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Nervo vago: o que é, anatomia e suas principais funções | Colunistas

Nervo-vago

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O
nervo vago ou pneumogástrico constitui, com o homólogo contralateral, o décimo
(X) par de nervos cranianos.
Esse nervo está incluído na porção craniana do sistema nervoso autônomo
parassimpático e, dentre os nervos cranianos, é o que possui maior área de
inervação, chegando às cavidades torácica e abdominal. Além disso, ele é um
nervo craniano branquiogênico: formado pela fusão dos nervos do quarto ao sexto
arcos faríngeos. Ele apresenta os mesmos tipos de fibras que o nervo
glossofaríngeo (IX) e utiliza, na maior parte, as mesmas regiões:

Núcleo
ambíguo: núcleo motor;

Núcleo
do trato solitário [núcleo solitário]: núcleo sensitivo para fibras gustativas;

Núcleo
espinal do nervo trigêmeo: núcleo para sensibilidade superficial;

Núcleo
dorsal do nervo vago: núcleo parassimpático.

O nervo emerge como um feixe relativamente plano entre o nervo glossofaríngeo [IX] e o nervo acessório [XI] no sulco retro-olivar do bulbo, e se estende, juntamente com os outros dois nervos, para o forame jugular. Ele também tem dois gânglios sensitivos: (gânglio superior [gânglio jugular no forame jugular ou no interior do crânio] e gânglio inferior [gânglio nodoso, externamente ao crânio]). Ainda no interior da cavidade craniana, ele recebe dois ramos: ramo meníngeo – fibras sensitivas oriundas das meninges da região da fossa posterior do crânio que possui como função a inervação da dura-máter na região da fossa posterior do crânio – e ramo auricular: passa através do canalículo mastóideo e da fissura timpanomastóidea para o meato acústico externo, suprindo a sensibilidade local.

“Figura 12.63 Local de saída do nervo vago. O nervo craniano X emerge no sulco retro-olivar, entre o local de saída do n. glossofaríngeo (cranial) e do n. acessório (caudal).” – Sobotta anatomia clínica, 12.1 Telencéfalo| Jens Waschke, Tobias M. Böckers, Friedrich Paulsen.
Figura 468, Pág. 274. SOBOTTA. Atlas de Anatomia Humana – Volumes I, II e Encarte, 21ª Ed., Editora Guanabara Koogan S. A. Rio de Janeiro, 2000.
“Figura 12.64 Nervo vago com suas modalidades funcionais de fibras, núcleos do nervo craniano e estruturas-alvo.” – Sobotta anatomia clínica, 12.1 Telencéfalo| Jens Waschke, Tobias M. Böckers, Friedrich Paulsen.

Depois
de sua saída do forame jugular, o nervo vago direito segue anteriormente à primeira parte da
artéria subclávia e posteriormente à veia braquiocefálica e à articulação
esternoclavicular para entrar no tórax. O nervo vago esquerdo desce entre as artérias
carótida comum esquerda e subclávia esquerda e posteriormente à articulação
esternoclavicular para entrar no tórax. O nervo vago tem dois gânglios, um no forame jugular
e um abaixo da base do crânio, entre os quais o nervo recebe a parte craniana do nervo acessório.
O nervo vago desce
na parte posterior da bainha carotídea entre a artéria carótida e a veia
jugular interna e dá origem aos ramos faríngeo, laríngeo superior e cardíaco
antes de atravessar a abertura torácica superior. O ramo laríngeo passa adiante
entre as artérias carótidas interna e externa para a superfície externa da
faringe, contribuindo para o plexo faríngeo. O nervo laríngeo superior acompanha a artéria e a
veia tireóideas superiores que suprem a laringe. Os ramos cardíacos do vago se
unem a partir do tronco simpático e descem para o tórax. O vago direito dá origem
a um ramo laríngeo recorrente no pescoço que se curva ao redor da artéria
subclávia direita e passa superiormente para alcançar a laringe. O nervo laríngeo recorrente
esquerdo surge do nervo
vago esquerdo no tórax e passa ao redor do arco aórtico antes de
ascender o pescoço.

