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Neuropatia facial e trigeminal: o que preciso saber para tratar melhor os pacientes?

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Neuropatia facial e trigeminal: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

No contexto da sensibilidade facial, a atuação de três principais nervos é fundamental: trigêmeo, glossofaríngeo e facial.

Lesões que afetam o trajeto desses nervos sensitivos, desde suas origens periféricas até os centros nervosos no sistema nervoso central, têm como consequência a manifestação de dor.

O que é uma neuropatia facial?

As neuropatias faciais são distúrbios que afetam o nervo facial, responsável pelo controle dos músculos faciais e pela transmissão de sensações para a face.

Essas neuropatias podem ter diversas causas, sintomas e graus de gravidade.

Nervo facial

O nervo facial é o sétimo nervo craniano (VII) e possui uma estrutura complexa que se estende desde o cérebro até a região facial. Qualquer interferência ou lesão ao longo desse complexo trajeto pode resultar em neuropatias faciais, levando a sintomas como fraqueza muscular em um lado do rosto, dificuldade em realizar expressões faciais normais, perda de sensibilidade e outros sintomas associados.

Sua anatomia pode ser dividida em várias partes distintas:

Origem no cérebro

O nervo facial tem duas raízes distintas em relação à sua origem no cérebro.

A raiz motora superior surge a partir do núcleo do nervo facial localizado no tronco cerebral, enquanto a raiz sensitiva inferior está ligada ao núcleo salivar superior

Percurso intracraniano

As duas raízes do nervo facial se juntam e atravessam a base do crânio por meio do osso temporal.

Durante esse percurso, o nervo passa próximo a várias estruturas, incluindo o ouvido médio e o ligamento estilohioide.

Gânglio geniculado

Logo após deixar o osso temporal, o nervo facial forma o gânglio geniculado, que é responsável por transmitir sensações gustativas da região anterior da língua.

Parte intrapetrosa

Nessa fase, o nervo facial se curva para cima e para a frente, passando pelo meato acústico interno.

Essa é uma região estreita e delicada onde o nervo é vulnerável a compressões.

Canalículo timpânico

O nervo facial segue através do canalículo timpânico, uma estrutura óssea, e se dirige em direção à região do ouvido médio.

Plexo parotídeo

Após sair do osso temporal, o nervo facial se divide em várias ramificações que formam o plexo parotídeo.

Este plexo está localizado na glândula parótida, uma glândula salivar situada perto da mandíbula.

Ramos terminais

A partir do plexo parotídeo, o nervo facial emite diversos ramos terminais que inervam os músculos da expressão facial, controlando movimentos como:

  • Sorrir
  • Franzir a testa
  • Fechar os olhos

Também transmite informações sensoriais relacionadas ao paladar da região anterior da língua.

Quais as principais neuropatias faciais?

Dentre as principais neuropatias faciais incluem:

  • Paralisia de Bell
  • Neuropatia facial hereditária

Paralisia de Bell

Também conhecida como paralisia facial idiopática, essa condição provoca fraqueza súbita em um lado do rosto devido a inflamação do nervo facial.

A causa exata não é completamente compreendida, mas acredita-se que fatores comuns são:

  • Infecção pelo vírus do herpes simples
  • Cobreiro (herpes zóster)

Manifestações clínicas

Os sintomas frequentemente incluem dor na região atrás da orelha, seguida de fraqueza ou paralisia completa de um lado do rosto.

Além disso, as pessoas podem perder a sensação de paladar na parte anterior da língua do lado afetado.

Diagnóstico da paralasia de Bell

O diagnóstico da Paralisia de Bell envolve uma avaliação clínica cuidadosa dos sintomas e exames específicos para descartar outras possíveis causas das alterações faciais.

Além disso, o diagnóstico dessa doença é muitas vezes baseado na exclusão de outras possíveis causas de fraqueza facial. Uma vez que outras condições tenham sido descartadas e os sintomas correspondam à descrição da Paralisia de Bell, o médico pode confirmar o diagnóstico.

Neuropatia facial hereditária

A neuropatia facial hereditária é uma condição rara que afeta o nervo facial e é transmitida de geração para geração dentro de certas famílias. Essa condição também é conhecida como paralisia facial hereditária ou paresia facial hereditária.

As principais etiologias dessa doença são mutações genéticas que afetam o funcionamento normal do nervo facial.

Manifestações clínicas

Os sintomas da neuropatia facial hereditária podem variar em gravidade e idade de início. Geralmente, a fraqueza facial ocorre de forma repentina e pode afetar qualquer lado do rosto.

Os sintomas podem ser intermitentes, com períodos de fraqueza seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa. Os músculos afetados podem variar, levando a uma série de expressões faciais assimétricas.

Tratamento

O tratamento da neuropatia facial hereditária é focado em gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Algumas abordagens incluem:

  • Exercícios de fisioterapia para fortalecer os músculos faciais e melhorar o controle dos movimentos
  • Proteção dos olhos: com o uso de lubrificantes oculares e uso de óculos de proteção.
  • Medicamentos para aliviar sintomas
  • Cirurgia para melhorar a função facial
  • Aconselhamento genético: para famílias com histórico de neuropatia facial hereditária

O que é uma neuropatia trigeminal?

A neuralgia do trigêmeo, também conhecida como nevralgia trigeminal, é um tipo de síndrome dolorosa caracterizada por dor excruciante na região do rosto, por onde passa o nervo trigêmeo.

Uma causa comum de neuralgia do trigêmeo consiste na existência de uma artéria mal posicionada, que comprime o nervo trigêmeo numa região próxima do local de onde este emerge do cérebro. Em pacientes mais jovens, na maioria das vezes, é consequência de uma lesão dos nervos, causada pela esclerose múltipla.

Nervo trigeminal

O nervo trigêmeo é o V par craniano e é um nervo misto, visto que é responsável pelas funções sensoriais e motoras.

Existem três divisões do nervo trigêmeo:

  • Divisão oftálmica ou primeira divisão (V1)
  • Divisão maxilar ou segunda divisão (V2)
  • Mandibular ou terceira divisão (V3)
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Como é feito o diagnóstico da neuropatia do trigêmeo?

diagnóstico da neuropatia do trigêmeo é clínico. Para esse diagnóstico, é preciso levar em consideração o:

  • Comprometimento da doença
  • Faixa etária do paciente
  • Histórico médico

Normalmente, é solicitada uma ressonância magnética de encéfalo, de modo a visualizar se há compressão do nervo por uma estrutura vascular ou tumor na região.

Tratamento da neuropatia do trigêmeo

Nessa doenças, os principais medicamentos são os anticonvulsivantes. Eles ajudam a amenizar a dor em choque. Os principais anticonvulsionantes utilizados são aqueles que bloqueiam os canais de sódio, visto que ajudam a cessar disparos anômalos do nervo que causam a dor.

Além disso, antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina ou nortriptilina, podem ser usados ​​para tratar a dor mais contínua. 

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Referência bibliográfica

  • ERICHFONOFF. Neuralgia do trigêmeo. Disponível aqui. Acesso em 29 de Agosto de 2023.
  • GAMA, C. Contribuição para o estudo das nevralgias do trigêmeo. Tese de docência, 1938, São Paulo.
  • NITRINI, R; BACHESCHI, L. A. A neurologia que todo médico deve saber. Acesso em 29 de Agosto de 2023.

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