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As melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Sanar

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Definir quais são as melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço é uma tarefa difícil. Como há muitas instituições que oferecem treinamento na especialidade, o melhor guia para ter uma noção das referências na área é a lista de serviços credenciados da SBCCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço).

A Cirurgia de Cabeça e Pescoço é uma área com poucos profissionais no mercado. De acordo com a Demografia Médica no Brasil 2018, existem somente 1072 especialistas na área, o que equivale a 0,52 por 100 mil habitantes e corresponde, por sua vez, a 0,3% sobre o total de especialidades.

Ao todo, foram 156 vagas de residência autorizadas, das quais apenas 87 foram ocupadas.

De acordo com o site Guia da Carreira, a média salarial do Cirurgião de Cabeça e Pescoço varia de R$7.114 a R$17.500 mensais, de acordo com a experiência e carga horária, sem contar os plantões e atendimentos extras. 

A Cirurgia de Cabeça e Pescoço é uma especialidade essencialmente cirúrgica, com foco em Oncologia. Por isso, o atendimento em ambulatório, geralmente, é para avaliar pacientes encaminhados por outro especialista, com possível indicação cirúrgica. 

Entre os procedimentos realizados, destacam-se a videolaringoscopia e a faringo-laringoscopia, realizadas para examinar, avaliar e, eventualmente, biopsiar lesões da laringe e faringe.

Entre as cirurgias mais comuns da especialidade, estão:

  • Tireoidectomias;
  • Traqueostomias;
  • Cirurgias de glândulas salivares (parótida, submandibular);
  • Tumores da boca e da laringe;
  • Cirurgias da glândula tireóide e paratireóides;
  • Cistos branquiais e do ducto tireoglosso;
  • Malformações cervicofaciais;
  • Tumores de pele;
  • Tumores malignos do trato aerodigestivo alto (boca, orofaringe, laringe, hipofaringe);
  • Tumores dos seios nasais;
  • Tumores da base do crânio;

Metodologia

Determinar as melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço é uma tarefa minuciosa, por isso vamos apontar algumas das melhores a partir de critérios objetivos e, também, com base na lista de serviços credenciados da SBCCP.

Hospital das Clínicas FMUSP

O programa de residência médica oferece cinco vagas na especialidade. Considerado um dos mais importantes centros de ensino, pesquisa e assistência do Brasil, o Hospital implementou seus serviços de Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 1958, sendo um dos pioneiros na especialidade, e, hoje, se consolida como uma das principais referências na área.

Possui cerca de 2 mil leitos e conta com, aproximadamente, 15 mil funcionários nas mais diversas profissões.

Ao longo dos anos, vários avanços tecnológicos foram incorporados a seus serviços cirúrgicos, como, por exemplo, a cirurgia robótica, muito utilizada para tratar tumores malignos da garganta. 

Hospital A.C.Camargo

Foi inaugurado em 1953 e, atualmente, é uma referência no tratamento e combate ao câncer.

Oferece 3 vagas de residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, com o intuito de desenvolver profissionais para atuar na pesquisa, no ensino e na assistência aos pacientes portadores de neoplasias malignas e outras afecções de tratamento cirúrgico de cabeça e pescoço.

O programa possui objetivo específico de capacitar médicos para:

  • Diagnosticar os tumores primários da área de cabeça e pescoço.
  • Realizar os exames: laringoscopia, rinoscopia, otoscopia e oroscopia.
  • Realizar o diagnóstico diferencial e o estadiamento dos tumores malignos e benignos de pele, partes moles e ossos, vias aerodigestivas superiores, glândulas salivares, base do crânio, tireoide e paratireoide, assim como outras afecções com indicação de tratamento cirúrgico.
  • Solicitar exames para fins de diagnóstico e estadiamento.
  • Auxiliar e realizar procedimentos cirúrgicos de grande e pequeno porte em tumores de pele, partes moles e ossos, vias aerodigestivas superiores, glândulas salivares, base do crânio, tireoide e paratireoide, assim como outras afecções com indicação de tratamento cirúrgico.
  • Realizar tratamento através de cirurgias conservadoras ou radicais, conforme a indicação baseada em evidência.
  • Indicar radioterapia e/ou quimioterapia adjuvante.
  • Executar procedimentos no pré, per e pós-operatório e resolver as complicações.
  • Indicar reabilitação integrada, interpretar e realizar projetos de estudos clínicos.
  • Avaliar os procedimentos administrativos da Seção de Cabeça e Pescoço, sugerindo mudanças para a melhoria do atendimento ao paciente.
  • Atuar numa visão multidisciplinar, promovendo uma atenção integral ao paciente.
  • Relacionar-se de forma humanizada com a equipe, os pacientes e os cuidadores, com vista à atenção integral.

