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Litíase Biliar: vesícula, formação e definição da Litíase Biliar

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Confira um artigo completo que falamos sobre Litíase Biliar para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

A Vesícula Biliar

A vesícula biliar é um órgão em forma de saco, mede entre 7 e 10 cm de comprimento, com formato similar ao de uma pera, e situa-se na face visceral do fígado, na junção do lobo direito e do lobo quadrado. Sua função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão de gorduras no intestino.

A bile é formada pela mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável pela imensa maioria da formação de cálculos (pedras), que podem impedir o fluxo da bile para o intestino e causar uma inflamação chamada colecistite.

Representação da vesícula biliar.

Imagem: Representação da vesícula biliar. FONTE: Netter, 2000.

Definição da Litíase Biliar

A vesícula é a sede predominante dos cálculos biliares. A Litíase Biliar dos canais biliares resulta, geralmente, da migração a partir da vesícula. Menos frequentemente, os cálculos podem se formar nos próprios canais, quando há infecção ou estase biliar.

A Litíase Biliar é condição altamente prevalente nos países ocidentais, onde 10 a 15% da população adulta abriga cálculos no interior da vesícula. Apresenta elevada prevalência familiar, provavelmente por influência genética. Entretanto, os fatores ambientais também são responsáveis pela formação dos cálculos. Raramente é observada em crianças e adolescentes, sendo mais frequente em mulheres a partir da 5ª década de vida, aumentado progressivamente com a idade. Os cálculos de colesterol são três vezes mais frequentes na obesidade acentuada.

Litíase Biliar: Origem dos Cálculos

A formação dos cálculos biliares acontecem em 3 fases principais:

Supersaturação biliar

Com formação de bile litogênica, entende-se por tal bile a que contém excesso de colesterol em relação aos sais biliares e fosfolipídios, condição que leva a mudança de estado, antes homogêneo, para um sistema bifásico, aparecendo a cristalização do colesterol.

Na etiopatogenia da litíase do colesterol, que responde por 90% dos cálculos, admite-se o papel fundamental exercido pelo fígado, ao secretá-la.

Nucleação

É o processo pelo qual os cristais de colesterol monoidratado se formam e aglomeram. Este processo é facilitado pela desidratação, estase e interação de fatores pró-nucleares e antinucleantes. O cálcio promove a fusão e aumento dos cristais de colesterol, embora ainda não esteja bem definido seu exato papel.

Crescimento do cálculo

A posição dos cristais para formar cálculo. Depende muito da estase biliar na vesícula. A hipomotilidade da vesícula é um componente importante da formação de cálculos, promovendo a permanência dos cristais na vesícula por um tempo prolongado e exposição a novos cálculos e ao gel de mucina, que age como “cimento” aderindo os cristais.

SE LIGA! O colesterol é uma substância insolúvel e tende a precipitar e formar cristais.

Além dos cálculos de colesterol, existem também os cálculos pigmentares, sendo estes mais raros, representando apenas cerca de 10% dos casos de litíase biliar. Os cálculos pigmentares castanhos são maciços e sem formas definidas. São os únicos formados fora da vesícula biliar – originados nos ductos biliares (coledocolitíase primária).

Contém sais de bilirrubina e outras substâncias. A litíase pigmentar castanha é mais comum na vigência de infecção, bile cronicamente infectada por bactérias, como E. Coli e Klebsiella sp., que produzem beta-glucuronidase, elevando a atividade desta enzima na bile, com consequente desconjugação de quase toda bilirrubina direta em bilirrubina indireta.

Já os cálculos pigmentares negros, associam-se predominantemente as doenças hemolíticas,  a cirrose, a alimentação parenteral prolongada e ao pós-ressecção ileal. Sua patogenia varia com as diferentes etiologias.

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