A clínica médica requer raciocínio rápido e preciso para o tratamento e diganóstico de patologias. Saiba mais sobre os seus mandamentos agora!
A clínica médica é uma área da medicina voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças. É uma espécie de uma investigação, onde o médico tem papel bem parecido a de um detetive. É preciso saber reunir as informações colhidas na anamnese, juntamente com o exame físico para começar a elaborar uma lista de problemas e assim, direcionar os exames complementares e as condutas.
Para tanto, o raciocínio clínico é fundamental. Pensando nisso, a Sanar produziu um livro para te ajudar a desenvolver esse raciocínio. O material conta com casos reais que possuem:
- Os sinais e sintomas dos pacientes com seus possíveis diagnósticos diferenciais;
- A correta interpretação dos exames complementares;
- Toda a discussão clínica rumo à conclusão diagnóstica;
- Os pitfalls que se apresentam no caminho do diagnóstico final;
- Todas as referências que sustentam a discussão.
Além disso, no nosso livro de Raciocínio Clínico, elencamos 10 “mandamentos” da Clínica Médica. Aqui, separamos os 3 mais essenciais deles para você se atentar durante sua prática!
Mandamentos da clínica médica
1- Uma coisa é como o paciente te procura, outra coisa como a doença te procura
Nem sempre a queixa inicial do paciente ou o motivo que o levou a consulta vai te levar a imaginar, rapidamente, qual pode ser seu diagnóstico ou qual a prioridade diagnóstica.
Por isso, é fundamental que você invista em fazer uma boa anamnese.
Em um exemplo dado no livro de Raciocínio Clínico, por exemplo, retratamos um paciente que relata perda ponderal de 10kg em 3 meses. Mas, quando questionado, ele passa a relatar lombalgia nos últimos 8 meses. Nesse caso, as prioridades diagnósticas mudam.
2 – A ordem dos fatores altera o produto
Isso quer dizer que, por mais que todos os quadros e queixas devam ser avaliados, a ordem que eles acontecem é importante.
Um paciente que apresenta TVP (trombose venosa profunda) seguida de AVEi (acidente vascular encefálico isquêmico) tem um quadro mais provável de trombofilia, hiperviscosidade ou embolia paradoxal.
Já um quadro de AVEi que após o internamento é seguido de TVP tem uma probabilidade maior de se tratar de TVP secundário à estase por sequela motora de um AVEi.
3 – Exames complementares são complementares
Achou essa repetição estranha? O que queremos dizer com ela é que, como o próprio nome diz, alguns exames são complementares – e não definidores.
Por isso, a dica dos médicos Carlos Geraldo e Carlos Antônio Moura, que escreveram o primeiro capítulo do livro de Raciocínio Clínico, é evitar olhar para os exames complementares antes de ouvir e examinar o paciente. Entendendo que esses exames irão complementar a anamnese e o exame físico.
Lembrando que, quanto mais pobre for a história e o exame, aí sim mais importantes serão os exames laboratoriais e de imagem.
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Esse livro foi criado pensando em aguçar e amadurecer o seu Raciocínio Clínico com capítulos teóricos e de casos reais. Adquira já o seu e se torne um profissional diferenciado.