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Mitos e verdades sobre a alimentação infantil | Colunistas

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A infância se caracteriza por um período de intenso desenvolvimento, processo que exige uma gama de fatores, como regulação hormonal e disponibilidade de nutrientes. Nessa etapa, a criança também está aprimorando seu paladar e sua afinidade por texturas e cheiros, o que pode dificultar a ingestão de alimentos que sejam potencialmente nutritivos.

Além disso, a intensa globalização deixa mais fácil o acesso a ‘comidas gostosas e rápidas’, porém com baixo valor nutricional, interferindo diretamente na dieta infantil e culminando em crianças com altos índices de gordura corporal e carência de vitaminas e minerais.

A alimentação nos
primeiros anos da criança deve contar com certo equilíbrio entre o ganho e o
gasto de calorias, deixando um excesso para velocidade de crescimento sem
saturar o organismo – comer bem não deve ser sinônimo de comer muito. Todavia,
atualmente, sabe-se que condições como sobrepeso e obesidade atingem proporções
epidêmicas, circunstâncias que aumentam efeitos danosos à saúde, sendo fator de
risco para doenças cardiovasculares, ortopédicas, metabólicas e até mesmo
psicológicas.

Desse modo, a
alimentação infantil é um assunto que gera muita inquietação nos pais, que
recebem informações de várias fontes, essas que nem sempre são verdadeiras e
acabam prejudicando mais do que ajudando. Com isso, a seguir trago mitos e
verdades sobre a alimentação infantil, no intuito de auxiliar na implementação
de uma alimentação saudável e gostosa aos pequeninos.

“O leite
materno é insuficiente depois do segundo mês, de modo que eu devo adicionar
frutas e sucos na alimentação do bebê”

MITO! De acordo com a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de idade, já que atende todas as necessidades nutricionais, além de conferir proteção imunológica, prevenir obesidade e contribuir para a interação mãe-filho.

A introdução de frutas deve ser feita apenas após o segundo semestre de vida, sendo realizada de forma lenta e gradual para adequar o paladar do bebê. Elas devem ser oferecidas in natura, amassadas e em colheradas – com uma colher de plástico da largura da boca da criança.

O oferecimento de
sucos de frutas também não é indicado, já que possuem altas concentrações de
açúcares e baixos índices de fibras. Além disso, não se recomenda a introdução
de água, chás, vitaminas de frutas, caldos ou qualquer outro tipo de alimento. Também
é vetada a ingesta de alimentos como açúcar, café, enlatados, embutidos,
frituras, refrigerantes e industrializados.

Dica: caso a mãe não tenha como estabelecer o aleitamento materno em livre
demanda, a dica é armazenar. O frasco deve ser de vidro, esterilizado e
indicado com o dia da coleta, podendo ser armazenado 12 horas na geladeira, 15
dias no freezer (temperatura de -3°C)
e 6 meses se pasteurizado e no freezer. Antes
de oferecer ao bebê o leite deve ser descongelado em banho maria e só poderá
ser utilizado em até 24 horas – descartando o restante após esse período.

“Tenho
sorte por meu filho preferir frutas e verduras e não comer carboidratos, assim
ele fica mais saudável”

MITO! A criança necessita de todos os tipos de nutrientes para seu desenvolvimento,
de modo que sua alimentação deve ser diversificada com todos os grupos
alimentares e ‘colorida’, garantindo equilibrado oferecimento de aminoácidos,
oligossacarídeos, vitaminas e minerais.

Dica: o website choosemyplate.gov pode auxiliar oferecendo ideias e dicas para a
composição de pratos equilibrados, esses que também priorizam variedade,
acessibilidade, quantidade e nutrição. Envolver a criança no preparo de
diferentes alimentos também é interessante, de modo que ela sentirá vontade de
comer aquilo que ela fez.

“Meu filho precisa de suplementação
de vitaminas e minerais na fase de crescimento, já que a alimentação é insuficiente”

MITO! De modo geral, uma alimentação balanceada e variada é suficiente para o fornecimento de vitaminas e minerais necessários para o desenvolvimento da criança. Todavia, existem algumas exceções, como a vitamina K, já que tanto no colostro quanto no leite materno as quantidades são insuficientes e não se tem maturidade de microbiota intestinal da criança para sua produção.

