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Intubação endotraqueal: o que é, indicações e como evitar possíveis complicações

intubação endotraqueal

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Intubação endotraqueal: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

A intervenção médica muitas vezes exige uma abordagem precisa e estratégica, especialmente quando se trata de situações críticas que envolvem as vias aéreas. A intubação endotraqueal, é procedimento fundamental em cuidados intensivos.

Imagine um cenário onde há um comprometimento da capacidade de respirar, devido a uma emergência médica, trauma ou cirurgia. São nesses momentos que a intubação endotraqueal surge como um instrumento hábil, permitindo aos profissionais de saúde manter e controlar as vias aéreas, assegurando uma oxigenação adequada e facilitando a administração de agentes anestésicos.

O que é a intubação endotraqueal?

A intubação endotraqueal é um procedimento médico que envolve a inserção de um tubo flexível através da boca ou nariz do paciente e em direção à traqueia. Esse tubo, conhecido como tubo endotraqueal, deverá projetar-se para assegurar a permeabilidade das vias aéreas. Isso facilita a ventilação mecânica e a administração controlada de gases anestésicos.

Esse procedimento é frequentemente realizado em situações médicas críticas, como:

  • Emergências respiratórias
  • Trauma significativo
  • Cirurgias
  • Situações onde é necessário manter o controle da respiração do paciente.

A intubação endotraqueal permite que os profissionais de saúde assumam o controle direto das vias respiratórias, garantindo uma adequada troca de oxigênio e dióxido de carbono.

Como é feito esse procedimento?

A intubação endotraqueal consiste em um procedimento delicado e geralmente requer habilidade e treinamento especializado para que sua realização ocorra com segurança.

Antes de iniciar a intubação, é essencial avaliar a situação clínica do paciente, incluindo a necessidade real do procedimento e a presença de condições que possam complicar a intubação.

Aqui está uma visão geral do processo:

Execução

  • Posicionamento do paciente: o paciente geralmente está deitado de costas com a cabeça estendida para trás, expondo as vias aéreas
  • Administração de anestesia: em muitos casos, administra-se uma anestesia para diminuir a resposta reflexa. Isso torna o procedimento mais confortável para o paciente
  • Visualização da laringe: o médico introduz o laringoscópio na boca do paciente para visualizar as cordas vocais e a abertura da traqueia
  • Inserção do tubo endotraqueal: com a visualização adequada, insere-se o tubo endotraqueal através da boca (ou, em alguns casos, do nariz). Em seguida, guiado entre as cordas vocais para dentro da traqueia
  • Verificação da posição: após a inserção, deve-se verificar a posição do tubo. Muitas vezes por meio de um capnógrafo que monitora a concentração de dióxido de carbono expirado
  • Fixação do tubo: uma vez confirmada a posição correta, o tubo é fixado na posição desejada e conectado ao ventilador mecânico, permitindo a administração controlada de ar ou oxigênio.

Quais os instrumentos utilizados na intubação endotraqueal?

Durante o procedimento, o profissional utiliza instrumentos especializados, como laringoscópios. Esse instrumento é essencial para visualizar as cordas vocais e guiar o tubo endotraqueal até a traqueia, evitando a entrada no esôfago.

Além do laringoscópio, o médico necessita de um:

  • Tubo endotraqueal do tamanho apropriado
  • Balão insuflável na extremidade do tubo para fixação na traqueia
  • Dispositivo para verificar a posição do tubo, como um capnógrafo.

Uma vez posicionado corretamente, o tubo é conectado a um ventilador mecânico, permitindo a administração de ar ou oxigênio diretamente aos pulmões do paciente.

Quando a intubação endotraqueal é indicada?

A intubação endotraqueal é indicada em diversas situações clínicas em que é necessário garantir uma via aérea desobstruída. Com isso, proporciona-se um suporte ventilatório adequado.

Insuficiência respiratória aguda

Em casos de falência respiratória grave, seja devido a:

  • Doenças pulmonares
  • Insuficiência cardíaca
  • Trauma torácico
  • Entre outros

A intubação pode ser necessária para manter a oxigenação e a ventilação.

Anestesia geral em cirurgias

Durante procedimentos cirúrgicos que requerem anestesia geral, a intubação endotraqueal é frequentemente realizada para controlar as vias aéreas e facilitar a administração de gases anestésicos.

Emergências médicas

Em situações de parada cardíaca ou insuficiência respiratória aguda, deve-se realizar a intubação como parte das medidas de suporte avançado à vida para manter a ventilação e oxigenação.

Edema de via aérea

Em casos de edema grave das vias aéreas devido a reações alérgicas, queimaduras ou outras condições, a intubação pode ser necessária para assegurar a passagem de ar.

Assim, deve-se destacar que a decisão de realizar a intubação endotraqueal baseia-se em avaliações clínicas detalhadas. Deve-se considerar a condição específica do paciente, a gravidade da situação e os benefícios em relação aos riscos associados ao procedimento.

Quais as principais complicações da intubação endotraqueal e como evitá-las?

As principais complicações desse procedimento são:

  • Lesões nas vias aéreas
  • Traumas faciais
  • Desconforto hemodinâmico
  • Hipoxemia
  • Intubação esofágica
  • Aspiração pulmonar
  • Infecções respiratórias
  • Lesões nos lábios e boca
  • Edema laríngeo
  • Lesões neurovasculares.

Para evitar essas complicações, os profissionais de saúde devem realizar uma cuidadosa avaliação prévia. Assim, deve-se escolher o tamanho adequado do tubo, adotar técnicas apropriadas de intubação e monitorar continuamente o paciente durante e após o procedimento.

Estratégias como:

  • Pré-oxigenação adequada
  • Confirmação visual da passagem do tubo
  • Intervenção rápida em caso de complicações

São medidas fundamentais para a segurança do paciente.

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Referência bibliográfica

  • VELASCO, Irineu Tadeu et al. Medicina de emergência: abordagem prática. . Barueri, SP: Manole. . Acesso em: 05 dez. 2023. , 2019.

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