É
de conhecimento geral que a tecnologia tem feito parte, diariamente, da rotina
das pessoas. É incrível como, em pouco tempo, a tecnologia fez tanta mudança, sobretudo
na economia, no meio social, na educação e no trabalho (pilares importantes
para a manutenção da dinâmica populacional).
A medicina, hoje em dia, está inserida em um ambiente nutrido pela tecnologia. Novas cirurgias com robôs, com máquinas superpotentes, por exemplo, têm ganhado espaço e agradado (muitas vezes não – principalmente entre os mais tradicionais) muitos médicos. Diante disso, há vantagens e desvantagens na inserção e na presença da tecnologia no ambiente profissional de saúde, contribuindo para o aparecimento de diversos dilemas e de diversas questões, sobretudo éticas.
Nesse contexto de aceitação e não aceitação, inserem-se ferramentas essenciais para as atividades dos médicos. Sabe-se que a rotina de um médico envolve, na maioria das vezes, estresse e acúmulo de trabalho. Isso ocorre sobretudo nos plantões, os quais demandam do médico agilidade, resolutividade e eficiência, ou seja, uma carga enorme de responsabilidade com a vida do paciente. Nesse ínterim, percebe-se a necessidade de equilibrar essa situação, visando a melhoria do atendimento e do bem-estar do médico.
Dentre as ações existentes, há o uso de aplicativos e de ferramentas digitais como métodos atualizadores, isto é, eles fazem com que o médico se atualize sobre determinados procedimentos, condutas terapêuticas etc. É válido salientar que o curso de medicina (e a própria medicina em si) oferece uma carga imensa de conteúdo, que precisa ser armazenado no cérebro dos estudantes e dos profissionais e ser utilizado por eles em suas demandas diárias. Contudo, quando se vê a possibilidade de facilitar o aprendizado e o acesso à informação, o profissional acaba aderindo a causa, tendo em vista que isso melhora a qualidade do atendimento.
Dentre os diversos aplicativos existentes, há os que são mais utilizados. Eles são: “Pega Plantão”, usado pelos médicos para coordenar equipes de plantões, facilitando a comunicação do coordenador de escalas com os profissionais envolvidos, há a possibilidade de trocar plantões, receber anúncios e alertas sobre escalas; “UpToDate”, um aplicativo criado para oferecer informações atualizadas, com uma vasta gama de conteúdos clínicos, aos médicos, além de contar com calculadoras e materiais de educação aos pacientes; “WithBook”, ferramenta quase que obrigatória no smartphone dos médicos, tendo em vista sua praticidade e segurança na tomada de decisão clínica frente ao paciente, oferecendo prescrições e condutas para os diversos campos da medicina.
É indubitável como essas ferramentas contribuem para a rotina do médico. Entretanto, muitas pessoas discordam de sua utilização, haja vista que os pacientes acabam criando um dilema em suas mentes: “quem será que diagnosticou o meu problema, o médico ou o aplicativo?”, “será que devo confiar naquele médico? O que estava no celular ele me falou!”. Essas questões imperam certas dúvidas na conduta do profissional de saúde, podendo gerar insegurança e falta de aceitação nos pacientes, e por conseguinte afetar a relação médico-paciente.
Assim, é importante entender que a medicina tem avançado e, com ela, diversos meios para melhorar o atendimento. Há dúvidas, medos, insegurança, falta de credibilidade. Tudo isso é normal frente a todo avanço da tecnologia. Sem dúvida, o profissional jamais deve perder a humanização, o contato, o olhar, pois tudo isso contribui de maneira significativa para a evolução do paciente. Porém, em algumas situações, acredita-se ser necessária a utilização de aplicativos e de ferramentas digitais, sobretudo nos plantões, para proporcionar um ambiente fértil à promoção de saúde e qualidade de vida para os médicos e, principalmente, para os pacientes.
Autor: Vinício Pires Sallet
Instagram: @viniciosallet
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