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O que é a terapia intensiva e como é estruturada

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A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

A terapia intensiva é a única entre as especialidades da medicina. Enquanto outras especialidades restringem o foco de interesse a um sistema de corpo único ou a uma terapia específica, o cuidado crítico é direcionado a pacientes com um amplo espectro de doenças. Estes têm os denominadores comuns de exacerbação acentuada de uma doença existente, novos problemas agudos graves ou complicações graves da doença ou tratamento.

A variedade de doenças observadas em uma população gravemente enferma exige conhecimento completo das manifestações e mecanismos da doença. Avaliar a gravidade do problema do paciente exige uma abordagem simultaneamente global e focada, depende do acúmulo de dados precisos e requer a integração desses dados.

Pacientes com doença com risco de vida na UTI comumente desenvolvem falência de outros órgãos devido ao comprometimento hemodinâmico, efeitos colaterais da terapia e diminuição da reserva de função do órgão, especialmente aqueles que são idosos ou cronicamente debilitados. Por exemplo, a ventilação mecânica com pressão positiva está associada com a diminuição da perfusão dos órgãos.

Muitos medicamentos valiosos são nefro ou hepatotóxicos, especialmente em face da insuficiência renal ou hepática preexistente. Pacientes mais velhos são mais propensos a toxicidade medicamentosa e a polifarmácia apresenta maior probabilidade de interações medicamentosas adversas.

A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) foi criada com o objetivo de separar e monitorizar com maior atenção os pacientes graves, tanto clínicos quanto cirúrgicos. Essa unidade é controlada, ou seja, não permite livre acesso de qualquer profissional ou visitante do hospital, o que evita contaminação do ambiente, por exemplo.

Além disso, é uma área do hospital que precisa estar bem localizada, próxima aos outros locais do hospital que podem ser necessários no tratamento do paciente grave, como radiologia, ala de emergência, laboratório, etc.

Estrutura da Terapia Intensiva

Hospitais secundários e hospitais terciários com capacidade para mais de 100 leitos, assim como hospitais especializados que atendam pacientes graves ou de risco, e estabelecimentos de assistência a saúde (EAS) que atendam gravidez/parto de alto risco são obrigados a possuir UTI, sendo que, nesse último caso das EAS, estes devem dispor de UTI adulto e neonatal.

SE LIGA! A UTI deve estar estrategicamente localizada na instituição de saúde de modo que as outras áreas (de apoio), comumente necessárias no manejo do paciente grave, sejam de fácil acesso e, além disso, é uma região do hospital controlada, não sendo permitido que indivíduos sem autorização transitem por ela. 

Na estrutura mais comum de UTI, o posto de enfermagem fica no centro e os leitos ao redor, o que faz com os pacientes fiquem mais visíveis, permitindo cuidado mais atento. Há ainda o modelo de quartos fechados, e esses dois modelos podem coexistir.

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Imagem: Modelo de quartos abertos.

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Imagem: Modelo de quartos fechados. Fonte: Google Images

A UTI adulto admite pacientes graves com idade igual ou superior a 18 anos, podendo ainda admitir pacientes de 15 a 17 anos conforme normas intrínsecas da instituição assistente.

A UTI pediátrica cuida de pacientes crianças com até 18 anos de idade, sendo que a UTI neonatal costuma admitir recém-nascidos prematuros e lactentes com risco de vida que sofreram complicações no nascimento, por exemplo. Os pais ou responsáveis de menores internados nas UTI pediátrica ou neonatal possuem livre acesso para visitar e acompanhar seus filhos.

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Imagem: UTI neonatal. Fonte: https://bit.ly/2XQ2DcG

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Imagem: UTI pediátrica. Fonte: https://bit.ly/30ISzE2

Além disso, cada leito da UTI dispõe de equipamentos de monitorização exclusivos dessa ala hospitalar, como ventiladores, monitores cardíacos e outros recursos necessários no manejo do paciente grave, como vasopressores, agentes inotrópicos, terapia de substituição renal, cristaloides e coloides para ressuscitação por fluido/fluidoterapia intravenosa, sedativos e analgésicos, materiais para intubação e cateterização venosa central, entre outros recursos.

Vale pontuar que a UTI é administrada por uma equipe multidisciplinar especializada, formada por médico intensivista plantonista (vertical), que fica 6, 12 ou 24 horas; um médico intensivista não plantonista (horizontal, diarista), que em geral é um médico mais experiente e mais familiarizado com a história do paciente e que faz a ronda pelos leitos diariamente; e, além desses médicos, a equipe dispõe de enfermeira intensivista, nutricionista, assistente social, psicólogo, farmacêutico clínico e fisioterapeuta.

A estrutura da UTI deve seguir as normas do regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, dispostas na RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) nº 50 da ANVISA.

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