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As melhores residências em Mastologia

Melhores residências em Mastologia - Sanar

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No Brasil, discutir e definir as melhores residências em Mastologia é uma tarefa que pode ser difícil, uma vez que não existe nenhum estudo com metodologia para estabelecer um ranking, por exemplo.

Apesar disso, ao longo desta publicação, apresentaremos um panorama geral da especialidade e, principalmente, uma relação de algumas das instituições que são consideradas referências quando pensamos nas melhores residências em Mastologia. Saiba mais!

Mastologia

A Mastologia é a especialidade médica que estuda, diagnostica, trata e previne as doenças, alterações congênitas e adquiridas das mamas ou a elas relacionadas, tanto em mulheres quanto nos homens promovendo e executando, à luz do que dispõe a ciência médica, os meios terapêuticos – cirúrgicos, reparadores e clínicos – necessários.. O especialista tem tido grande destaque no meio médico nos últimos anos por conta do aumento no número da incidência de câncer de mama. 

A doença é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres na maior parte do mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a taxa de mortalidade por câncer de mama aumentou 33,6% nos últimos 35 anos. Infelizmente, a tendência é que essa taxa continue aumentando.

A Mastologia é uma área que está evoluindo devido ao avanço tecnológico, que vem possibilitando a descoberta de novas formas de tratamento/exames e um maior conhecimento sobre as doenças da mama.

A padroeira da Mastologia e protetora das enfermidades nas mamas é Santa Ágatha, mártir que teve sua mama retirada em tortura cujo dia de comemoração é em dia 05 de fevereiro, mesma data escolhida para celebrar o especialista e difundir a importância da mamografia no diagnóstico precoce da neoplasia mamária.

O médico mastologista

A abordagem clínica e acompanhamento ambulatorial dos pacientes são muito importantes e preenchem boa parte do seu cotidiano, lidando com doenças benignas e malignas que acometem as glândulas mamárias.

Além do conhecimento técnico a respeito da fisiologia dessas glândulas, ao mastologista também é necessário conhecimentos oncológicos de quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia, entre outras opções de tratamento para câncer de mama e conhecimentos de biologia molecular relacionados às doenças mamárias. Normalmente, o ginecologista a partir dos exames de rotina, seja de imagem ou no próprio exame físico, ao encontrar alterações mamárias, encaminha o paciente ao mastologista.

Apesar de os casos de câncer de mama serem o foco da maioria dos profissionais, existe boa demanda de patologias benignas, que requerem orientações, terapias medicamentosas e cirurgias.

Além de dominar as patologias mamárias, o mastologista deve saber diagnosticá-las da melhor maneira e com menor morbidade. As habilidades terapêuticas indicadas vão desde a boa condução das consultas, elevado raciocínio clínico até o tratamento cirúrgico.

O mastologista também deve saber lidar com o paciente oncológico, que possui perfis variados. Alguns demonstram grande ansiedade em relação ao diagnóstico, enquanto outros têm postura mais branda no enfrentamento do processo de adoecimento. Por isso, o tato na relação médico-paciente é fundamental.

O bom mastologista do futuro deve trabalhar de forma multidisciplinar; saber se comunicar com o radiologista, oncologista e radioterapeuta; compreender todas as particularidades que envolvem o manejo de pacientes com câncer de mama ou com alto risco para a doença; e precisará entender muito sobre tratamento sistêmico, pois 30% dos pacientes receberão tratamentos sistêmicos obrigatoriamente.

Segundo a Demografia Médica de 2018, o Brasil possui 2219 médicos mastologistas (o que representa 0,6%) e o perfil consiste em um profissional de em média 45 anos, 50,7% são mulheres e com distribuição de 1,07 profissionais a cada 100 mil habitantes. Por região, a quantidade de mastologistas é irregular e se dá, da seguinte maneira: Norte 4,1%, Nordeste 20,9%, Sudeste 52,7%, Sul 13,8% e Centro-Oeste 8,5%.

