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O começo da pandemia está no fim? | Colunistas

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Introdução

A pandemia da doença do coronavírus 2019 (COVID-19) ainda é uma realidade no Brasil e no mundo. Após pouco mais de um ano do surgimento do novo vírus, estamos sob ameaça da maior pandemia mundialmente conhecida e que, aparentemente, está longe de acabar. Um ano se passou e o Brasil registra recordes diários de média móvel de mortes pela doença. A esperança para alcançar o ‘’novo normal’’ está integralmente depositada na vacina e na imunização de mais de 75% da população. No entanto, sabe-se que essa margem está longe de ser alcançada tão rapidamente, então o questionamento que fica é: o começo da pandemia está realmente no fim?

Contexto histórico e atual.

Como é sabido, a COVID-19 surgiu em Wuhan, na China e os primeiros casos foram notificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no último dia de 2019, mas a pandemia foi oficialmente declarada no dia 11 de março de 2020. Após isso, a doença se espalhou rapidamente por todo o mundo, atingindo todas as etnias, classes sociais e gêneros, afetando a saúde global como um todo. Ao atravessar fronteiras, carregou junto o medo, insegurança, problemas psiquiátricos, crise social e econômica mundialmente. 

Há poucos dias, fez-se um ano desde o início da pandemia e, ao contrário do que se esperava, as infecções pelo vírus só aumentaram, trazendo colapso no sistema público e privado de saúde em vários países, incluindo o Brasil. A crise fez com que governantes estabelecessem lockdown, isolamento social, fechando fronteiras e comércios, visando conter a propagação do SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19. 

Em agosto do ano passado, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, estimou que a pandemia terminará em meados de 2022, ou seja, dois anos após o seu início. Atualmente, em março de 2021, já se passou a primeira, segunda e até terceira onda da transmissão do vírus em diversos países, somados a variantes virais com maior virulência, contágio e letalidade. Aparentemente, o ‘’novo normal’’ está mais distante do que se imaginava.

Para a Real Academia Espanhola, o termo “pandemia” significa ser uma doença epidêmica que se estende a muitos países ou que ataca quase todos os indivíduos de uma localidade ou região, exatamente o quadro atual global pelo coronavírus. Segundo o pronunciamento do diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, não é realista acreditar que iremos derrotar a pandemia da COVID-19 até o fim de 2021, como era pensado no ano passado. Essa afirmação leva em consideração a ativação do vírus e sua capacidade de mutação, infecção e virulência, que parecem só aumentar, tornando o combate à transmissão e, por consequência, o combate da pandemia ainda mais desafiador. 

Um artigo publicado no periódico científico Science em janeiro por cientistas da Universidade Emory e da Universidade Estadual da Pensilvânia, ambas nos Estados Unidos, usou um modelo matemático para reproduzir a propagação do vírus e estimar quanto tempo ainda viveremos na emergência de saúde pública. A conclusão é que “domar a pandemia” e fazer a COVID-19 se tornar endêmica levará entre um ano e uma década, ou seja, estamos de ‘’mãos atadas’’ e com muitas incertezas a respeito do vírus e da pandemia.

Brasil

Em território nacional, vivemos a segunda onda da COVID-19 ainda mais letal e infectante. Atualmente, no Brasil, temos mais de doze milhões de infectados pela doença e 300 mil óbitos desde o início da pandemia. O número global de novos casos voltou a aumentar há menos de um mês e, infelizmente, a média móvel de mortes está batendo novos recordes diários todos os últimos dias deste mês.

A necessidade de combater a cadeia de transmissão do coronavírus se tornou um objetivo emergencial, visto que o Brasil é o país que enfrenta a pior fase da pandemia até o momento. A falta de leitos de UTIs, escassez de medicamentos para intubação, falta de oxigênio, crise social e econômica são consequências da propagação do vírus e descontrole da pandemia.  Diante desse quadro, a vacina continua sendo a única esperança para a diminuição de contágio, complicações e óbitos pela COVID-19.

Pouco mais de dois meses do início das vacinações em território nacional, o Brasil já aplicou mais de 16 milhões de doses de vacinas Coronavac e Oxford/Astrazeneca. Um levantamento da CNN junto às Secretarias Estaduais de Saúde mostrou que 5,61% da população brasileira já tomou pelo menos uma dose dos imunizantes disponíveis no Plano Nacional de Imunização (PNI) e 1,97% da população já está com as duas doses completas.

Além disso, novas cepas do coronavírus continuam a surgir, reforçando ainda mais a importância da vacinação. Dessa forma, a maneira mais clara e fácil para combater e chegar o mais próximo do fim da pandemia é diminuir a propagação do vírus e realizar a vacinação de aproximadamente 75% da população, de forma que tenha diminuição do contágio e complicações da doença. 

Conclusão

O ideal, então, é atingir níveis controláveis da infecção, fazendo com que o vírus se torne menos grave e menos letal, de forma que ocorra uma estabilidade que permita com que se volte a algum tipo de normalidade. Conter os danos da propagação do vírus, minimizar as hospitalizações, mortes e perdas, sociais, econômicas e psicológicas pode ser o começo para chegar ao fim da pandemia. Enquanto isso não acontece, deve-se continuar com as medidas de prevenção de contágio e propagação e esperar pela imunização da maioria dos brasileiros. Somente assim, a pandemia poderá chegar ao início do seu fim.

Autora: Ana Clara Benites Ciani de Carvalho Oliveira

Instagram: @anaabenites


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


REFERÊNCIAS:

BBC News Brasil, 21 de março de 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56406423

DW, 03 de janeiro de 2021. Disponível em:  https://www.dw.com/en/is-the-end-of-the-coronavirus-pandemic-in-sight/a-56740737

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