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Membros Superiores (MS): como são formados?

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Esclareça, nesse artigo, todas as suas dúvidas sobre os Membros Superiores e, ao final, confira alguns artigos relacionados ao tema.

Bons estudos!

Os Membros Superiores

O esqueleto apendicular superior é caracterizado por sua mobilidade e capacidade de executar atividades motoras finas. Pode ser dividido em 4 segmentos principais:

  1. o ombro e cintura escapular, formada pelo complexo musculoarticular do ombro;
  2. o braço, segmento mais longo que vai da articulação do ombro até o cotovelo;
  3. o antebraço, que vai do cotovelo ao punho;
  4. e a mão, que consiste no punho, palma, dorso da mão e dedos.

Os dois membros superiores estão unidos ao tronco (esqueleto axial) apenas anteriormente pelo esterno, e a movimentação de cada membro é independente do outro.

A cintura escapular é o segmento mais proximal do esqueleto apendicular superior e se superpõe a partes do tórax e dorso. A cintura escapular é formada por dois ossos: a clavícula (componente anterior) e a escápula (componente posterior).

Membros Superiores: o componente ósseo

A clavícula é o osso que une o esqueleto apendicular superior com o tronco e funciona como um suporte móvel para a escápula se mover. Embora seja longa, não possui canal medular (como os ossos longos). Pode ser dividida em corpo e extremidades esternal e acromial.

A extremidade esternal tem forma alargada e triangular, compondo a articulação esternoclavicular; já a extremidade acromial é plana, fazendo parte da articulação acromioclavicular. Possui a forma de “S”, sendo os dois terços mediais convexos anteriormente, e o terço lateral, côncavo.

Imagem ilustrativa da Clavícula – visão superior e inferior.

Imagem: Clavícula – visão superior e inferior. Fonte: Netter, 2015.

A escápula é um osso plano, triangular, situado na face posterior do tórax, ao nível da 2ª a 7ª costelas. Sua face posterior é convexa e possui a espinha da escápula, que a divide em fossa supraespinal e infraespinal. Medialmente, a espinha escapular apresenta o tubérculo deltoide, ponto de fixação do músculo deltoide. A face anterior é côncava e forma uma grande fossa subescapular. Essas três fossas são superfícies ósseas onde se fixam os músculos.

A espinha da escápula se continua lateralmente como o acrômio, que forma o ponto mais proeminente do ombro e se articula com a extremidade acromial da clavícula. Na superfície lateral há a cavidade glenoidal, uma fossa oval, côncava e rasa, com direção anterolateral, que se articula com o úmero.

Imagem: Cintura escapular (anteriormente). Fonte: Netter, 2015.

Imagem ilustrativa da Cintura escapular (anteriormente).

 

Imagem: Cintura escapular (posteriormente). Fonte: Netter, 2015.

Imagem ilustrativa da Cintura escapular (posteriormente).

A Articulação

A articulação esternoclavicular é o único ponto de transmissão de choques do membro superior para o esqueleto axial; é sinovial do tipo selar e dividida em dois compartimentos por um disco articular. Este disco está fixado aos ligamentos esternoclaviculares anterior e posterior e ao ligamento interclavicular. O ligamento interclavicular se estende de uma clavícula a outra, na extremidade esternal superior, o que torna a articulação muito forte.

Imagem ilustrativa da Articulação esternoclavicular.

Imagem: Articulação esternoclavicular. Fonte: Netter, 2015.

A articulação acromioclavicular também é sinovial, plana, formada pela extremidade acromial da clavícula e acrômio da escápula. A membrana fibrosa reveste a cápsula articular; internamente, é revestida pela membrana sinovial. Essa articulação é reforçada pelo ligamento acromioclavicular, ligamento coracoacromial e pelo ligamento coracoclavicular, que é composto pelo ligamento conoide e trapezoide.

SAIBA MAIS: A articulação acromioclavicular (AC) propriamente dita é fraca, sendo facilmente lesada por um golpe direto. Em esportes de muito contato, como futebol americano e artes marciais, uma queda sobre o ombro ou sobre o MMSS estendido não raro leva a luxação da articulação AC.

Membros Superiores: o componente muscular

Músculos toracoapendiculares anteriores

Juntos, movem o cíngulo do membro superior; são eles: peitoral maior, peitoral menor, subclávio e serrátil anterior.

O peitoral maior origina-se na metade medial da clavícula, face anterior do esterno e seis cartilagens costais superiores, insere-se na lateral do sulco intertubercular do úmero e tem a função de aduzir e rodar medialmente o úmero e mover a escápula anterior e inferiormente.

O peitoral menor origina-se nas costelas 3 a 5, próximo de suas cartilagens costais; insere-se na margem medial e face superior do processo coracoide da escápula; e tem a função de estabilizar a escápula, deslocando-a anteroinferiormente.

O subclávio origina-se na junção da 1ª costela e sua cartilagem costal; insere-se na face inferior do terço médio da clavícula; e tem a função de fixar e deprimir a clavícula.

O serrátil anterior origina-se nas faces externas das laterais das costelas 1 a 8, insere-se na face anterior da margem medial da escápula e tem a função de protrair (ato de empurrar) a escápula, mantê-la contra a parede torácica e girá-la.

Músculos toracoapendiculares posteriores

Trapézio, latíssimo do dorso, levantador da escápula, romboide menor e romboide maior.

O trapézio origina-se no terço medial da linha nucal superior, protuberância occipital externa, ligamento nucal e processos espinhosos das vértebras C7 a T12, insere-se no terço lateral da clavícula, acrômio e espinha da escápula, e tem a função de retrair a escápula e girar a cavidade glenoidal superiormente.

O latíssimo do dorso origina-se nos processos espinhosos de T7 a T12, fáscia toracolombar, crista ilíaca e 3 costelas inferiores, insere-se no assoalho do sulco intertubercular do úmero e tem a função de estender, aduzir, girar medialmente o úmero e elevar o corpo em direção aos braços durante escaladas.

O levantador da escápula origina-se nos tubérculos posteriores dos processos transversos das vértebras C1 a C4, insere-se na margem medial da escápula superior e tem a função de elevar a escápula e girar sua cavidade glenoidal inferiormente.

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