A rotina do mastologista

A Mastologia é uma especialidade clínica e cirúrgica. O mastologista possui atuação ambulatorial e cirúrgica em Hospitais Universitários, públicos ou no consultório particular, como autônomo sendo cirurgião principal de sua equipe ou auxiliando outras equipes. Em hospitais públicos, pode ser contratado para realizar acompanhamento ambulatorial e cirúrgico a serviço do hospital ou se dedicar à docência.

O especialista, geralmente, recebe pacientes encaminhados por alterações em exames de rastreamento, queixas clínicas de origem mamária, seguimento de pessoas de alto risco de desenvolver o câncer de mama ou aqueles que já estão em tratamento com oncologistas ou ginecologistas. 

Apesar de o mastologista ter capacidade para atender qualquer público, desde homens a mulheres, crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentam doenças mamárias, seu maior público são as mulheres acima de 40 anos, visto que precisam realizar anualmente a mamografia.

Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) é uma entidade filiada à Associação Médica Brasileira (AMB) e congrega aproximadamente 2000 sócios, dos quais 1100 são membros titulares.

Em 1957, foi criado o primeiro serviço especializado em Patologia Mamária, no Instituto Nacional de Câncer no Rio de Janeiro, sob a chefia de Alberto Lima de Morais Coutinho.

Depois do I Curso de Patologia Mamária, realizado por este serviço no Rio de Janeiro, no dia 16 de junho de 1959, foi fundada a Sociedade Brasileira de Patologia Mamária, mais tarde denominada Sociedade Brasileira de Mastologia, tendo sido Alberto Lima de Morais Coutinho seu primeiro presidente e um dos mais importantes apoiadores da mastologia no Brasil.

Missão

  • Levar atualização e educação continuada a todos os mastologistas.
  • Habilitar médicos com título de especialista em mastologia.
  • Estimular o rastreamento do câncer de mama em nível público e privado.
  • Participar das políticas públicas de saúde.
  • Desenvolver ações que visem diminuir a morbidade (física e emocional) e a mortalidade dos portadores de câncer mamário.

Visão

  • Aumentar a cobertura dos programas de rastreamento em câncer de mama.
  • Desenvolver programas de atualização e educação continuada em todos os Estados brasileiros.
  • Evitar mulheres mastectomizadas, reparando as já operadas e estimulando a reconstrução imediata.
  • Incluir o voluntariado na tomada de decisões dos serviços de referência.
  • Indexar a Revista Brasileira de Mastologia ao PUBMED/MEDLINE.

Mercado de trabalho

A Mastologia é uma especialidade em ascensão, mas o mercado de trabalho vem se tornando cada vez mais restrito, pois os setores de radiologia abrigam para si a detecção e o diagnóstico de doenças mamárias. No entanto, esses segmentos devem ser vistos como aliados, já que quando há harmonia entre eles, o paciente ganha o benefício da qualidade no seu tratamento.

Após a formação, é comum ver o mastologista trabalhando em plantões de suas áreas de origem (cirurgia geral ou obstetrícia) para complementar a renda, principalmente em trabalhos na rede pública. Já quem trabalha na rede privada costuma ter rendimentos mais justos. No geral, os horários de trabalho são flexíveis e as noites e finais de semana são preservados.

Atualmente, as melhores propostas de trabalho estão nas cidades de grande e médio porte no interior do país, dada a carência desse especialista nestas regiões em contratos de atuação na rede pública. A cidade com maior ocorrência de contratações em mastologia é Recife/PE.

Para o mastologista, também existe a possibilidade de seguir com os estudos e investir em uma subespecialização ou um programa de fellowship fora do Brasil. 

Área de atuação

O especialista pode atuar em hospitais, clínicas particulares, centros de prevenção da saúde da mulher ou seguir carreira acadêmica, atuando com docência e pesquisa em universidades ou hospitais-escola.

O mastologista também tem possibilidade de trabalhar com:

  • Radiologia mamária: existe uma série de cursos para capacitar o especialista para laudar exames radiológicos de mama;
  • Oncoplástica: há uma tendência grande dessa prática se tornar um curso oficial, com um ano adicional na residência em mastologia.

