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Medicina do futuro: cinco inovações que mudaram o panorama da saúde | Colunistas

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Definição

Embora pareça cena de filme de ficção cientifica, a medicina
do futuro torna-se cada vez mais alvo de investimento, ganhando espaço nos
hospitais referência de todo mundo. A parceria bem sucedida entre a tecnologia
e saude trouxe novas ferramentas para aprimorar a eficácia da prevenção e do tratamento
de diversas doenças. Ainda é cedo para dizer exatamente como será o cenário da
medicina daqui a 10 anos, mas muitas inovações já estão sendo usadas ou possuem
base em pesquisas já existentes.

Telemedicina

A telemedicina é um processo avançado para monitoramento de
pacientes, troca de informações e análise de resultados de diferentes exames
através de uma plataforma digital. Através desse recurso, os pacientes,
principalmente da areas remotas, conseguem um atendimento de boa qualidade.

Além disso, um outro beneficio relevante é a emissão de
laudos a distância, auxiliando na medicina tradicional, através da facilitação
do diagnóstico do paciente.

No Brasil, iniciativas usando a telemedicina estão presentes desde a década de 1990, quando empresas como a Telecardio passaram a disponibilizar eletrocardiogramas a distância. Acompanhando as iniciativas e vantagens que essas inovações poderiam trazer ao Sistema Único de Saúde (SUS), a União encomendou, em 2005, o Projeto de Telemática e Telemedicina em apoio à Atenção Primária no Brasil.

Prontuário eletrônico

prontuário eletrônico é uma ferramenta
responsável por agrupar todas as informações de forma padronizada sobre o
estado clínico do paciente, facilitando o acesso por todos os profissionais de
saúde presentes no caso. Todos esses dados podem ser armazenados na nuvem e
acessados em qualquer lugar do mundo, até em dispositivos móveis. Dessa forma,
o paciente tem sempre em mãos dados essenciais para qualquer atendimento, como
medicações utilizadas, procedimentos realizados, alergias existentes, entre
outros.

Além
disso, o prontuário eletrônico pode servir como um grande banco de dados para
estudos epidemiológicos, facilitando a análise de prontuários e aumentando a
eficácia da pesquisa.

Monitoramento remoto e em tempo real

Através
da ajuda da IoT e dispositivos integrados, é possível medir a pressão arterial,
nível de oxigenação, batimentos cardíacos e outros indicadores que são
descarregados em aplicativos para serem analisados pelos profissionais de
saúde. Atualmente, é comum aparecer casos em que um smartwatch aciona a
emergência ao perceber uma mudança sugestiva de infarto na medição dos
batimentos cardíacos, conseguindo aumentar as chances de vida do paciente.

Outro
exemplo comum são os portadores de diabetes, que podem receber um implante
subcutâneo de um fino sensor para a medição da glicose sanguínea. A cada 5
minutos, a medição é enviada para um receptor portátil. Esse sistema manda as
informações para um aplicativo do telefone celular, e na sequência, os dados já
são descarregados e armazenadas nos prontuários eletrônicos.

Robótica em cirurgias

A cirurgia robótic​a pode ser co​nsiderada uma evolução da cirurgia minimamente invasiva, sendo, atualmente, um dos principais avanços da medicina moderna. Esse recurso obteve destaque devido a ausência de tecnologia de uma cirurgia aberta e das limitações presentes em uma laparoscopia, como a rigidez da pinça e a impossibilidade de aproximar a imagem.

Para o paciente, a cirurgia robótica pode
proporcionar redução de sangramentos, baixo risco de infecção, recuperação mais
rapida, cortes menores e um menor tempo de internação.

Apesar do alto custo da cirurgia robótica, ela não faz parte de um futuro distante no Brasil, estando presente na medicina do país há 11 anos. Os três primeiros robôs Da Vinci foram comprados em 2008, e desde então já se realizaram mais de 17 mil cirurgias robóticas em todo o território nacional. Hoje, já somos o país que mais realiza esse tipo de procedimento na América Latina, com 25 robôs-cirurgiões em hospitais particulares e 5 no SUS.

Próteses e órgãos 3D

Através da
impressão 3D, instituições especializadas estão podendo oferecer próteses com
as medidas exatas para cada pessoa. Com o auxílio de exames de imagens como
ressonância magnética e tomografia computadorizada, vem sendo possível passar
as dimensões precisas da estrutura óssea removida para softwares de modelagem
3D.

Ainda mais
recente, passou-se a utilizar as impressões 3D para produzir cartilagens e
tecidos da pele. Além disso, apesar de estar no estado inicial, as impressoras
já são capazes de imprimir órgãos 3D, que por enquanto estão sendo utilizados
apenas para estudar o processo de alguma cirurgia em determinado órgão. Pórem,
não irá demorar muito para desenvolverem órgãos funcionais internos, como rins,
fígados ou coração, modificando totalmente o cenário dos transplantes de órgãos
em todo o mundo.

Nanorrobôs

Nanorobôs
são dispositivos que variam no tamanho de 0.1-10 micrômetros, capazes de navegar por
fluidos do corpo humano. Eles podem ser guiados remotamente por meio de campos
magnéticos e, com isso, podem ser orientados para administrar remédios em
locais específicos do corpo, tornando tratamentos como quimioterapia bem mais
seguros. Em tumores cancerígenos, os nanorrobôs são capazes de carregar cargas
moleculares responsáveis pelo bloqueio de fornecimento de sangue, provocando a
morte de seus tecidos e, consequentemente, os encolhendo. Tudo isso acontece
sem danificar células saudáveis.

Os testes ainda não foram realizados em seres humanos, mas os resultados dos procedimentos em ratos e miniporcos foram positivos, não havendo evidências de efeitos colaterais, como acidentes vasculares.

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