Assim, faz-se 1mg de vitamina K intramuscular logo após o nascimento a fim de evitar doença hemorrágica do recém-nascido. Além disso, faz-se suplementação de vitamina D em todos os lactentes a partir do 7º dia de vida e de ferro a partir dos 3 meses, sendo ambas soluções mantidas até os 2 anos. Em áreas de risco a OMS também preconiza a reposição de vitamina A até os 6 anos.

Dica: para que a criança tenha o
suprimento necessário de nutrientes, ofereça opções para ela, tente diferentes
consistências e apresentações. É normal que a criança não goste de tudo, mas os
responsáveis não devem chantagem ou brigar, já que ela está formando seu
paladar e terá mais êxito se gostar da experiência de ‘experimentar coisas
novas’.

“A criança precisa receber alimentos
espessos e com casca para auxiliar no seu desenvolvimento”

VERDADE! Durante a inserção alimentar devem ser introduzidos alimentos
com diferentes consistências, fato que é importante para desenvolver o paladar
do bebê para diferentes texturas. Além disso, a criança irá utilizar as
gengivas, promover o desenvolvimento da dentição e da coordenação, estimular o
amadurecimento da musculatura da face e incentivar os movimentos da língua e
dos maxilares. A consistência deverá evoluir a partir da inserção dos alimentos
aos 6 meses, sendo que por volta dos 12 meses a criança poderá estar comendo a
“comida da família”.

Dica: nunca usar liquidificador, mixer ou peneira no preparo do
alimento das crianças, mas sempre amasse com um garfo ou uma colher. As frutas
podem ser picadas em pedaços menores, amassadas e inseridas com casca –
priorizar alimentos orgânicos devido à grande concentração de agrotóxicos. Todo
o período de alimentação da criança deve ser intensamente observado para
prevenir complicações como engasgamento.

“Peixe causa alergia em crianças menores que 1
ano, então sua inserção deve ser após esse período”

MITO! Anteriormente a inserção de alimentos alergênicos era feita de forma gradual, introduzindo itens como ovo e glúten a partir do décimo mês. Todavia, a recomendação mais recente é de que a introdução gradual se inicie já no 6º mês com oferecimento de carne vermelha, peixe, frango e ovo – independente do histórico familiar de alergia alimentar.

Isso é preconizado para reduzir possíveis alergias, visando promover adaptação imunológica precoce, num período fundamental da formação da microbiota intestinal. O glúten deve ser oferecido entre os 6 e 11 meses de vida, mas não em grandes quantidades. Sabe-se que a introdução junto ao aleitamento materno protege de alergias quando comparada com a introdução precoce isolada.

“Meu filho experimentou um alimento, não gostou e
já rejeitou duas vezes, então não devo mais oferecer esse item”

MITO! Evidências científicas comprovam que o alimento deve ser
oferecido para a criança cerca de 8 a 10 vezes até que se tenha certeza de que
ela não gosta do sabor. Todavia, se a criança tiver tendência a recusar
alimentos diferentes com frequência, diferentes combinações, texturas e sabores
devem ser instituídos para que o paladar se acostume com a inserção da comida.

Dica: A criança tende a seguir
exemplos para compor seu padrão alimentar. Com isso, pais, amigos e crianças
mais velhas que participem da convivência diária devem se alimentar
corretamente e com uma variedade de alimentos para que a criança tenha vontade
de seguir os passos de pessoas que ela admira. Além disso, é importante que a
criança tenha apoio durante o período da refeição, não forçando nem brigando
para que ela ingira o alimento, podendo também tentar minimizar distrações
durante as refeições, pois a criança perde interesse facilmente.

 “A criança
sempre tem que limpar o prato de comida”

MITO! Desde o aleitamento materno a criança deve ter a autonomia
para parar de comer quando se sentir saciado. Isso é importante para que não
tenha excesso de calorias, condição que auxilia no desenvolvimento de obesidade
e outras patologias. Com isso, a criança deverá receber dos pais a liberdade de
interromper sua alimentação caso a quantidade de comida servida seja superior à
sua capacidade.

Dica: para que a criança coma somente o necessário é preciso que os
pais coloquem apenas o necessário no prato. Além disso, picar em pedaços
pequenos, estimular a ingestão de pequenas porções e incentivar a mastigação
prolongada antes da deglutição são ações eficazes na compreensão da saciedade e
na prevenção de obesidade.     

Autor (a): Isabella Rezende Santos

Instagram: @bellars14         

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