INCA (Instituto Nacional de Câncer) – RJ

Também referência em prevenção e controle do Câncer no Brasil, o INCRA é vinculado ao Ministério da Saúde e oferece assistência médico-hospitalar direta e gratuita aos pacientes do SUS.

Destaca-se serviços como prevenção e detecção precoce, formação de profissionais especializados, desenvolvimento da pesquisa e geração de informação epidemiológica. 

O programa de residência oferece 04 vagas em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, com objetivo de desenvolver o conhecimento e a prática na área para que o residente atue na assistência, no ensino e na pesquisa aos pacientes portadores de neoplasias malignas em cabeça e pescoço.

O treinamento irá oferecer conhecimentos em tumores malignos da cabeça e pescoço, procedimentos de diagnóstico, estadiamento e seguimento, reabilitação integrada, analgesia, além de tratamentos como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e sintomáticos. O residente também será capacitado para manusear pré, per e pós-operatórios.

O programa de residência médica

De acordo com a Resolução CNRM Nº 1, de 2019, as residências médicas na especialidade têm o objetivo geral de habilitar médicos para realizar procedimentos diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos no ensino, na pesquisa e na assistência aos pacientes portadores de infecções em Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 

Ao longo do treinamento, os residentes devem adquirir as seguintes competências:

Primeiro ano- R1

  • Reunir na avaliação pré-cirúrgica informações acuradas e essenciais do paciente e suas queixas, bem como o exame físico completo, geral e loco-regional.
  • Avaliar e interpretar via aérea difícil e deliberar a melhor estratégia com a equipe anestésica, bem como decidir por uma via aérea definitiva.
  • Dominar as técnicas de cricotireoidostomias e traqueostomias.
  • Dominar a anatomia vascular da região da cabeça e pescoço e dominar as técnicas de venóclises periféricas e central.
  • Analisar os exames ultrassonográficos, tomográficos, ressonância magnética e de medicina nuclear da região da cabeça e do pescoço.
  • Analisar as alterações genéticas e os exames de biologia molecular aplicados à Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
  • Dominar as técnicas de laringoscopia indireta e direta, de nasofibrolaringoscopia e de traqueoscopia.
  • Conhecer materiais e equipamentos da prática básica da Anestesiologia.
  • Dominar a realização das diferentes técnicas de biópsias percutâneas, guiadas ou não, e abertas da região da cabeça e do pescoço.
  • Identificar e tratar as causas de sangramento e de outras complicações perioperatórias.
  • Avaliar e tratar as causas de infecção cirúrgica e preveni-las.
  • Avaliar e tratar a insuficiência respiratória causada por doenças da região da cabeça e do pescoço.
  • Compreender e analisar a propedêutica da disfagia.
  • Contribuir com a assistência ao paciente em cuidados paliativos relacionados às doenças tratadas pelo Cirurgião de Cabeça e Pescoço.
  • Dominar o diagnóstico e indicação terapêutica concernentes às bases da cirurgia oncológica da pele, de ossos e de partes moles na área de cabeça e pescoço.
  • Elaborar e aplicar o termo de consentimento livre esclarecido de acordo com as normas vigentes
  • Avaliar a terapêutica, bem como as complicações decorrentes do tratamento oncológico cirúrgico, radioterápico e quimioterápico.
  • Analisar as bases do diagnóstico e da indicação terapêutica concernentes às operações craniomaxilofaciais.
  • Instituir terapêutica pertinente com o grau de complexidade do ano de treinamento nos agravos da cabeça e pescoço.
  • Dominar as técnicas operatórias de: manejo cirúrgico da via aérea (cricotireoidostomias e traqueostomias eletiva e de urgência); biópsia de linfonodo cervical; tireoidectomias; paratireoidectomias; ressecções de glândulas salivares; operações das afecções congênitas da cabeça e do pescoço; laringoscopia de suspensão diagnóstica; procedimentos transorais de pequeno porte; ressecções de afecções superficiais da região da cabeça e pescoço; tratamento cirúrgico das doenças infecciosas.
  • Valorizar e solicitar a necessidade de interconsultas com outros especialistas quando se fizer necessário.
  • Elaborar prontuário médico legível para cada paciente, contendo os dados clínicos para a boa condução do caso, preenchido em cada avaliação em ordem cronológica, com data, hora, assinatura e número de registro no Conselho Regional de Medicina e mantê-lo atualizado;
  • Realizar a prescrição do plano terapêutico, informado e aceito pelo paciente e/ou seu responsável legal;

