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Novidades sobre o aleitamento materno | Colunistas

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O aleitamento materno é um presente da mãe para a criança. Uma vez iniciado na primeira hora de vida e mantido por 6 meses, é capaz de estimular o crescimento saudável e desenvolvimento neuropsicomotor do lactente, protegê-lo de doenças infectocontagiosas através de anticorpos maternos e promover os laços materno-infantis.

Sabe-se ainda que a amamentação pode reduzir os riscos de desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, cardiopatias e diabetes, além de deficiências nutricionais. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), “aumentar as taxas de aleitamento materno no mundo poderia salvar as vidas de mais de 820.000 crianças de idade menor que 5 anos anualmente, sendo 87% delas abaixo de 8 meses de idade”.

Adicionalmente, o estudo da Universidade de Oxford , intitulado “The Cost of not Breastfeeding: Global Results for a New Tool”, por Dylan Walters et al., evidencia que a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida poderiam evitar 595.379 mortes de crianças entre 6 meses e 5 anos anualmente devido à diarreia e pneumonia.

Além de benefícios ao lactente, o aleitamento materno também provou ser eficaz na prevenção contra hemorragia pós parto, depressão pós parto, câncer de ovário e mama, doenças cardiovasculares, e diabetes tipo II materno.

Ademais, os benefícios repercutem-se financeiramente: o pesquisador Dylan Walters e sua equipe ainda relatam em seu estudo que ao prevenir o surgimento de enfermidades maternas e infantis através do aleitamento, há estimativa de economia anual de 1,1 bilhão de dólares com custos de saúde. Crianças com déficit cognitivos devido à ausência de nutrição adequada nos primeiros 6 meses de vida, por sua vez, geram custo de 285,4 bilhões de dólares ao ano, mundialmente.

O leite materno também tem valor especial no cuidado de bebês pré-termo, ou seja, crianças nascidas com idade gestacional de 36 semanas e 6 dias ou menos, quando o cuidado das mães é encarado como parte do tratamento domiciliar e em centros de terapia intensiva.

Para essas crianças, de forma geral, o leite da mãe saudável torna-se o alimento ideal para promoção de desenvolvimento a partir do fornecimento de quantidades e nutrientes específicos para as demandas do recém-nato. De forma a estimular tal prática, o Supremo Tribunal Federal concedeu em março de 2020 uma decisão liminar que amplia o período de licença maternidade para mães de prematuros que necessitam de internação.

De acordo com a resolução, a licença das mães tem início oficial após a alta materna ou do recém nascido, segundo o evento que ocorrer por último, com o objetivo de permitir maior período de convívio materno-infantil no domicílio.

Sabe-se que em situações excepcionais o aleitamento não é recomendado, estando dentre elas a presença de infecção materna que possa ser transmitida ao recém nascido através do leite, como AIDS e HTLV. Atualmente, devido a pandemia de COVID-19, receou-se que o vírus poderia provocar malefícios ao bebê que recebesse o leite de uma mãe contaminada.

Segundo pesquisas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de fevereiro de 2020, não foi detectada a presença do vírus COVID-19 no leite materno, portanto tal forma de transmissão teria papel insignificante. Levando em conta os benefícios da amamentação, recomenda-se que esta seja mantida mesmo em presença de lactantes contaminadas pelo novo coronavírus, com a orientação de uso de máscara cirúrgica ao contato próximo com o bebê e lavagem das mãos antes e depois de contato físico.

É importante salientar que o leite da mãe, principalmente na forma de colostro, tem valor imunológico através da presença de IgA, um anticorpo que atua contra patógenos presentes do ambiente materno. Logo, a amamentação deve ser estimulada para proteção contra doenças infectocontagiosas, quando aliada a outras práticas de prevenção.

Dados da OMS revelam que 3 em cada 5 crianças no mundo não são amamentadas na primeira hora de vida, e apenas a 41% dos lactentes entre 0-6 meses de idade é oferecido aleitamento materno exclusivo, de acordo com as recomendações médicas. Logo, tendo em vista os benefícios desta prática, é aconselhado a todos os profissionais da saúde encorajar as mães a realizar o aleitamento e apoiá-las trazendo respostas às suas dúvidas mais frequentes e informações atualizadas sobre o assunto. 

Autora: Beatriz Lin Carbone, Estudante de Medicina

Intagram: @mediscool

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