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Neoplasias nasossinusais e nasofaringe

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Confira um artigo completo sobre Neoplasias Nanossinusais e Nasofaringe e aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Boa leitura!

Neoplasias nasossinusais e de nasofaringe

Neoplasias Nanossinusais Benignas

Estas entidades não são comuns na rotina do médico otorrinolaringologista. Apresentam sintomatologia inespecífica, geralmente como quadro de sinusopatia crônica refratária ao tratamento, sendo muitas vezes tratada como tal por longos períodos.

A pequena experiência e a falta de suspeita da afecção faz com que seja diagnosticada tardiamente, já em estágios avançados, prejudicando as possibilidades de um tratamento efetivo.

Os diagnósticos diferenciais dos tumores que ocorrem nesta área são bastante extensos, envolvendo inúmeros tumores que podem ser classificados, de acordo com seu tipo histológico, em epiteliais, vasculares, ósseos e neurogênicos.

Dentre essas neoplasias, o diagnóstico diferencial com tumores malignos é de fundamental importância, pois se apresentam clínica e radiologicamente de forma muito semelhante, pelo menos no início, mas necessitam de um tratamento oncológico específico.

De forma geral, dentre os tumores de caráter benigno da região médio facial, os osteomas são mais frequentes, seguidos pelos hemangiomas e papilomas.

Neoplasias nasossinusais e de nasofaringe: hora da revisão!

Ao nascimento, a criança apresenta o labirinto etmoidal e o seio maxilar rudimentares e em forma de fenda, que se desenvolvem até os quinze anos de idade. Ainda no primeiro ano de vida, o seio maxilar caminha para baixo da órbita, sem alcançar o canal do nervo infra-orbitário.

No segundo ano, com a pneumatização do seio, este atinge o canal, e nos dois anos seguintes, o ultrapassa. Todo o desenvolvimento do seio maxilar depende da erupção dentária, terminando na época da descida da dentição permanente, incluindo o terceiro molar.

É importante lembrar que a altura do assoalho do seio maxilar, na infância, é maior que a do assoalho da cavidade nasal e fica ao nível do meato médio. Assim, em punções deste seio através do meato inferior, a ponta do trocater deve ser direcionada para o canto medial da órbita. Só no 9º ano de vida os assoalhos do seio maxilar e da cavidade nasal se nivelam.

O seio etmoidal tem origem na invaginação da mucosa do meato médio e superior e localiza-se entre o seio maxilar, globo ocular e cérebro. Seu crescimento depende do desenvolvimento da placa cribriforme e do teto do osso etmoidal, a chamada “fóvea etmoidalis”. Na infância, é o mais afetado por processos inflamatórios.

O seio esfenoidal surge da invaginação da mucosa para o recesso esfenoetmoidal nos primeiros anos após o nascimento. Seu processo de pneumatização continua, invadindo o osso esfenoide até a adolescência.

O seio frontal se origina da parte anterior do meato médio (recesso frontal), ou de uma célula etmoidal anterior que invade o osso frontal. Em 4% dos indivíduos o seio frontal não se desenvolve.

Seu desenvolvimento completo ocorre por volta dos 20 anos de idade. O crescimento da base do crânio e de suas fossas anterior e média está centrado nos ossos esfenoide e etmoide, com os quais toda a arquitetura óssea neural e visceral relacionam-se anatômica e funcionalmente.

Tumores epiteliais

São originários da chamada membrana Scheneideriana, formada a partir do ectoderma invaginado da placa olfatória. A histologia do papiloma é idêntica e continua-se com a mucosa da nasofaringe, a qual é de origem endodérmica. Os papilomas de cavidade nasal, originados da mucosa da mesma, derivada do ectoderma, podem ser de três distintas categorias: cilíndrico (oncocítico), evertido (fungiforme ou exofítico) e invertido.