– Ramo faríngeo: juntamente com o nervo glossofaríngeo
[IX], forma o plexo faríngeo e proporciona a inervação motora para os músculos
da faringe. As informações sensitivas são conduzidas pelos ramos linguais e
pelo plexo faríngeo a partir da mucosa da faringe, do istmo das fauces, da base
da língua e da entrada da laringe para o núcleo espinal do nervo trigêmeo. Os
corpos celulares dos neurônios estão localizados no gânglio nodoso (ou gânglio
inferior).

– Nervo laríngeo superior: o ramo emerge do nervo vago [X],
normalmente logo após a sua emergência do crânio, e se estende entre a artéria
carótida interna e a parede da faringe, em direção caudal até o nível da
laringe. Aqui ele se divide nos seguintes ramos:

– O ramo externo inerva o músculo
cricotireóideo;

– O ramo interno fornece
a inervação sensitiva da mucosa da laringe, acima da rima da glote.

– Ramos cardíacos cervicais superiores
e inferiores, ramos cardíacos torácicos:
os ramos se originam do nervo vago já na região cervical
e na região superior do tórax e se estendem para o coração. Em seguida, o nervo
vago atravessa a abertura superior do tórax. Os ramos cardíacos formam o plexo
cardíaco no coração. Ali, as fibras nervosas fazem contatos sinápticos com o
segundo neurônio e, em seguida, fornecem a inervação parassimpática dos átrios
cardíacos, do nó sinoatrial (parte direita do nervo vago), e do nó
atrioventricular (parte esquerda do nervo vago). Os ventrículos do coração não
são inervados pelo nervo vago.

– Nervo laríngeo recorrente: no lado esquerdo, ele se projeta da
frente para trás, em torno do arco da aorta (e forma uma alça ao redor do
ligamento arterial de Botalli). No lado direito, ele se projeta da frente para
trás ao redor da artéria subclávia e, como no lado esquerdo, se posiciona no
sulco entre a traqueia e o esôfago. Em ambos os lados, ele dá origem aos ramos
traqueais e esofágicos (ramos parassimpáticos), e se estende, mais
cranialmente, em direção à laringe, que estabelece contato, de cada lado, já
como nervo laríngeo inferior. Suas fibras se dividem e inervam – com exceção do
músculo cricotireóideo, já inervado pelo nervo laríngeo superior – todos os
outros músculos da laringe, bem como a mucosa da glote e abaixo da glote
(subglote).

    Na caixa torácica, numerosas fibras emergem
do nervo vago e formam os ramos bronquiais, o plexo pulmonar e o plexo
esofágico, para a inervação parassimpática das estruturas correspondentes.

      Abaixo da bifurcação da traquéia, fibras,
originalmente pertencentes ao nervo vago [X] esquerdo, estendem-se para a
frente e formam o tronco vagal anterior, enquanto as fibras pertencentes ao
nervo vago [X] direito se desviam posteriormente e formam o tronco vagal
posterior. Esta disposição ocorre devido à rotação do estômago, durante o
desenvolvimento embrionário. Ambos os troncos vagais entram na cavidade
abdominal, juntamente com o esôfago, através do hiato esofágico do diafragma e,
em seguida, se ramificam acompanhando os vasos sanguíneos como parte do sistema
nervoso entérico, dando origem aos seguintes ramos: ramo hepático (omento
menor), plexo hepático, ramos gástricos anteriores, plexo celíaco, gânglios
celíaco e mesentérico superior, plexo esplênico, plexo supra renal, plexo renal
e ramos intestinais. Consequentemente, eles fornecem a inervação parassimpática
das vísceras da região superior do abdome e do trato gastrointestinal. As
conexões sinápticas entre fibras pré-ganglionares e os neurônios ganglionares
ocorrem diretamente no respectivo órgão.

A região de suprimento do nervo vago [X] termina no nível da flexura esquerda do colo (ponto de Cannon-Böhm). A partir daí, a inervação parassimpática para todos os segmentos distalmente posicionados é suprida pela região sacral da medula espinal. As duas porções do sistema nervoso autônomo se sobrepõem amplamente nesta área, de tal modo que não existe um limite nítido entre a porção parassimpática craniana (nervo vago [X]) e a porção parassimpática sacral.

“Figura 12.65: Trajeto do nervo vago na região da cabeça, do tórax e do abdômen.”- Sobotta anatomia clínica, 12.1 Telencéfalo| Jens Waschke, Tobias M. Böckers, Friedrich Paulsen.

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