Você já ouviu falar na reserva de emergência e não sabe como ela pode mudar sua vida enquanto médico? A gente te explica!
No dia-a-dia, todos estamos expostos a situações inesperadas que podem afetar as nossas finanças. Seja você estudante de medicina, residente ou um(a) jovem médico(a).
Por isso, ter uma reserva financeira para emergências te permite mais flexibilidade e liberdade para escolher onde fazer sua residência médica ou até mesmo diminuir a rotina de plantões.
Sabemos que a vida de médico(a) é bem corrida logo quando começamos a nos preparar para a faculdade de medicina.
O que é uma reserva de emergência?
A reserva de emergência pode ser definida, rapidamente, como uma poupança construída a longo prazo para situações inesperadas.
Sabe aquela parte do seu rendimento mensal que pode ser usada em situações de emergência? A reserva de emergência é a forma de garantir que sua vida não vai sofrer tanto com os efeitos desses gastos de última hora.
Algumas situações em que a reserva de emergência pode salvar sua saúde financeira:
- Quebrou algo em casa e o orçamento do mês não é suficiente para cobrir?
- Passou em uma residência médica em outro estado e vai precisar gastar com a mudança?
- Precisou abrir mão de um plantão, mas estava contando com ele para cobrir as contas do mês?
Nesses e em outros casos, a reserva de emergência age como uma maneira de “amortecer” as consequências de tais gastos.
Como calcular a minha reserva de emergência?
O primeiro passo é anotar todos os seus gastos fixos ou essenciais. O que são gastos essenciais? Contas de aluguel, energia, condomínio, gás, atividade física, etc.
Entram nessa conta gastos com pet, internet móvel e fixa, despesas com faculdade, alimentação, medicamentos e tudo aquilo que é considerado básico, elementar para que você siga vivendo.
Um ponto importante é o seguinte: caso tenha filhos, anote suas despesas fixas nesse planejamento.
(Se tiver filhos(as), inclua as despesas fixas deles aqui também)
Sabe aqueles gastos variáveis, não tão essenciais? Anote-os também! Compras ocasionais, como roupas, acessórios, jogos eletrônicos e afins precisam ser levadas em conta.
Para ter uma visão concreta dos seus gastos, analise seus últimos 3 extratos bancários e as 3 últimas faturas do cartão de crédito. Isso vai te ajudar a ter uma média dos seus gastos mensais.
Montando sua reserva de emergência na prática
Fez tudo certinho? Agora, pegue esses gastos e multiplique por 6 meses. Como assim?
Por exemplo, se os seus gastos fixos/essenciais ficaram em torno de R$ 1.200,00 mensais, seu cálculo para determinar a reserva de emergência seria o seguinte: 6 x R$ 1.200,00 = R$ 7.200,00
É comum que, na medicina, os rendimentos mensais apresentem grandes variações. Quando falamos de médicos plantonistas, por exemplo, é mais difícil prever quanto você ganhará em cada mês.
Entretanto, essa não é uma missão impossível! Vamos entender como a reserva de emergência pode ser adaptada para a realidade médica?
Sou médico(a), e a minha renda varia muito. Como montar a minha reserva de emergência?
Comece reservando um valor para sua reserva de emergência mensalmente. Assim que seu salário ou bolsa da residência médica entrar na conta, separe esse valor.
Atenção: não deixe esse processo para o fim do mês! Assim, as chances de gastar todo o dinheiro são consideravelmente maiores.
Em meses que seu rendimento for maior, aumente também o valor destinado para sua reserva. Dessa forma, as temporadas com menos plantões e atendimentos são compensadas
Outra dica é refletir e tentar cortar ao máximo gastos não essenciais até você ter uma renda mais estável.
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E onde devo guardar a minha reserva de emergência?
O ideal é que a sua reserva de emergência fique aplicada em investimentos seguros que você possa acessar a qualquer momento (liquidez imediata), afinal nunca sabemos quando imprevistos vão acontecer.
Também deve render pelo menos 100% do CDI, que é mais do que a poupança.
Onde encontro esses investimentos seguros para a reserva?
Antes de qualquer coisa, é importante falar que a conta corrente não é uma boa opção. Por que? Além de não fazer seu dinheiro render, você ainda pode cair na armadilha de gastar sua reserva sem perceber.
Alguns bancos digitais possuem conta rendimento que rendem pelo menos 100% do CDI. Essa é uma excelente escolha para quem quer investir de maneira mais cautelosa.
Outra opção são os CDBs e RDBs com liquidez imediata! Assim como na conta rendimento, é indicado que eles rendam, no mínimo, 100% do CDI.
Corra de fundos de resgate automático com taxas de administração. Normalmente, eles rendem menos que a poupança.
Posso deixar a minha reserva na poupança?
A sua reserva deve render pelo menos 100% do CDI para você conseguir manter o seu poder de compra ao longo dos anos. Entretanto, a poupança nova (contas abertas a partir de maio/2012) só rende 70% do CDI.
Logo, mesmo sendo isenta de imposto de renda e segura, um investimento que renda pelo menos 100% do CDI vai ser melhor que a poupança.
E o Tesouro Selic? É seguro para deixar a reserva de emergência?
O Tesouro Selic, além de ser uma opção segura, rende mais que a poupança. Por outro lado, não é indicado que você guarde toda a sua a reserva de emergência nele.
Como o Tesouro Selic não fica disponível nos finais de semana, em casos de imprevistos nesse período, você não vai conseguir acessar seu dinheiro.