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Monitorização da glicemia em pacientes portadores de Diabetes Mellitus | Colunistas

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Saiba mais como funciona a monitoração da glicemia em pacientes portadores de diabetes mellitus!

O diabetes mellitus (DM) é um grupo de doenças metabólicas, com diversas etiologias, caracterizado por hiperglicemia. Suas principais etiologias são o diabetes melito tipo 2 (DM2), correspondendo entre 90 a 95% dos casos, e o diabetes melito tipo 1 (DM1), correspondendo entre 5 a 10% dos casos. Ambos os tipos estão associados a complicações graves consequentes das flutuações agudas da glicemia e hiperglicemia crônica.

É categorizada como um grave problema de saúde pública mundial, com um número cada vez maior de pessoas acometidas e da sua morbimortalidade. Segundo a OMS, a glicemia elevada é o terceiro fator, em importância, da causa de mortalidade prematura. Devido à falta de conscientização de governos, sistemas de saúde pública e dos profissionais de saúde em considerar a relevância e complicações do diabetes.

Importância do controle glicêmico

Metas glicêmicas

O objetivo principal do tratamento do diabetes melito é diminuir as complicações microvasculares e macrovasculares. E essa meta pode ser adquirida por meio de um controle de glicemia através da hemoglobina glicada (HbA1c), as glicemias capilares diárias e monitorização contínua de glicose em líquido intersticial.

Hemoglobina glicada: É o exame padrão-ouro para avaliar o controle metabólico do indivíduo com DM. Os níveis de Hb1Ac têm relação direta com as complicações microvasculares, com isso, as metas devem alcançar a redução da Hb1Ac, como medida eficaz de intervenção no DM. Ela possibilita estimar os níveis glicêmicos nos últimos 3 a 4 meses. O valor de recomendação pode variar dependendo da sociedade científica, observamos na tabela abaixo. Vale ressaltar a importância da individualização de cada paciente.

Sociedade HbA1c (%)
ADA < 7,0
IDF < 7,0
AACE < 6,5
SBD < 7,0
ADA: Associação Americana de Diabetes; IDF: Federação Internacional de Diabetes; AACE: Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos; SBD: Sociedade Brasileira de Diabetes.

                No Brasil, a aferição da Hb1Ac pode ser feita por meio de uma pequena gota de sangue no local do atendimento, sem a necessidade do jejum alimentar. Esse teste facilitaria a tomada de decisões no momento da consulta, sem a necessidade de aguardar pelo resultado laboratorial (método mais comum).

Automonitorização diária da glicemia capilar: Carrega grandes benefícios por diminuir o risco de complicações agudas, como cetoacidose e hipoglicemia, além de permitir que o paciente correlacione os determinantes da glicemia em tempo real com alimentos, estresse ou prática de atividade física, já que pode ser realizado em diversos momentos do dia. Sendo um método útil na avaliação do controle glicêmico, de modo complementar à dosagem de Hb1Ac e na decisão sobre dose de insulina a ser administrada, permitindo ajustes de insulina de maneira retrospectiva, com base nos resultados obtidos e registrados pelo próprio paciente.

            A aferição é realizada com uma gota de sangue capilar oriunda de um pequeno furo na ponta do dedo e depois colocada em uma fita biossensora descartável acoplada ao glicosímetro. O glicosímetro quantifica a glicose plasmática, e essa monitorização está indicada para pacientes com todos os tipos de diabetes.

                                    Imagem disponível em: https://www.assistenciafarmaceutica.far.br/como-orientar-o-paciente-em-relacao-aos-glicosimetros-cancelados-pela-anvisa/

Sistema de monitorização contínua de glicose (SMCG) em líquido intersticial: Composto por aparelhos pouco invasivos que registram e exibem o valor, a direção e a magnitude da alteração dos níveis de glicose intersticial, pelo sensor subcutâneo. É composto por:

  1. Sensor de glicose, com inserção subcutânea, medindo de modo contínuo os níveis de glicose intersticial;
  2. Um transmissor conectado ao sensor;
  3. Um receptor exibindo dados de glicose.
  4. SMCG clássicos:

Fornece 288 leituras de glicose em 24h, com medidas de glicose a cada 10 segundos, armazena os dados pela média dos valores obtidos a cada 5 minutos. Vale ressaltar que os valores da glicemia registrados nos leitores apresentam um atraso de 10 a 15 minutos quando comparados com a glicemia capilar.

                                    Imagem disponível em: https://www.nasgp.org.uk/resource/diabetes-dexcom-g6-for-continuous-glucose-monitoring-artificial-pancreas/

SMCG modernos

Sistema Flash de monitorização da glicose: Um dispositivo novo lançado em 2014, no qual, não é necessário a punção no dedo como é feito na glicemia capilar. Ele utiliza a glicose oxidase e o elemento do ósmio como transmissor de eletricidade. Então, o paciente passa o leitor por cima do sensor localizado na região posterior do braço. Ele mede a glicemia a cada minuto, acumulando os números a cada 15 minutos. O sensor deve ser lido a cada 8 horas, visto que, após esse tempo, sua memória é perdida. Já no leitor, a memória pode ser acumulada por 3 meses.

Monitorização além da Hb1Ac

Média e desvio-padrão da glicemia: O desvio-padrão avalia a variabilidade glicêmica, idealmente deve ser inferior a 50mg/dL ou de, no máximo, 1/3 da média das glicemias. Com isso, quanto maior o desvio-padrão, mais instável é a glicemia, produzindo uma Hb1Ac com valores ideais à custa de hipoglicemia.

Tempo no alvo: É um método de controle novo, esse método é realizado com o uso de sensor contínuo de glicose, no qual, indica por quanto tempo o paciente permaneceu com as glicemias entre 70 e 180mg/dL, no período selecionado.

Conclusões

            O controle glicêmico é de suma importância para manter os níveis de glicose adequado no nosso organismo, com o intuito de evitar lesões micro e macrovasculares ocasionadas pela hiperglicemia ou hipoglicemia, nas quais, contribuem para o aumento da mortalidade, redução da qualidade de vida e aumento dos custos no tratamento da doença. Hoje, existem diversos modelos de monitorização da glicemia, onde cada paciente será orientado para aderir o modelo que seja compatível com a sua necessidade.

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O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

  • Vilar L, Endocrinologia Clinica, 6ª Ed. Editora Guanabara Koogan
  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de diabetes 2019-2020. Editora Clannad.

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