Anúncio

Medidas de prevenção contra COVID x gripe | Colunistas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

O trato respiratório é dividido basicamente em dois compartimentos: o superior e o inferior. O trato respiratório superior é composto por nariz, seios paranasais e faringe, e o inferior é formado pela traqueia, brônquios e pulmões.

Dentre as afecções mais comuns desse sistema, encontram-se as viroses respiratórias. Por se tratar da mesma classe microbiológica, os mais diversos vírus possuem medidas de prevenção semelhantes.

As viroses respiratórias

As infecções virais respiratórias são comumente categorizadas seguindo o contexto da síndrome que o paciente apresenta. Nesse sentido, são reconhecidos sintomas de rinofaringite, síndrome gripal, faringite, sinusite, bronquiolite e pneumonia, não específicos de determinado agente. A rinofaringite, por exemplo, apresenta-se como um quadro mais brando de afecção respiratória superior, sendo que a febre dura não mais que 48 horas e o curso total da doença é de cerca de 7 dias. Em contrapartida, a síndrome gripal evolui com sintomas constitucionais, febre alta persistente, rinorreia, tosse e maior risco de evolução para pneumonia.

Os principais vírus reconhecidos são os coronavírus, adenovírus, rinovírus, influenza e vírus sincicial respiratório.

SARS-CoV-2 x Influenza

O SARS-CoV-2, vírus causador da pandemia iniciada no ano de 2020, é categorizado dentro da família dos coronavírus. Apesar de serem de espécies diferentes, ambos os vírus apresentam semelhanças inerentes à sua microbiologia. Febre, fadiga, congestão nasal, tosse, dispneia e possibilidade de desenvolvimento de pneumonia são sinais e sintomas compatíveis para ambos os agentes.

Entretanto, o novo coronavírus apresenta-se com sintomas mais intensos e que podem evoluir rapidamente para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Medidas de prevenção

Somando-se a outrascompatibilidadesdas diversas classes virais, as medidas de prevenção também são equivalentes. O principal hábito a ser reiterado é a higienização das mãos com água e sabão sempre que possível. A combinação destas duas substâncias elimina partículas e sujidades não visíveis a olho nu.

A lavagem das mãos pode ser substituída por uso de álcool 70%. Outra medida comportamental de suma importância é a etiqueta respiratória, de modo que se evite espirrar e tossir em público sem oclusão do nariz e/ou boca, próximo a alimentos e bebidas ou próximo a pessoas passíveis de serem contaminadas. Indivíduos sintomáticos devem preconizar o isolamento social, além de não compartilhar objetos de uso pessoal com outrem.

No que diz respeito ao SARS-Cov-2, é necessária também a adesão ao uso correto da máscara, de modo que o nariz e a boca sejam completamente cobertos, sem possibilidade de vazão de ar. Além disso, a máscara não deve ser tocada na região exterior, pois se encontra presumivelmente contaminada pelo ambiente e pelo contato com indivíduos sintomáticos.

De forma semelhante,não é recomendado o toque em qualquer parte da face após contato com superfícies possivelmente contaminadas. É recomendado o uso de máscaras cirúrgicas, N95 ou PFF2, que devem ser armazenadas em saco de papel, já que se forem acondicionadas em plástico há maior chance de permanência da umidade e contaminação das mesmas.

Para mais, outra atitude de grande repercussão é a educação das crianças com instrução de todas as medidas supracitadas.

Conclusão

Intervenções simples e econômicas são as mais eficazes como medidas de prevenção de contaminação e disseminação dos vírus. A habituação a essas medidas reduz a chance de aumento do número de casos de infecção por influenza e de emergir nova pandemia. Ou seja, as medidas adotadas atualmente contra o novo coronavírus também são eficientes no controle da gripe.

A dificuldade inerente às medidas de prevenção concerne à adesão da comunidade, de modo a não subestimar a responsabilidade individual no controle das viroses respiratórias.

Autora: Maria Izabel de Azevedo Ferreira.

Instagram: @azevmabel


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

JORDI R, SUAREZ L, LARA P. Detección de virus respiratorios en pacientes con sospecha de infección por SARS-CoV-2. Enferm Infecc Microbiol Clin. 2021. 39(1):52-53.

DE OLIVEIRA AC, COAGLIO LT, IQUIAPAZA RA. O que a pandemia da covid-19 tem nos ensinado sobre adoção de medidas de precaução? Texto & Contexto-Enfermagem. 2020. 29, e20200106: 1-15.

SILVA DR. Infecções virais do trato respiratório. Boletim da Saúde. 2009. 23(1): 15-22.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