Papiloma Cilíndrico

São raros e contribuem apenas com 3% dos papilomas nasossinusais, sendo caracterizados histologicamente por epitélio oncocítico e abundantes cistos com mucina. A apresentação clínica não é bem definida devido ao pequeno número de casos disponíveis na literatura mundial. O sintoma mais comum é a obstrução nasal unilateral, podendo estar presente epistaxe unilateral e dor. O epitélio pode ainda sofrer transformação maligna levando a diferentes tipos de carcinoma invasivo.

Imagem de um TC coronal mostrando velamento do seio maxilar direito.

Imagem: Papiloma oncocítico. TC coronal mostrando velamento do seio maxilar direito. Fonte: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992009000200026&script=sci_arttext&tlng=pt.

Papiloma Evertido

Tem sua origem quase exclusiva no septo nasal anterior, tanto que são ditos papilomas septais, uma vez que os tipos cilíndricos e invertidos ocorrem mais comumente em parede lateral e seios.

A histologia mostra papilas uniformes com tecido fibrovascular coberto com células escamosas hiperplásicas não queratinizadas, qualidade esta que os diferencia dos papilomas queratinizados do vestíbulo nasal.

São chamados papilomas moles pelo fato de ao toque serem amolecidos e facilmente sangrantes. O tratamento consiste na excisão e cauterização da base para prevenir recorrência.

Diagnósticos diferenciais incluem granuloma piogênico e hemangiomas de septo. Também chamados de papilomas moles, representam 50% de todos papilomas, existindo relação entre a infecção pelo HPV 6 e 11 e o desenvolvimento de papiloma evertido.

SE LIGA! Os papilomas evertidos são limitados, não apresentando progressão para transformação maligna (ausência de mitoses ou alterações celulares), sendo normalmente assintomáticos, mas podendo causar irritação e epistaxe.

Imagem TC Observe o velamento da fossa nasal esquerda.

Imagem: Papiloma evertido. Observe o velamento da fossa nasal esquerda. Fonte: Aula SanarFLix.

Papiloma Invertido

O papiloma invertido (PI) histopatologicamente representa a invaginação ou inversão do epitélio para o interior da membrana basal, estando a linha do estroma intacta.

É um tumor benigno localizado na parede externa da fossa nasal, principalmente no meato médio e cornetos médio e inferior. Apresenta-se como formação de cacho de uva, couve-flor ou pólipo, com coloração rósea ou esbranquiçada, fibroso e consistente, podendo ocupar toda a fossa nasal.

Imagem sobre o Aspecto em cacho de uva de lesão causada por papiloma invertido.

Imagem: Aspecto em cacho de uva de lesão causada por papiloma invertido. Fonte: Aula Sanarflix.

A etiologia do PI é desconhecida. O HPV tem sido implicado, particularmente os tipos 6, 11, 16, 18 e 33, porém há controvérsias de seu envolvimento tanto na gênese quanto no prognóstico, sendo possível que o papiloma invertido com transformação maligna possa estar relacionado com o HPV 16 ou 18.

Novos estudos, analogamente aos tumores malignos nasais, propõem uma etiologia ocupacional, uma vez que o nariz é a primeira linha de defesa do trato respiratório, por terem encontrado um alto grau de exposição a diferentes tipos de fumaças, poeiras e aerossóis nos grupos afetados.

Clinicamente, o sintoma mais comum é a obstrução nasal unilateral, frequentemente associada a rinorreia mucopurulenta, epistaxe, hiposmia, dor facial e deformidades, entretanto não existem sintomas típicos para este tumor.

Pode ser encontrado em todas as idades, todavia tem pico de incidência entre a 5 e a 6 a décadas de vida, com um predomínio masculino na proporção de 3:1. Sua incidência gira em torno de 1,5 casos para 100.000 habitantes. A história de cirurgias nasais prévias, como polipectomias ou septoplastias, é comum.

SE LIGA! Embora de caráter benigno, pode se malignizar em carcinoma entre 5% e 15% dos casos, além de ser muito recidivante.

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