Anúncio

As melhores residências em Cirurgia Pediátrica

Melhores residências em Cirurgia Pediátrica - Sanar

Índice

EXCLUSIVO PARA MÉDICOS

Primeira parcela por R$ 99

Garanta sua vaga de 2026 com o valor de 2025!

Dias
Horas
Min

Não é uma tarefa fácil determinar quais são as melhores residências em Cirurgia Pediátrica. Porém, para auxiliar os médicos que se interessam pela especialidade, a Sanar Residência Médica traz as melhores informações sobre instituições que são referências no setor quando pensamos nas melhores residências em Cirurgia Pediátrica no Brasil.

Vamos trazer um panorama amplo dessa especialidade e, também, uma relação com algumas das principais instituições que oferecem essa residência médica. Confira!

A Demografia Médica no Brasil 2018 revela que a Cirurgia Pediátrica é uma área em crescimento em todo o país. De acordo com a pesquisa, há 1378 médicos especialistas, equivalente a 0,66 por 100 mil habitantes, que dá um total de 0,4% sobre as demais especialidades.

Os programas na especialidade costumam ter uma concorrência relativamente baixa. São cerca de 3,15 candidatos por vaga. Além disso, nem todas as vagas são ocupadas.

A Demografia Médica 2018 mostra que, em 2017, foram autorizadas 245 vagas de residência médica na área, mas 108 não foram ocupadas, restando 137 residentes em todo país.

A remuneração continua sendo bastante atraente. O site salario.com informa que a média salarial do Médico Cirurgião Pediátrico é de R$ 4.586,93 a R$ 13.446,87, variando de acordo com a experiência profissional e a carga horária.

Além de ter a sensibilidade de um Pediatra, o Cirurgião Pediátrico necessita de uma formação sólida em clínica cirúrgica, vasto conhecimento em fisiologia e fisiopatologia, domínio do pré e pós-operatório, manejo dos pacientes e habilidades manuais. 

As possibilidades de atuação são bastante amplas. O especialista pode se dedicar nas áreas de pesquisa e ensino, trabalhar em consultório particular, realizar cirurgias em ambulatórios ou emergências, e fazer plantões presenciais ou de sobreaviso em hospitais. 

Normalmente, o Cirurgião Pediátrico atua em conjunto com outras especialidades pediátricas, portanto, saber trabalhar em equipe é outra característica inerente ao serviço.

De acordo com a CIPE (Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica), as áreas mais comuns de atuação do Cirurgião Pediátrico são:

  • Pré-natal
  • Neonatal
  • Cirurgia Pediátrica Geral
  • Cirurgia Pediátrica Urológica
  • Cirurgia Pediátrica do Trauma
  • Cirurgia Pediátrica Oncológica
  • Cirurgia Pediátrica Videolaparoscopia
  • Cirurgia Pediátrica Robótica

Metodologia

Determinar quais são as melhores residências em Cirurgia Pediátrica exige um trabalho árduo e minucioso. Por causa disso, neste momento, vamos apontar algumas das melhores, com base nas informações publicadas pela CIPE. Dessa maneira, entre as instituições que se destacam quando pensamos em possíveis melhores residências em Cirurgia Pediátrica, podemos citar:

Hospital Santa Marcelina – SP

Referência hospitalar da Zona Leste de São Paulo, o Hospital Santa Marcelina oferece 01 vaga de residência médica em Cirurgia Pediátrica.

Possui 700 leitos para atender pacientes do SUS, convênio ou particular, e conta com cerca de 4 mil trabalhadores e 1 mil médicos nas mais diversas especialidades.

Seu Centro Cirúrgico é um dos mais bem avaliados da Grande São Paulo, com capacidade para cerca de 1 mil cirurgias mensais, das quais a maioria é de média e alta complexidade.

Além da Cirurgia Pediátrica, destaca-se em procedimentos complexos como transplantes renais (intervivos), medula óssea e tratamentos avançados de câncer.

Hospital Santo Antônio – OSID – BA

Principal Unidade das Obras Sociais Irmã Dulce, o Hospital Santo Antônio oferece 01 vaga de residência médica na especialidade e se destaca na assistência à população carente da Bahia e outros estados, registrando cerca de 16,5 mil internações e 10 mil cirurgias anuais. 

