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O médico generalista ainda terá espaço? | Colunistas

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Com o aumento progressivo do
número de cursos de medicina e da abertura de novas vagas em cursos já
existentes, uma interrogação pode surgir em nossas cabeças:

Afinal, o médico generalista ainda terá espaço?

E mais, como se diferenciar no
mercado?

Para responder essas interessantes questões, precisamos falar sobre o cerne da nossa profissão, sua realidade no país e, simultaneamente, ter um olhar sensível para a localidade onde pretendemos atuar, já que a distribuição de médicos é heterogênea. Você deve estar pensando agora “nossa, mas isso envolve conhecimentos sobre mercado de trabalho, e ninguém me falou disso na faculdade…” Sim, sim, esse é um fato conhecido desde há muito tempo, por esse e por outros motivos, fique ligado no artigo e nas demais publicações dessa amada plataforma, o Sanarmed!

O médico é o profissional
diretamente responsável por resolver os problemas de saúde do paciente,
portanto, enquanto houver essa demanda, haverá necessidade de médicos. Sabemos
que há uma carência de médicos por habitantes em várias regiões do país, de
forma não homogênea – em geral, as regiões interioranas são as mais carentes.
Por causa disso, e por reconhecer algumas deficiências presentes em médicos
recém-formados, as últimas Diretrizes Curriculares Nacionais para Cursos de
Medicina, as quais datam de 2014, têm priorizado uma formação que proporcione a
aquisição de habilidades esperadas para médicos que atenderão na Atenção
Primária e em setores de Urgência e Emergência. Depreende-se disso que ambas as
áreas são destinadas para a nossa atuação, especialmente,
em regiões nas quais se carece de especialistas nessas áreas – a maior parte do
país.

O médico generalista é formado
para ter uma visão holística do paciente e isso lhe confere grande vantagem, na
medida que o livra de vieses muitas vezes detectáveis nas condutas de
especialistas de longa data – ou seja, médicos gerais são necessários! Esse
profissional deve ser capaz de atuar em promoção e prevenção em saúde, bem
como, de resolver os problemas mais simples, prevalentes e emergenciais de uma
população. A partir disso, se justificam os principais postos de trabalho de
médicos recém-formados, sendo eles Unidades Básicas de Saúde, Unidades de
Pronto Atendimento, Prontos-socorros e SAMU. Além disso, uma vez que estamos
tratando de profissionais liberais, o atendimento no setor privado também é uma
opção, de acordo com o mercado de trabalho local e a demanda. É uma obviedade
que o aumento do número de médicos não só tende a diminuir a disponibilidade de
vagas ociosas de trabalho e reduzir a remuneração, como se dispõe a selecionar
os melhores profissionais – e isso é ótimo para o paciente! Portanto, uma
atitude que deve ser reforçada nesse contexto é a dedicação em relação à
própria formação, como sempre.

Por fim, um bom médico generalista é capaz de atuar de forma a resgatar essência do fazer médico, como aquele que atende toda a família, buscando o melhor interesse do paciente, aprendendo com especialistas e enxergando seu cliente como um todo. Inclinar-se a esse tipo de atendimento, se capacitar para tal ao longo da graduação, sem dúvidas é uma forma de se diferenciar e de prestar um serviço excelente.

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