Anúncio

O que você precisa saber sobre a adenosina? | Colunistas

tríade de beck

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

A adenosina é
a droga de escolha para a reversão das taqui-arritmias supraventriculares após
a falha das manobras vagais. Desta forma, conhecer suas propriedades e modo de
administração são fundamentais para quem realiza atendimentos em salas de
emergência.

Seu efeito
antiarrítmico ocorre por agir sobre o nodo atrioventricular, reduzindo seu
tempo de condução (provoca um BAV transitório) e, assim, interrompendo os circuitos
de reentrada. 

A rápida
metabolização da adenosina implica numa meia-vida extremamente curta (apenas
alguns segundos). Por conta disso, a sua administração deve ser realizada na
modalidade intravenosa, em bolus (1 a 2 segundos), sempre seguida de um flush
de 20 mL de solução fisiológica e elevação do membro em que está instalado o
acesso venoso utilizado.

A dose
preconizada é de 6mg IV. Caso não haja reversão da arritmia em um a dois
minutos, outra dose, dessa vez de 12mg IV, deve ser administrada. Se ainda for
necessário, uma terceira dose, de 12mg IV pode ser repetida!

Algumas
peculiaridades sobre a administração de adenosina:  

  • É comum o paciente apresentar um intenso
    desconforto torácico (na verdade, uma sensação de morte iminente!) ao receber
    essa droga, que dura alguns segundos. O paciente sempre deve ser advertido
    dessa possibilidade.
  • Também é comum a ocorrência de uma assistolia
    transitória por alguns segundos, logo antes da reversão da arritmia. Então, não
    se assuste se isso ocorrer!
  • Embora seja raro, a adenosina pode provocar
    broncoespasmo.  E, caso isso ocorra, ele
    pode ser revertido com uso de metilxantinas, como a teofilina e a aminofilina.

É importante
lembrar que o paciente deve estar monitorizado ao receber essa droga
(cardioscopia, pressão arterial e frequência cardíaca).

A adenosina
não deve ser utilizada nos casos em que há BAV de 2º ou 3º grau, doença do nó
sinusal, FA associada a pré-excitação ventricular, angina pectoris, asma e
DPOC.

É isso! Boa
sorte nos seus plantões!

Autor: Fabiano
André Pereira, médico cirurgião cardiovascular.

Instagram: @drfabianoandre

Compartilhe este artigo:

Cursos gratuitos para estudantes de medicina

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books