Segundo Ano – R2

  • Avaliar e planejar a anestesia para cirurgia de pequeno, médio e grande porte.
  • Comunicar-se efetivamente com médicos e outros profissionais de saúde.
  • Dominar a comunicação ao paciente das vantagens, desvantagens e riscos de cada procedimento proposto.
  • Dominar a indicação da técnica cirúrgica e conduzi-la operacionalizando de forma racional com os recursos disponíveis, dentro dos princípios da boa prática médica.
  • Planejar e executar os passos do procedimento cirúrgico de forma sequencial e organizada, no intuito de conseguir um desfecho favorável.
  • Julgar, durante a cirurgia, a necessidade de aplicar variantes técnicas aceitas cientificamente, a fim de resolução das contingências.
  • Avaliar e tratar as complicações das operações da Especialidade.
  • Acessar e interpretar as evidências científicas relevantes à prática da Cirurgia de Cabeça e Pescoço e ler criticamente artigos científicos.
  • Produzir um artigo científico.
  • Analisar a técnica e os princípios do mapeamento intra-operatório de nervos.
  • Analisar as técnicas de reabilitação dos pacientes submetidos a procedimentos ablativos da cabeça e do pescoço.
  • Dominar as técnicas operatórias de: esvaziamentos cervicais; ressecções de grande porte de tumores da boca, faringe, laringe, nasossinusais, da face e do pescoço; reconstrução dos defeitos da cabeça e do pescoço; ressecções endoscópicas nasossinusais, orais, faríngeas e laringo-traqueais; operações craniomaxilofaciais, bem como dominar as técnicas de osteossíntese do esqueleto craniofacial;
  • Analisar os custos da prática médica e utilizá-los em benefício do paciente, valorizando os padrões de excelência.
  • Valorizar a relação custo/benefício às boas práticas na indicação de medicamentos e exames complementares.
  • Valorizar o Sistema Único de Saúde, avaliando a estrutura e a regulação
  • Aplicar os conceitos fundamentais da ética médica.
  • Aplicar os aspectos médico-legais envolvidos no exercício da prática médica.
  • Compreender a aplicabilidade da Cirurgia Robótica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

Conceito da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

A SBCCP foi fundada em 1967 e busca congregar cirurgiões de cabeça e pescoço de todo país. Com sede em São Paulo, tem o objetivo de estimular o desenvolvimento científico na área e promover eventos de capacitação e atualização tanto para o público profissional quanto para o leigo.

De acordo com a Sociedade, Cirurgia de Cabeça e Pescoço “é uma especialidade cirúrgica que trata principalmente dos tumores benignos e malignos da região da face, fossas nasais, seios paranasais, boca, faringe, laringe, tireóide, glândulas salivares, dos tecidos moles do pescoço, da paratireoide e tumores do couro cabeludo”.

A instituição também destaca que a especialidade “ não abrange os tumores ou doenças do cérebro e outras áreas do sistema nervoso central nem as da coluna cervical”.

Sobre a residência médica, a SBCCP informa que possui “duração de dois anos, com pré-requisito de formação em cirurgia geral, conforme a normatização da comissão nacional de residência médica”.

Conclusão sobre as melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

É muito importante que o médico escolha bem entre as instituições que podem oferecer as melhores residências em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, pois será um diferencial em sua vida pessoal e profissional.

Por ser uma área ainda com poucos profissionais para a demanda do país, quanto melhor o treinamento, melhores serão as oportunidades no mercado de trabalho. 

Não é possível cravar quais são as melhores instituições, porém é possível observar a expertise da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que possui uma lista de instituições credenciadas para oferecer programa de residência médica na especialidade.

Entre as principais, destacam-se:

  • INCA (Instituto Nacional de Câncer) – RJ
  • Hospital das Clínicas FMUSP
  • Hospital A.C.Camargo

Confira o vídeo:

Referências:

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