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O sistema renal e a sua importância na manutenção da homeostasia corporal | Colunistas

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Os rins, assim
como os demais órgãos, fazem parte de um complexo sistema que trabalha para
manter a homeostasia do organismo e preservar o bem-estar do indivíduo.
Localizados na região retroperitoneal, na cavidade abdominal, são responsáveis
por filtrar o plasma sanguíneo, no intuito de eliminar metabólitos que possam
ser nocivos ao corpo humano. Fazendo uma analogia com algo mais próximo ao
nosso cotidiano, pode-se dizer que os rins são como estações de tratamento de
esgoto, onde o nosso plasma é filtrado, sendo o que não serve eliminado, e o
que se pode reaproveitar, reutilizado, posteriormente retornando para os
sistemas, assim como acontece com a água que, depois de tratada, é utilizada
novamente pela população.

O néfron, a
principal unidade funcional do rim, é onde ocorre a filtração do plasma, bem
como a reabsorção e excreção de substâncias. Organizados em milhões, são
divididos em cápsula de Bowman (local onde ocorre a filtração), túbulo
proximal, alça de Henle (porção descendente e porção ascendente), túbulo
distal, túbulo conector e ducto coletor, sendo esse último o local onde mais de
um néfron desemboca, sendo o resultado final da excreção denominado de urina.

Uma curiosidade:

A partir dos 40 anos
de idade, o indivíduo perde, a cada 10 anos, cerca de 10% dos seus néfrons,
porém isso não vai resultar em uma diminuição das suas funções, como também não
vai desequilibrar a homeostasia do corpo humano, tendo em vista que o organismo
se readapta para manter os rins funcionando normalmente.

O poder dos rins

Conhecidos no
senso comum como os órgãos cujos formatos lembram dois feijões, os rins são
capazes de filtrar cerca de 180 litros de plasma por dia em um indivíduo
adulto. Levando-se em conta que um ser humano na maior idade possui cerca de 5
litros de sangue, dos quais 3 litros são plasma, pode-se dizer que o mesmo plasma
é filtrado em média 60 vezes ao dia. No glomérulo, região formada por um
emaranhado de arteríolas, imerso na cápsula de Bowman, é onde o plasma,
juntamente com íons, a exemplo de Na+ e Cl-, metabólitos, como creatinina e
ureia, e substâncias orgânicas, como glicose e aminoácidos, são transportados
para o interior do túbulo proximal.

A água filtrada é
reabsorvida, principalmente na porção descendente da alça de Henle, e a
porcentagem de sua reabsorção é o que vai determinar quão concentrada será a
urina. Por sua vez, a glicose e os aminoácidos devem ser totalmente
reabsorvidos no túbulo proximal do néfron, a fim de que possam retornar para o
organismo e manter o equilíbrio na geração de energia e edificação proteica,
respectivamente. Já a creatinina, resultado da degradação da fosfocreatina no
músculo, deve ser 100% excretada do organismo, uma vez que, acumulada no corpo
humano, torna-se tóxica.

As proteínas do
plasma com carga negativa e de tamanho relativamente grande, a exemplo da
albumina, proteína importante para o estabelecimento da pressão coloidosmótica,
não são filtradas e, uma vez presentes na urina, podem indicar a existência de
lesão no glomérulo. Íons como Na+ e Cl- são reabsorvidos, principalmente no
túbulo proximal e túbulo distal, e, uma vez ocorrida uma diminuição na
reabsorção de tais íons, pode ser o “pontapé” inicial para o desencadeamento de
um dos principais sistemas de regulação da homeostasia, o Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona
(SRAA).

O SRAA e a sua grandiosidade

A diminuição na pressão arterial, por exemplo, pode levar a uma diminuição da pressão hidrostática do plasma, na região do glomérulo, o que leva a uma diminuição da taxa de filtração glomerular. Tal situação permite que um grupo de células localizadas em uma região denominada de mácula densa, próxima ao túbulo distal, perceba a diminuição da presença de íons como Na+ e Cl- no filtrado, tendo em vista a redução da filtração. Essa percepção faz com que as células emitam sinais para que outras células, as justaglomerulares, secretem uma substância chamada renina. A renina produzida, converte o angiotensinogênio, produzido no fígado, em angiotensina I, a qual é posteriormente convertida em angiotensina II, por meio da ECA (Enzima Conversora de Angiotensina) presente no endotélio vascular. A angiotensina II vai agir, principalmente, na arteríola eferente, ou seja, aquela que sai do glomérulo, promovendo contração nessa região, o que, consequentemente, aumenta a pressão na região do glomérulo, restabelecendo a taxa de filtração glomerular normal e a pressão arterial.

Além disso, a
renina produzida também tem a capacidade de estimular as glândulas adrenais a
secretar o hormônio aldosterona, o qual aumenta a reabsorção de Na+ e,
consequentemente, de água, elevando a pressão arterial para um quadro de
normotensão.

A importância do sistema renal

O exemplo da regulação da pressão arterial, em que os rins possuem participação importante, é só uma dentre as diversas funções nas quais o sistema renal auxilia o corpo humano a se manter em equilíbrio, evitando possíveis desregulações que, a depender da intensidade e do estágio em que se encontre, podem não ser revertidas e levar o indivíduo a óbito. Além disso, deve-se ter em mente o quanto os rins são importantes para a manutenção da homeostase do organismo e a sua íntima relação com outros órgãos importantes dos sistemas, tais como o coração.

Autoria: Cristovão Pereira dos Santos Júnior

Instagram pessoal: @cristovao.junior1

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