Atualmente, possui um Centro Cirúrgico de excelência, com certificado de qualidade ISO 9001 versão 2000. São 10 salas para realizar os mais variados procedimentos cirúrgicos, abrangendo áreas como Urologia, Mastologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Pediátrica, Otorrinolaringologia, entre outras.

O Centro Cirúrgico também conta com 10 leitos de observação no Centro de Recuperação Pós-Anestésica, além de um equipe multidisciplinar formada por mais de 100 profissionais de saúde, responsáveis pela realização de uma média de 900 cirurgias eletivas mensais. 

HIAS (Hospital Infantil Albert Sabin) – CE

Com um programa de residência de 02 vagas na especialidade, o HIAS possui um serviço de Cirurgia Pediátrica reconhecido no país inteiro, sendo a principal referência na área do estado do Ceará. 

Os médicos se destacam em serviços de média e alta complexidade e estão preparados para realizar intervenções cirúrgicas eletivas e de urgência/emergência, cujo atendimento é de 24h por dia. 

Além disso, o HIAS atende desde crianças com doenças benignas até as que possuem tumores malignos complexos, de diversas faixas etárias, incluindo recém-nascidos.

Também são atendidos pacientes pediátricos com afecções cirúrgicas do trato digestório, trato urinário, trato respiratório, região de cabeça e pescoço, entre outros.

O programa de residência

A residência médica em Cirurgia Pediátrica tem duração de 03 anos e exige pré-requisito em Cirurgia Geral. De acordo com a CIPE (Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica), os programas têm objetivo de formar o cirurgião geral para trabalhar como cirurgião pediátrico nas vertentes:

  • Cirurgia pediátrica neonatal;
  • Cirurgia pediátrica geral;
  • Cirurgia pediátrica urológica (formação básica);
  • Cirurgia pediátrica oncológica (formação básica);
  • Cirurgia pediátrica de trauma;
  • Cirurgia pediátrica vídeo assistida (formação básica);

Além disso, em suas diretrizes, a Associação estabelece que, ao longo do treinamento, devem ser oferecidos, no mínimo, os seguintes conteúdos:

Primeiro Ano – R1

  Bases da clínica cirúrgica pediátrica

  •  Semiologia pediátrica
  • Bases clínicas da prática pediátrica: hidratação, analgesia, nutrição, antibioticoterapia
  • Pré e pós operatório
  • Bases da anestesia pediátrica: preparo, avaliação de riscos e detecção de complicações
  • Recursos complementares em cirurgia pediátrica: técnicas de acesso venoso, inserção de cateteres de diálise, drenos torácicos e pericárdico, inserção de cateteres para nutrição especial
  • Suporte nutricional parenteral e enteral

  Doença pediátrica de alta incidência – formação teórica

  •  Estenose hipertrófica de piloro 
  • Hérnias inguinais e umbilicais, criptorquias, fimoses, massa cervicais, torcicolo congênito, diagnóstico diferencial das linfonodomegalias, hemangiomas, malformações umbilicais
  • Refluxo gastro-esofágico, atresias intestinais
  • Derrames pleurais

  Atendimento básico em trauma e emergência pediátrica – formação teórica

  • Doença cirúrgica emergencial: apendicite, invaginação intestinal, enterocolite necrosante, gastrosquise, escroto agudo
  • Trauma pediátrico geral, queimaduras, abuso contra criança, tocotraumatismo

  Bases éticas da atuação em cirurgia pediátrica

  Bases da pesquisa em cirurgia pediátrica

  Bases da clínica cirúrgica pediátrica, atuação clínica direta supervisionada, hospitalar e ambulatorial

  • Anamnese e exame clínico evolutivo da criança
  •  Hidratação, prescrição e antibioticoterapia pediátrica
  • Nutrição pediátrica.
  •  Analgesia pediátrica
  •  Preparo para anestesia, avaliação de riscos anestésicos

  Cirurgia pediátrica aplicada

  •  Participação em diagnóstico, aconselhamento cirúrgico, ato cirúrgico e seguimento pós-operatório

  Atendimento em trauma pediátrico

  • Atendimento direto supervisionado ao paciente, seleção de metodologia diagnóstica e conduta final e participação em ato operatório 

  Bases éticas da atuação em cirurgia pediátrica

  • Relação médico-paciente, médico-família, consentimento informado

  Técnicas básicas de pesquisa em cirurgia pediátrica 

  • Registro de casos clínicos, elaboração do prontuário médico, preenchimento de protocolos clínicos

