Sabemos que a Medicina, a expectativa e a
qualidade de vida andam de braços dados! A evolução da ciência, a cada dia que
passa, é maior. Atualmente, é possível esperar em um futuro muito próximo
procedimentos que certamente parecem ter saído dos filmes de ficção cientifica.
No século V, foram desenvolvidos na Europa alguns
medicamentos para o tratamento de doenças, dentre esses se destaca um
anestésico a base de vinagre, vinho e ópio, usado nos procedimentos cirúrgicos,
que pouco a pouco deixaram de ser feitos pelos barbeiros e cada vez mais
passaram a ser produzidos pelos médicos.
No século XIX, surgiu o aparelho de RX, conferindo
ao cientista Wihelm Conrad Roentgem o Prêmio Nobel da Física em 1901, pois isso
revolucionou a medicina. No século XX, Willem Einthoven na Holanda recebe o Prêmio
Nobel de Fisiologia e Medicina por criar o nosso querido Eletrocardiograma em
1924. Quem atualmente conseguiria atender um paciente com uma certa qualidade
em um pronto socorro sem um aparelho de RX e uma máquina de eletro? No nosso dia
a dia, não conseguimos nem imaginar como era a vida sem essas ferramentas tão
valiosas.
A busca por novas ferramentas que ajudam médicos
e pacientes é constante, sempre existiu e segue par e passo com o
desenvolvimento da nossa tecnologia. Atualmente, a impressora 3D nos parece
oferecer um novo mundo a ser desvendado. Podemos falar, ainda, da utilização de
robôs em cirurgias, proporcionando menores incisões e menor tempo de internação;
estudos de realidade virtual, que permitem simulação cirúrgica, possibilitando
ter uma dimensão exata da força que o cirurgião usará para executar determinada
tarefa; a terapia com alvo molecular, em que, através da biologia molecular e
de rotas metabólicas, o tratamento identifica as células doentes atingindo a
cura; o aplicativo vein, que possibilita ao médico analisar
imediatamente a circulação venosa do paciente, auxiliando o seu exame físico e
direcionando melhor sua hipótese diagnóstica; as células tronco; o
nutrigenômica… Enfim teria muito para citar e exemplificar como as novas
técnicas nos ajudam e certamente ajudarão ainda mais num futuro muito próximo.
No entanto, toda essa tecnologia e inovação não
pode nos afastar do contato com o paciente, o olho no olho, o aperto de mão, o
exame físico, o ouvir, porque esse é o principal papel do médico. As outras
coisas, por mais importantes que sejam, são ferramentas de apoio que cumprem o
seu papel, mas apenas, e tão somente, como ferramentas de apoio.