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Minha experiência no internato de Obstetrícia | Colunistas

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Partindo do princípio de que a Obstetrícia é a especialidade que cuida de toda a saúde da mulher em seu período gestacional, durante a gravidez, no parto e no puerpério, minha experiência no internato de obstetrícia foi um dos melhores momentos, uma vez que nos deparamos com a real situação da população acerca do entendimento sobre o que é a gestação, seus períodos e suas características.  

O médico obstetra, não somente precisa estar atento à mãe, mas também ao feto, tendo assim uma responsabilidade dobrada perante a saúde de ambos¹.

Qual a importância da Obstetrícia no internato?

A importância da Obstetrícia no internato se dá por meio da atenção voltada para a saúde da gestante, uma vez que o médico precisa estar atento a todas as modificações fisiológicas que ocorre no corpo da mulher, bem como ter o jogo de cintura de aconselhá-la de maneira correta sobre como agir em situações específicas, como ameaças de aborto ou trabalho de parto, seja prematuro ou não; além de ter atenção voltada para a especificidade de cada semana gestacional.

Sendo assim, ocorre a desenvoltura da sabedoria do que acontece em cada período, quais os exames complementares necessários, testes de triagem neonatal (tipagem sanguínea, sífilis, hepatites B e C, rubéola, toxoplasmose, HIV, urina 1, glicemia), quais as mudanças normais e anormais, capacidade de orientar sobre os tipos de parto, suas vantagens e desvantagens e fazer com que a paciente sinta-se acolhida, onde quer que seja o seu atendimento.

Também é de grande importância a visibilidade do quanto a mulher está ganhando espaço e independência perante seus desejos, pois as condutas atuais são todas voltadas dependentes da vontade de cada paciente, como receber analgesia ou não, qual o tipo de parto desejado, realizar força ou deambulação, entre outros.

O aluno estará atento para as características da consulta de pré-natal e puerpério. A consulta do pré-natal baseia-se, dependendo do período gestacional, de uma anamnese bem feita, exame físico geral, exames para verificar a vitalidade fetal, exames complementares como o ultrassom, ouvir as queixas e dúvidas e saber aconselhá-las¹. Com o passar do curso, é possível verificar o quanto essas consultas são importantes para o nascimento de um bebê saudável, já que algumas doenças como a sífilis congênita, diabetes gestacional e hipertensão arterial ainda estão muito presentes².

Colocará em prática o preconizado pelas diretrizes do Ministério da Saúde, as quais estão focadas no atendimento e tratamento de qualidade e visando sempre a humanização, assim como as recomendações da OMS que cercam diminuir intervenções desnecessárias, utilização de tecnologias específicas e sofisticadas no atendimento, trabalho multidisciplinar, não se esquecer da necessidade familiar como um todo, inclusão da opinião da mulher nas tomadas de decisões².

O aprendizado não termina no pré-natal, pois ainda há o puerpério, momento em que o profissional da saúde precisa continuar avaliando a saúda materna, quais as situações que impõem riscos, orientações sobre amamentação e cuidados pós-operatórios e continuar atento para a situação psicológica da mulher e da família².

O que mais gostei

O que mais chamou minha atenção foi o fato de que a gestação é um momento importante no quesito de a mulher conhecer ainda mais sobre si mesma, suas descobertas para com o seu corpo e seus sentimentos com a presença de uma nova vida sendo gerada. O médico então é capaz de perceber o quão importante é o cuidado e a orientação relacionados a cada paciente durante o atendimento.

O que menos gostei

Porém, nem tudo são flores. Também encontraremos inúmeros momentos de dificuldades e tristezas, como por exemplo, quando somos obrigados a reagir a um aborto espontâneo ou a uma gravidez indesejada ou quando alguma paciente não realizou os devidos tratamentos durante o período gestacional e traz consigo as complicações. Temos que lidar com nossas emoções e, ao mesmo tempo, de cada paciente que está diante de nós.

Conclusão

Portanto, seja como médico formado ou estudante em seu internato, a obstetrícia nos torna cada vez mais humanos e esperançosos diante de uma nova vida que está por vir.

Dica

Vale como dica lembrar sempre que cada paciente é diferente, que devemos ser o mais humano possível e que todos têm direito de escolha sobre si e seu corpo. Atenção e cuidado são imprescindíveis em todo e qualquer momento da nossa formação. O futuro está nas mãos de cada profissional e cabe a nós estender a mão e modificar os pontos fracos.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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Referências:

  1. MARQUINI GV, PELA LB, MARTINS KC, GIRÃO M, SARTORI MG. Ginecologia e Obstetrícia – “Medicina” ou “Missão” baseada em evidências? Revista Médica de Minas Gerais, 29: e-2043. Publicado em 19/08/2019.
  2. FILHO, AM et a. Pré-Natal e Puerpério, Atenção qualificada e humanizada. Caderno nº 5. Manual técnico. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília – DF, 2006.

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