Remuneração

Um médico mastologista tem rendimento médio de R$ 7.443,00 no mercado de trabalho. O valor refere-se a jornadas de trabalho de 20 horas semanais, indica pesquisa do site Salário junto a dados oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web. Por outro lado, pesquisa feita pelo Trabalha Brasil apontou que essa especialidade possui ofertas de trabalho cujas remunerações variam entre R$ 1.785,45 e R$ 7.366,73.

A remuneração, em linhas gerais, depende da experiência do profissional e da área de atuação. 

Residência médica em mastologia

A residência médica em Mastologia tem duração de dois anos e o ingresso exige a conclusão do programa de cirurgia geral ou ginecologia e obstetrícia com duração de três anos. Ou seja, para receber o título de mastologista, o profissional após a graduação, deve cursar cinco anos de residência médica.

O treinamento deve ser realizado em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC).

Ao longo do programa, o residente aprende diagnóstico e tratamento voltados para a mama, dentre patologias benignas e câncer de mama.

A residência em mastologia não costuma exigir plantões noturnos. Geralmente, as escalas de sobreaviso são suficientes, o que preserva os finais de semana e as noites dos residentes. 

No momento da escolha da melhor residência em mastologia, o candidato deve considerar um ponto importante: equilíbrio entre atividades práticas e teóricas. As duas partes são importantes para a formação do mastologista. Não adianta o serviço oferecer uma grande quantidade de cirurgias, por exemplo, se não há uma assistência adequada ao residente médico, e vice-versa.

Dados do Relatório de Demografia Médica de 2018, informam que haviam 1448 médicos residentes em atuação, destes 105 R1 e 82 R2. Esse número representa 0,5% dos residentes brasileiros. Todavia, em 2018 haviam, autorizadas pelo CNRM, 302 vagas, ou seja, a quantidade de vagas ociosas é pequena. 

Objetivo

Formar e habilitar médicos na especialidade de mastologia com competências para estudar, prevenir, diagnosticar e tratar doenças, alterações congênitas e/ou adquiridas das mamas, promovendo e executando os meios terapêuticos necessários, sejam eles clínicos, cirúrgicos ou reparadores e ou paliativos

Matriz de competências

Em 2018, a CNRM publicou a Matriz de Competências esperada por ano de atuação do médico residente. Conhecer e se familiarizar com as competências aguardadas do profissional em treinamento é de suma importância, por ambientá-lo com a rotina que enfrentará tendo a certeza de que tais objetivos estão alinhados com as prerrogativas orientadas pela SBM.

Subespecialidades

Segundo o Relatório de Demografia Médica de 2018, havia 01 subespecialidade autorizadas pelo CNRM:

  • Mamografia – 01 ano

Diante da evidência de que nas últimas décadas, a área da mastologia tem passado por grandes progressos em termos de conhecimento e técnicas, alguns profissionais optam por complementar a formação no exterior, nas chamadas “fellowships”.

Melhores residências em Mastologia

É fundamental escolher um programa de especialização que faça parte de uma das melhores residências em Mastologia. Afinal, essa etapa é fundamental na formação do médico. É importante pesquisar sobre as instituições que oferecem a especialidade e, dessa forma, você poderá escolher aquela que atende às demandas pessoais para uma boa formação, suas necessidades e a satisfação profissional. 

A SBM publica, anualmente, a lista atualizada das instituições credenciadas em conformidade com a CNRM. Atualmente, há 60 instituições onde o residente pode ser treinado. 

Listar as melhores residências em Mastologia pode ser uma tarefa delicada, pois não há metodologia única que faça análises e comparações dos programas. Apesar disso, é possível saber quais instituições são referências no setor, como as mencionadas aqui:

  1. Liga Baiana contra o Câncer – Hospital Aristides Maltez;
  2. Hospital de Base do Distrito Federal;
  3. Hospital das Clínicas da UFMG;
  4. Instituto Nacional do Câncer INCA – Rio de Janeiro;
  5. Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP;
  6. Faculdade de Medicina da USP;

Referências

  1. Mastologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!
  2. Relatório de Demografia Médica de 2018
  3. Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)
  4. Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC)
  5. Matriz de competências em Mastologia CNRM/MEC
  6. Residência médica em mastologia SBM

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