Segundo Ano – R2/ Terceiro ano – R3

  Doença oncológica em cirurgia pediátrica

  • Tumores renais (tumor de Wilms)
  • Neuroblastoma
  • Sarcomas pediátricos
  • Tumores hepáticos
  • Teratomas
  • Tumores gonadais 
  • Tumores de tireóide

  Doença urológica de média e alta complexidade

  • Hidronefrose fetal
  • Doença cística renal
  • Estenoses de JUP
  • Refluxos vésico-ureterais, megaureter, síndrome de prune belly
  • Duplicação renal e ureterocele
  • Bexigas neuropáticas
  •  Válvulas de uretra posterior
  •  Distúrbios de diferenciação sexual
  • Malformações penianas

  Cirurgia pediátrica geral de média e alta complexidade

  • Megacólon agangliônico
  • Distúrbios da rotação intestinal
  • Duplicações do trato digestivo
  • Cistos de colédoco
  • Hipertensão porta
  • Doença pancreática, hipoglicemia neonatal

  Cirurgia neonatal de média e alta complexidade

  • Atresia do esôfago
  • Malformação ano-retal
  • Hérnias diafragmáticas
  • Malformações bronco-pulmonares
  • Colestase perinatal

Cirurgia avançada do trauma pediátrico, tratamento conservador em trauma abdominal pediátrico.

Aconselhamento ético em cirurgia pediátrica

Preparo para prova de especialista em cirurgia pediátrica 

Elaboração de trabalhos a serem apresentados na Jornada bienal de Residentes da CIPE

Cirurgia pediátrica aplicada 

  • Participação em diagnóstico, aconselhamento cirúrgico, ato cirúrgico e seguimento pós-operatório

  Atendimento em trauma pediátrico 

  • Atendimento direto supervisionado ao paciente, seleção de metodologia diagnóstica e conduta final e participação em ato operatório

  Bases éticas da atuação em cirurgia pediátrica 

  • Relação médico-paciente, médico-família, consentimento informado, determinação de prognóstico 

  Técnicas básicas de pesquisa em cirurgia pediátrica

  • Registro de casos clínicos, elaboração do prontuário médico, preenchimento de protocolos clínicos. Elaboração de protocolos de pesquisa

Conceito da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica

A CIPE é uma associação civil científica sem fins lucrativos, fundada em 1964, com objetivo de congregar cirurgiões pediátricos para promover o constante aperfeiçoamento em assistência, ensino e pesquisa no Brasil.

É responsável, entre outras coisas, pela coordenação de atividades de aprimoramento profissional em diferentes esferas, pelo estabelecimento de normas para o credenciamento de serviços de cirurgia pediátrica e pela defesa dos interesses de seus integrantes. 

De acordo com a instituição, a Cirurgia pediátrica é especialidade médica “responsável pelo tratamento clinico-cirúrgico de crianças com doenças congênitas ou adquiridas, do período antinatal até o fim da puberdade”.

Sobre os pacientes, a CIPE reproduz a Declaração da Cirurgia Pediátrica da WOFAPS (World Federations of Associations os Pediatrics Surgeons), para a qual a criança “não é apenas um adulto em miniatura e apresenta problemas e necessidades médicas e cirúrgicas, muitas vezes, bastante diversas daquelas encontradas pelo médico de adultos”.

Conclusão sobre as melhores residências em Cirurgia Pediátrica

Escolher bem entre as possíveis melhores residências em Cirurgia Pediátrica é essencial para quem quer se especializar e se destacar no mercado de trabalho. As melhores instituições serão responsáveis pela melhor formação e farão a diferença na vida pessoal e profissional de seus residentes.

Como existem vários centros de treinamento de qualidade, não é possível estabelecer qual deles é o melhor, mas, tomando por base as informações da CIPE, podemos ter um parâmetro de quais residências são reconhecidas pela Associação. Entre as principais, como vimos, podemos citar:

  • Hospital Santa Marcelina – SP
  • Hospital Santo Antônio – OSID – BA
  • HIAS (Hospital Infantil Albert Sabin) – CE

Confira o vídeo:

Referências:

Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica

Diretrizes da Cipe 

Demografia Médica 2018

Compartilhe este artigo:

Primeira parcela por R$ 99

Garanta sua vaga de 2026 com o valor de 2025! Consulte condições.

Anúncio