxica no intra-operatório! A indicação é “hipertireoidismo refratário a terapêuticas não operatórias”
O primeiro ramo da carótida externa é a artéria tireóidea inferior
NÃO! A artéria tireóidea inferior é ramo do tronco tireo-cervical, proveniente da artéria subclávia.
O primeiro ramo da carótida externa é a artéria tireóidea superior.
Esvaziamento cervical terapêutico é a mesma coisa que esvaziamento cervical radical modificado
NÃO! O termo “terapêutico” se refere à classificação quanto à indicação, enquanto que “radical modificado” quanto à extensão. Às vezes eles podem ser correspondentes (como no caso de CEC de boca, por exemplo), mas não necessariamente!
Linfonodomegalia cervical deve ser inicialmente investigada com biópsia excisional
NÃO! A investigação passa por história, exame físico, exames laboratoriais e de imagem. Depois, deve ser inicialmente investigada com PAAF, pelo risco de disseminação tumoral em casos de carcinoma. Se PAAF inconclusiva ou insuficiente, prosseguimos para biópsia.
Nódulo peri-auricular deve ser biopsiado com anestesia local
NÃO! Até que se prove o contrário, um nódulo lateral da face próximo à orelha é um tumor de parótida.
A biópsia pode violar a cápsula de um tumor e torná-lo recidivante, além do risco de lesão do nervo facial. A investigação se dá com exames de imagem e PAAF
O diagnóstico de hiperparatireoidismo primário se dá por exames de imagem, com ultrassonografia e cintilografia
NÃO! O diagnóstico de hiperparatireoidismo primário é clínico-laboratorial. A suspeita clínica é levantada por desmineralização óssea e/ou litíase renal de repetição, e a confirmação é bioquímica: cálcio alto, PTH alto e fósforo baixo, com hipercalciúria.
Os exames de imagem têm função de planejamento operatório.
A principal função da laringe é a fonação
NÃO! A principal função da laringe é a proteção da via aérea, permitindo a deglutição sem bronco-aspiração.
Um paciente submetido a laringectomia total pode voltar a falar, mas ficará traqueostomizado pelo resto da vida, com a via aérea e a via digestiva desconectadas de forma permanente.
Um doente com câncer de laringe e insuficiência respiratória deve ser intubado e, se não houver sucesso, submetido a cricotireoidostomia
NÃO! A melhor opção para garantir via aérea neste doente é a traqueostomia com anestesia local.
A intubação será dificultada pela obstrução tumoral e mesmo a cricotireoidostomia pode ser perigosa, uma vez que a membrana cricotireoidea pode estar invadida