O PARAMEDIC2, estudo randozimado e duplo-cego, comparou a administração de um placebo e epinefrina em pacientes com PCR no âmbito pré-hospitalar. O desfecho buscou analisar a sobrevida do grupo de pacientes estudado em 30 dias.
Quanto aos protocolos da American Heart Association no que concerne ao uso de epinefrina na parada caradiorrespiratória estamos todos cientes. Mas qual o benefício real do uso da droga em PCR no contexto extra-hospitalar?
Metodologia do estudo
Foi realizado um estudo randomizado, duplo-cego, com 8.014 pacientes, encabeçado pelo International Liaison Committee.
Paramédicos do NHS do Reino Unido administraram epinefrina EV em 4.015 pacientes e salina (placebo) em 3.999 pacientes vítimas de PCR extra-hospitalar. O desfecho principal do estudo consistiu na avaliação da sobrevida em 30 dias. Como análise secundária, foram incluídas a taxa de sobrevida até a alta hospitalar com desfecho neurológico adequado.
Afinal, quais os achados do estudo?
Ao fim dos 30 dias, 130 pacientes (3,2%) do grupo da epinefrina e 94 pacientes (2,4%) do grupo placebo encontravam-se vivos, com intervalo de confiaça I.C de 95%.

Ou seja…
O uso de epinefrina no contexto de PCR extra-hospitalar apresentou indução da maior taxa de sobrevivência ao longo de 30 dias, em comparação ao grupo placebo. Contudo, não houve diferença significante com relação ao desfecho neurológico até a alta hospitalar.

Confira o estudo na íntegra em: