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Médico x maestro, o que a inteligência artificial vai fazer pela medicina? | Colunistas

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Estamos diante de um período da
história em que as revoluções ocorrem com uma frequência quase que diária, os
avanços são cada vez mais rápidos e o que é moderno hoje pode se tornar
ultrapassado semana que vem – e obsoleto daqui a alguns meses. Reinventar-se,
aprimorar-se e evoluir nunca foram tão necessários.

Na medicina, as revoluções seguem o mesmo ritmo: jornais e revistas anunciam tais revoluções, a população fica ansiosa, os médicos se dividem entre aqueles que apoiam e os que apresentam medo dos avanços, mas, como falei em textos anteriores, não precisamos temer os avanços, eles não estão contra nós.

Vamos entender o que é inteligência
artificial?

Surgida em meados dos anos 60, a popularmente
chamada I.A. consistia em equipamentos, máquinas e robôs com capacidade de
entender, processar e executar funções automatizadas, antes feitas apenas por
pessoas. O ser humano apresenta uma capacidade de raciocinar com base nas suas
percepções e sensações, assimilar esse pensamento, conectar com experiências
anteriores e, por fim, executar uma tarefa. A ideia seria integrar essas
capacidades em máquinas que ajudariam as pessoas em funções específicas ou até
mesmo substituiriam pessoas em suas funções, liberando essa pessoa para outra
tarefa mais complexa.

Com o passar dos anos, a I.A. foi
sendo aprimorada a ponto de superar seres humanos na execução de tarefas,
alcançando desempenho superior em tempo de tomada de decisão ou elevada
precisão na execução.

E como fica a medicina em relação a isso?

Bem, como em todas as áreas do mundo,
era questão de tempo até a I.A. chegar a medicina. Hoje nós vemos esse avanço,
como falei anteriormente, com bons e maus olhos, afinal, todo médico quer
salvar vidas, mas nem todo médico quer ficar obsoleto em alguns meses ou ter
que executar uma tarefa alternativa, pois o robô é mais eficiente e apresenta
um custo menor para o mercado.

A palavra que define hoje a I.A. na
medicina é suporte. Tal qual todos os exames que temos a disposição (ou
não) na pratica clínica diária, os sistemas já conseguem ser precisos em
avaliações. Em Stanford, por exemplo, cientistas já divulgaram um software
que avalia imagens de radiografias de tórax e faz diagnóstico de pneumonia com
precisão elevada; na China, já surgiu um computador que, avaliando os sintomas
e queixas do paciente, realiza diagnósticos com altas taxas de acertos e, algumas
vezes, já consegue sugerir tratamentos individualizados com base nos achados de
exames. Muitas outras novidades estão surgindo e, segundo organizações de
consultoria, em 2025, 90% dos hospitais norte-americanos contarão com essas
tecnologias e no mundo essa taxa vai chegar a 60%. 

Então, todos os dias são lançadas
novidades no mundo e, ao mesmo tempo, aparecem uma enxurrada de questionamentos
sobre a viabilidade e aplicabilidade de tais novidades. Será que vai dar certo?
Questões como possibilidade de falhas nos sistemas, vírus, mal funcionamento,
falta de sensibilidade crítica, enfim, uma série de questionamentos podem ser
aventados nesse sentido, mas que, por hora, não são o objetivo do texto em
questão.

A questão é, com base em tudo isso,
posso afirmar que teremos uma revolução na medicina liderada pela inteligência
artificial, mas não da forma como pensamos que será…

A real revolução da medicina vai
atingir o pensamento e a formação médica, afinal, tudo o que existe de avanço
no mundo é fruto da criatividade humana e essa característica não foi ainda
aplicada as máquinas, logo, essa será a principal forma de revolucionar. O
médico vai ser exigido, na maior parte do tempo, para tomada de decisões
criativas, conectivas, baseadas em algo que as inteligências artificiais não
performam.

Decorar vai ser algo do passado,
conectar, encontrar alternativas e criar serão as características do futuro, de
forma que a formação dos novos médicos, que terão como aliados a I.A., vai precisar
focar no desenvolvimento desses aspectos. O médico antigo é como um instrumento
musical específico, que consegue fazer um som único, mas o novo médico vai
exercer o papel de maestro, orquestrando todos os dados clínicos em uma
sinfonia, possibilitando um melhor desfecho para os seus pacientes e, assim, continuando
a encantar multidões de pessoas que precisam.  

Autor: Bruce Otsuka

Instagram: @BRUCEOTSUKA



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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